Pré-visualização gratuita De volta as origens
Depois de muitos anos morando em uma cidade grande, volto para pequena cidade onde cresci. Após receber uma bela proposta de trabalho, não tive como recusar, afinal minha família toda é daqui, e apesar de estar acostumada com a muvuca da cidade grande, de certa forma é gostoso, é reconfortante estar aqui novamente.
Ao chegar passa um filme em minha cabeça, todas as coisas que já vivi aqui, as amizades, as brincadeiras, as desilusões amorosas. como eu era boba, inocente na verdade.
Chegando em casa, mesmo não morando aqui por uns 10 anos, sempre mantive minha casinha, acho que no fundo no fundo, eu sabia que um dia voltaria.
Com um forte latido, Ruffus me acorda dos meus devaneios, Ruffus é um Golden Retriever caramelo, meu cãopanheiro. acabamos de parar na frente de casa, uma casa pequena, mais aconchegante, com um grande espaço envolta da casa. Ruffus ama esse lugar, não é para menos, comparado com o minúsculo apartamento onde moravamos, aqui é o paraíso.
Entramos em casa, e eu já vou abrindo toda a casa, e Ruffus vai cheirar cada canto, como ele sempre faz. Já passa das 10h e começo a faxina - o dia vai ser longo - penso em voz alta.
Já é tarde e a casa já está limpa, começo a desfazer as malas - isso vai demorar - penso. depois de um certo tempo resolvo deixar o restante para ir arrumando aos poucos, afinal amanhã é segunda, e já começo a trabalhar, então decido ir dormir.
...
Acordo com o despertador, são 7h e Ruffus já está louco para sair, deixo ele sair e vou tomar um banho rápido para despertar, me troco, visto um vestido azul escuro, ele é curto, mais recatado, coloco uma sapatilha preta e estou pronta, tomo um café rápido, pego minha bolsa e saio.
chegando na empresa, uma indústria farmacêutica que se instalou na pequena cidade recentemente, onde boa parte da população trabalha.
- Alice, Bom dia! quanto tempo, como você está?
- Bom dia Simone, vou bem e você? - digo
- Estou bem, que bom te ver por aqui. A Estela já vem falar com você.
- Obrigada! - agradeço
Ao escutar minha voz, Estela já aparece na porta, Estela é uma velha amiga da minha mãe, ela já tem seus quarenta e poucos anos, mais sua aparência é de bem mais jovem.
- Bom dia Alice, como está?
- Bom dia Estela, estou bem e você? - digo abraçando-a
- Estou bem também, e como foi a mudança? - Estela pergunta
- Ainda tem muita coisa para fazer, mais já consegui dar uma boa organizada.
- Vamos, vou mostrar a sua sala - Estela diz, me mostrando o caminho
Andamos pelo corredor até chegar em uma sala ampla, bem decorada, entramos e ela diz
- Fique a vontade, vou deixar você se acomodar, mais tarde volto para discutir-mos alguns assuntos.
- Obrigada! - agradeço
a manhã passa voando, quando me dou conta já está na hora do almoço. Pego minha bolsa, e saio para almoçar, no caminho até em casa, vou admirando a pequena cidade, até que meu coração quase para ao ver um jovem alto, musculoso, com cabelos preto, vestido um jeans surrado e uma polo preta, que fica exitantemente grudada em seu corpo.
- Quem é esse homem? - penso já sentindo um calor subindo pelo meu corpo - Alice, pare com isso, ele aparenta ser muito jovem para você - não sou tão velha, tenho os meus 28 anos, mais ele aparenta ter 18 - são só 10 anos de diferença - rio ao cogitar a ideia - Alice, você não presta - penso sobre mim mesmo.
Almoço, e volto ao trabalho. tenho uma tarde agitada, mais volta e meia me pegava pensando naquele deus grego que tinha visto, quem será ele?
...
A semana passa rápido, tenho muito serviço na empresa, mais consigo por tudo no lugar durante a semana. Vi aquela beldade algumas vezes na rua, mais ainda não sabia o seu nome.
como é sexta-feira, resolvi passar na única loja de material de construção da cidade, vou aproveitar o fim de semana para fazer pequenos reparos em casa.
...
No sábado pela manhã, me levando e coloco uma roupa de ficar em casa, um shorts jeans, um tope vermelho de renda, uma regata, dessas largas que deixa o tope aparecendo, faço um coque no cabelo, e aguardo a chegada dos materiais que comprei no dia anterior.
Escuto um bater de palmas, e Ruffus latindo no portão - os materiais devem ter chego - penso, abro a porta, e quando o vejo sinto como se o ar tivesse sumido.
Ele sorri ao me ver, e disfarçadamente me analisa dos pés a cabeça. Fico envergonhada, pois estou de certa forma desleixada, e não era essa a primeira impressão que queria passar.
- Oi, me chamo Gabriel, estou aqui para fazer uma entrega em nome de Alice.
- Oi, Alice sou eu - digo e sorrio, meus Deus ele parece mais jovem ainda, olhando assim de perto - Entre, pode colocar as coisas lá dentro por favor?
- Claro, mas... - ele faz uma pausa, e antes que ele termine, digo
- Pode entrar, o Ruffus não morde e nem eu - droga, o que eu acabei de dizer. Ele ri e fica corado com o que acabei de dizer.
- Me desculpe, foi uma brincadeira - digo sem graça
- Tudo bem, é bom saber disso - ele entra e eu fico sem graça. Ruffus já tá se exibindo, ele para e começa a brincar com o Ruffus. Fico admirando, Ruffus não é de muitos amigos, normalmente ele não gosta de homens entrando na nossa casa, mais com o Gabriel foi diferente. Gabriel percebe que estou admirando com um sorriso no rosto, ele para e me olha.
- Me desculpe, eu adoro cachorro, e o seu é muito brincalhão - ele diz com um lindo sorriso no rosto.
Aí Deus, me dê forças para não fazer uma besteira, Gabriel é quase uma criança, e eu estou louca para beijar a sua boca.
- Ele gostou de você, fiquei até admirada, ele normalmente é mais difícil - rio e ele também
- Bom, deixa eu terminar de descarregar as suas compras - concordo com a cabeça, e fico olhando ele trabalhar. Ruffus o segue do caminhão até em casa, da casa até o caminhão, acho que Ruffus realmente gostou dele.
- Prontinho, esse foi o último
- Ah que pena - digo sem nem perceber, droga - Ruffus gostou tanto de você - digo em uma tentativa de não deixar um clima constrangedor. Gabriel ri, e percebo uma certa malícia.
- Tudo bem amigão - ele diz fazendo um carinho na cabeça de Ruffus - venho te ver sempre que puder e se sua dona deixar - ele olha para mim, e eu fico desconcertada.
- Pode vir quando quiser, vamos adorar sua visita
- Virei então
O que está acontecendo aqui? ele está flertando? é isso mesmo? preciso saber mais sobre ele antes que acabe metendo os pés pelas mãos
- Então, mate minha curiosidade, se não for um incomodo - dou uma pausa e continuo - você tem idade para estar dirigindo?
- Tenho sim, não sou tão novo quanto aparentou ser.
- Quantos anos tem? - pergunto automaticamente
- 19 e você?
- 28, quase uma idosa - respondo rindo
- tá muito bem para uma idosa - ele dis e eu fico sem graça
- Obrigada!
- Estou adorando a conversa, mais preciso voltar a trabalhar.
- Claro, desculpe por tomar o seu tempo
- Imagina, se precisar de ajuda com a reforma, vou adorar ajudar
- Mais que menino prestativo - digo rindo
- Estou falando sério, posso te passar meu telefone, e você me liga se precisar.
sem pensar entrego meu celular em sua mão, e ele salva seu contato.
- Aproveitei e mandei um "oi", para poder salvar o seu número - ele da uma piscadinha, e meu coração quase sai pela boca.
- Ótimo
- Então, tchau
- tchau e obrigada mais uma vez - digo e observo ele sair.
Me jogo no sofá - mais o que acabou de acontecer aqui? - falo para mim mesma. me recomponho e vou fazer alguns reparos. No final da tarde tomo um banho para relaxar, coloco um shorts soltinho e um tope, gosto de me sentir confortável em casa.
Meu celular vibra, e quando olho quase não acredito em quem me mandou mensagem.
[ Oi, como está?
será que posso brincar com o Ruffus amanhã? ]