O Encontro

1531 Palavras
Andrés No caminho até a casa da Isa, eu parei meu carro em uma floricultura, comprei um pequeno buquê de hortênsias azuis, que é a flor preferida dela, e então, segui meu caminho até a casa de Isa, que não era muito longe. Volta e meia eu olhava as horas no relógio com medo de me atrasar, pois não queria deixá-la esperando. Estacionei meu carro na frente da casa de Isa, peguei o buquê, que eu havia deixado nos bancos traseiros, respirei fundo e então me dirigi até a porta da entrada, enquanto rezava para ela não notar o quanto eu estava suando de nervosismo. Toquei a campainha e aguardei por infinitos segundos, até que… Eu acho que havia ficado sem batimentos cardíacos, meu coração tinha parado, eu tinha morrido e estava vendo um anjo, o mais lindo dos anjos. - Oi Andrés. - Falou docemente. - Oi Isa. - Dei um sorriso bobo. - Você está… - A olhei da cabeça aos pés. - Divina. - Ai, obrigada. E você está muito elegante. - Fiquei mudo diante de tanta beleza. - Ai, que flores bonitas! - Flores? Ah, claro… São para você. - Lhe estiquei o buquê. - Sério? Não precisava. - Pegou o ramo de flores. - São hortênsias! - As cheirou. - Tão cheirosas! Obrigada. Eu amei. Isa me deu um beijo no meu rosto me pegando de surpresa e me deixando totalmente envergonhado, e em seguida, ela se retirou por alguns minutos para colocar o buquê em um vaso com água. - Vamos? - Perguntou ao retornar. - Vamos! - Sorri. Fomos até o meu carro e eu abri a porta do carona para Isa, que agradeceu com um largo sorriso. Entrei no veículo e dirigi até o restaurante em que eu a levaria, que não era muito longe. As vezes quando parávamos em algum semáforo, eu admirava a beleza da mulher que estava ao meu lado e adorava como ela ficava tímida cada vez que eu fazia isso. O restaurante que fomos era bem bonito e havia inaugurado há cerca de seis meses, mas foi o tempo suficiente para se tornar o meu preferido. - Eu não conhecia esse restaurante. - Disse a mulher assim que chegamos. - Tenho certeza que você vai adorar. - Falei ao puxar a cadeira para ela sentar. - Obrigada. Isa se sentou, pegou o cardápio e se pôs a ler. A observei. Não conseguia parar de pensar o quanto ela era linda, a mulher mais linda que eu já vi na vida, a mulher da minha vida. Logo o garçom chegou para saber o que gostaríamos de comer, mas ainda não havíamos nos decidido. - O que você nos recomenda? - Perguntei. - Bom, temos a moda da casa. - Disse o garçom. - Está saindo bastante e ninguém reclamou ainda. - Ah, vou querer experimentar, então. - Falei. Logo dirigi o meu olhar para Isa. - E o que você vai querer? - Ah, pra mim pode ser o mesmo, por favor. - E para beber? - O homem perguntou. - Eu vou querer um refrigerante. - Falei. - E para mim pode ser um suco de laranja, por favor. O homem se retirou e eu voltei a olhar para Isa, que abaixou a cabeça timidamente. Ah, se ela soubesse que isso só aumenta o charme dela… Olho para a sua mão, que estava levemente em cima da mesa, queria tocá-la, mas fico com receio dela retirar. - Hã… A Luna voltou. - Falei quebrando o silêncio. - Sério? - Perguntou animada. - Que legal! A Luna é uma boa garota. - É sim. - Sorri ao lembrar da minha neta. - E o Sebas? - Ah, ele não veio dessa vez. Logo nossos pedidos chegaram e começamos a jantar. Mas enquanto eu comia, volta e meia olhava para ela, pois Isa sempre foi uma mulher muito bonita, elegante e chique, mas nessa noite, ela estava mais divina do que de costume. - Isso está delicioso! - Falou com um singelo sorriso. - Está mesmo. Após nosso jantar, ficamos conversando um pouco na parte externa do restaurante, a noite estrelada só ressaltava o brilho nos olhos damulher. E de repente começou a trovejar anunciando que viria uma forte tempestade pela frente. - Acho melhor irmos antes da chuva. - Falou. - Também acho. - Sorri lhe arrancando um sorriso tímido. Fomos rapidamente até o meu carro com medo de pegarmos uma forte chuva, pois não parava de trovejar e de relampear. Abri a porta do veículo para ela, que entrou e então, à passos ligeiros, eu entrei no lado do motorista. Foi só o tempo de estacionar o carro na frente da casa de Isa, para a chuva começar a cair, uma chuva muito forte. Tirei minha jaqueta e coloquei em cima da cabeça dela, evitando que ela se molhasse. Corremos até sua casa, e logo ela abriu a porta e entrou às pressas, um pouco assustada com os trovões que não paravam de cair. - Que pena que essa chuva resolveu vir hoje para estragar nosso encontro. - Falei. - Não estragou, não. Eu amei. - Falou docemente. - Mesmo? - Claro. Foi uma noite muito agradável. - Eu também gostei. - Lancei um sorriso bobo. - Bom, eu já vou indo. - Mas como? Está tendo um dilúvio lá fora, é perigoso você dirigir com esse tempo. - Fez uma breve pausa. - Se você quiser, pode ficar aqui até a chuva passar, e… bom, qualquer coisa, eu tenho quarto de hóspedes. - Você não se importa? - Claro que não. Eu vou preparar a banheira do banheiro dos hóspedes para você tomar um banho e se esquentar. - Tá bom. Obrigado. - Falei timidamente. Isa se retirou por alguns minutos e eu fiquei lhe esperando na sala, não demorou muito para ela retornar me avisando que a banheira já estava pronta, me emprestou uma roupa que era de seu irmão, que estava trabalhando na Europa. - Acho que vai servir em você. - Falou ao me entregar a roupa. - Obrigado. Isa me conduziu até o banheiro dos hóspedes e me avisou que iria tomar banho também, no outro banheiro de sua residência. Tomei um delicioso banho e enquanto eu me lavava, eu tentava criar coragem para pedir a mulher em namoro, e se ela falasse que não? E se ela me dissesse que gosta de outro? Não sei se eu estava pronto para ouvir isso e ter meu coração quebrado pela primeira vez. Ao terminar de me vestir, fui até a sala, onde Isa estava, ela já havia tomado banho também e estava secando suas lindas madeixas louras. - Eu… Eu não quero incomodar. - Falei. - Não é incômodo. - Ela disse sorridente. - Hã… Vou ver se está passando algum filme na tv pra gente ver. - Tá bem. Me ajeitei no sofá e ela começou a mudar os canais, até encontrar um de filme. Ela se ajeitou no sofá ao meu lado, fazendo meu coração acelerar os batimentos. Ficamos vendo o filme, mas eu nem conseguia prestar tanta atenção já que o nervosismo por estar tão perto da Isa era imenso. E de repente, caiu um trovão, a loira se assustou e acabou por me abraçar, fazendo eu quase desmaiar. - Desculpe… - Desfez o abraço e se ajeitou novamente no sofá. - Não por isso. Ela sorriu timidamente e voltamos a ver o filme. Porém, para a nossa surpresa, faltou luz. e pelo jeito, havia sido na rua toda, estava tudo muito escuro. - Ai, ainda bem que você está aqui comigo, eu odeio ficar sozinha no escuro. - Falou. - Bom, agora eu estou aqui com você para te proteger. - Obrigada. E de repente, mais um trovão. Ela se agarrou em meu pescoço com o susto, e então, nossas bocas ficaram tão próximas, provavelmente ela devia estar escutando as batidas do meu coração. - Andrés… - Isa… E nisso, nós dois nos beijamos. Um beijo tão terno e bonito, que fez todos os pelos do meu corpo se arrepiarem. E eu queria que meus lábios morassem nos lábios dela por todo o sempre. Assim que nossas bocas se afastaram um pouco, pude vê-la sorrir, acho que ela tinha gostado tanto quanto eu, o que me deixou um pouco mais tranquilo, fazendo eu esbanjar um sorriso meio tímido. - Isa… Você… Você quer namorar comigo? Seu sorriso aumentou ao ouvir minha pergunta, ah, como eu amava esse sorriso, que me fazia sorrir também. - Eu… Quero. Quero, sim. Nós dois esbanjamos enormes sorrisos e então, eu a beijei novamente. Nossa, eu nem conseguia acreditar que eu estava namorando a Isa, sonhei há tanto tempo com isso e agora era real, era verdade, era felicidade que não cabia em mim, queria sair correndo, cantando, gritando aos quatro ventos o quanto eu estava feliz. A mulher falou que eu poderia ficar no quarto de hóspedes, ela preparou a cama para mim e assim que ela se retirou, eu me deitei, no entanto, custei para dormir, a alegria era maior que o sono e o cansaço. Aaaah, eu estava namorando com a Isa.
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