Passeio Ao Cinema

1101 Palavras
Luna Eu estava na sala brincando com o Galileu quando vovô chegou em casa, ele estava com um sorriso que ia de orelha a orelha, era nítida a alegria que ele estava sentindo e eu fiquei muito feliz por vê-lo feliz, meu avô merecia. - Pelo jeito o encontro com a Isa foi bom, hein, até dormiu fora de casa. - Falei. - Bom? Foi ótimo! Incrível! Adivinha… - O quê? - Estamos namorando. - Ele disse sem conter o sorrisão. - Sério? Puxa, que legal! - Você não parece feliz. - Me olhou sério. - Desculpa vovô, estou muito feliz por você. - Dei um beijo no rosto dele. - Obrigado. Mas e você e o Ricardo? Já estão namorando? - Ainda não, quer dizer… Não que eu saiba. - Brinquei. - Bom, vou indo, senão vou me atrasar para o colégio. Dei outro beijo no rosto do meu avô e sai de casa. (...) E eu estava no Christóvão Colombo de novo, mas não o que tinha a Angela, a Stef… E sim, o que tinha o meu Rica, a Mercedes, a… - Olhem só quem voltou. - Disse a pior de todas. - Caro e sua trupe. - Me virei e as vi paradas em minha frente. As três não haviam mudado nada, continuavam chatas, metidas e achando que o mundo gira aos seus pés. Alguém pode dizer pra elas que as coisas não são bem assim? Mas se era esse o preço que eu teria que pagar para ficar em 1957, eu aceitava. - Onde você estava? - Perguntou Laura. - Isso não é da conta de vocês. - Pois não devia ter voltado. - Falou a líder do bando. Revirei os olhos tentando ignorar o que ela havia dito, aposto que isso era medo, afinal, ela era super apaixonada pelo Rica, que nem dava bola pra ela, isso devia ser pura inveja. - Luna! Você vol...voltou. - Disse Camila. A garota me abraçou, parecia muito feliz em me ver, e pude notar Caro bufar de raiva. Logo, Camila me puxou pela mão, me levando para outro lugar com a desculpa de que queria me mostrar algo, mas depois a danada falou que tinha feito isso só para me tirar de perto daquelas cobras venenosas, só a Camilinha mesmo. Logo Rica se aproximou da gente e a irmã dele falou que precisava ir ao banheiro, mas por que será que eu não consegui acreditar nisso? - Luna, o que você fará hoje à tarde? - Perguntou Ricardo. - Ah, acho que nada, por quê? - Tentei conter um sorriso. - Você quer ir ao cinema comigo? Tem uns filmes ótimos em cartaz, o que você acha? - Eu adoraria. - Sorri, fazendo ele sorrir também. - Perfeito. Então podemos ir depois do almoço. - Tá bem. Logo o sinal da escola tocou e nós nos dirigimos para a nossa sala. Ah, Rica e Mercedes perguntaram pelo meu irmão e eu tive que dizer que ele preferiu ficar em nossa cidade por causa da namorada, o que não era tão mentira assim. Confesso que durante todo o tempo da aula, eu nem consegui me concentrar direito, pois estava ansiosa para ir ao cinema com Ricardo, que filme será que a gente ia ver? Será que os filmes daquela época eram legais? Bom, isso não importa, o importante mesmo é que Rica havia me convidado para ir ao cinema com ele. (...) Eu estava em casa, ou melhor, na casa do meu avô, e por falar nele, o bonito estava há mais de uma hora pendurado no telefone com a Isa, até que era fofo de vê-lo falando com ela, o sorriso era enorme e o brilho nos olhos dele era capaz de iluminar uma cidade inteira. - Galileu, quando você se apaixonar, não fique meloso assim, por favor. - Falei para o animal que estava deitado no sofá com a cabeça em meu colo. Nisso tocou a campainha, já prevendo quem seria, eu corri para abrir a porta, e o vi, estava tão lindo como sempre, talvez até mais lindo do que o normal. - Oi. - Dei um leve sorriso. - Oi Luna. Você… Você está linda. - Obrigada. - Sorri envergonhada. - Você também está lindo. - Valeu. Hã… Vamos? - Claro. Gritei para vovô que eu já estava indo, mas ele estava tão concentrado falando com a namorada, que nem me escutou. O cinema ficava um pouco distante, mas fomos caminhando e conversando, que eu nem percebi que era mais longe do que eu esperava. Ao chegarmos na bilheteria, eu peguei dinheiro para pagar o meu ingresso, pois eu não via nada demais em pagar, cansei de sair com meus amigos e cada um pagava suas compras. - Luna, o que você está fazendo? - Rica arregalou os olhos como se eu tivesse cometendo algum crime. - Ué, vou pagar o meu ingresso, qual o problema? - Todos. Sempre que um homem convida uma mulher para sair, é o cavalheiro que paga tudo. - Ah, claro. - Dei um sorriso meio f*****o. - Eu estava brincando, é claro que eu sabia disso. - Ah, bom… Rica pagou nossos ingressos e depois comprou pipoca e refrigerante pra gente, e em seguida, fomos para a sala que passaria o filme. Nos sentamos nas cadeiras e aguardamos a sessão começar. Vimos um filme que até que era legal, se chamava ‘’O Menino, o Cofre e a Morte’’, e falava sobre um garoto que acabava preso acidentalmente em um cofre, e ele tinha apenas menos de 10 horas de oxigênio, então, torna-se uma corrida contra o tempo para salvar a vida do garoto. Devo admitir que o filme era bem legal e prendeu a minha atenção. Em determinado momento do filme, Rica fingiu se espreguiçar e colocou o braço envolta do meu pescoço, me deixando um pouco sem graça. Assim que o filme acabou, nós fomos até uma sorveteria, e Rica pagou o sorvete para mim, o que me deixou um pouco incomodada, pois eu não era acostumada com outras pessoas pagando tudo para mim, porém, tentei ficar na minha, já que era o costume daquela época. (...) Havíamos chegado na frente da casa do vovô. Notei Rica muito quieto, o que não era normal. - Está tudo bem? - Perguntei. - Está. Luna… Eu… Eu estava até agora tentando criar coragem para te fazer uma pergunta. - Ué, então faça. - Falei sem imaginar o que seria. - Hã… - Olhou para baixo e depois voltou a olhar para mim. - Hã... Você... Você quer namorar comigo?
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