Passo os restantes dos dias com o Rodrigo, nesse meio tempo descobrimos muitas coisas em comum, mais deixamos bem claro que não passaria de um romance passageiro.
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Volto para casa, e nada parece ter mudado, ainda falam do mesmo assunto. Decidi ignorar as mensagens do Gabriel, não quero me envolver mais, se ele quer ter a família dele com a Carol, que assim seja
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Umas semanas se passaram, sai algumas vezes com Gustavo e Lari, fiquei com a Sofia para eles saírem também. Minha vida está entrando nos trilhos, já não penso tanto no Gabriel, apesar de ter sido rápido, o relacionamento com ele foi marcante para mim.
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É sexta-feira, já no fim do espediente, recebi uma mensagem do Fabinho
[ Oi gata, churras lá em casa hoje. O Gabriel não vai ]
[ O que preciso levar? ]
[ O que quiser beber e esse seu corpinho bonito kkkkkkk]
[ hahahaha tá engraçadinho hoje né ]
[ Sempre ]
[ Nós vemos mais tarde ;* ]
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Chego na casa do Fabinho as 22:00h, sei que sempre começa tarde os churras aqui, aproveitei para me arrumar, caprichei na verdade, tô com um vestido colado, te alças finas, preto e um salto vermelho, e batom vermelho para causar.
Comprimento todos, Fabinho me olha dos pés a cabeça
- Tá linda em
- Sempre bebê - digo com cara de safada, e ele ri
Curtimos bastante, já são quase 2h da manhã, já bebi um pouco, tô meio alta na bebida, Fabinho passa por mim e diz no meu ouvido
- Me desculpa
olho para trás para perguntar o que foi, mais ele já sumiu, quando retorno o olhar para frente, me deparo com Gabriel me olhando
- Oi, podemos conversar? - ele diz já me puxando para o quarto de hóspedes. chegando lá ele fecha a porta e eu respondo
- Oi, já que você insiste - sento na cama e faço sinal para ele falar
- Desculpa, eu não queria que fosse assim, mais você não me responde mais
- Achei que não tínhamos mais nada para conversar, você tem outras preocupações agora, e foi você quem se afastou primeiro
- Eu sei, mais eu não tive escolha
- Não, você sempre tem escolha - o corto seca
- Você não entende, é complicado
- Então me explica
- Eu não posso deixar ela sozinha, tenho que cuidar do meu filho
- Então faz isso, vai construir a sua família, que eu vou viver a minha vida.
- Mais eu quero você
- Você não pode ter as duas coisas - digo já me levantando para sair, ele me segura, me trás para perto, colaca as mãos em meu cabelo, e sinto sua respiração em minha boca - O que você está fazendo? - o questiono
- Eu... Eu... Droga - ele suspira e vejo uma lágrima escorrer em seu rosto - Eu estou apaixonado por você
O beijo assim que ele termina de falar, ele me puxa para mais perto, como se tivesse medo que eu fugisse. Puxo seu cabelo, e nós beijamos mais intensamente
- Eu não vou fugir - digo assim que paramos de nos beijar, me afasto, vou até a porta, e ele fica me olhando sem entender, tranco a porta e quando me viro ele está com um sorriso largo no rosto
- Talvez eu me arrependa disso amanhã, porque afinal já bebi muito hoje, mais eu não ligo - digo empurrando-o, fazendo com que caia sentado na cama.
Começo a fazer um striptease para ele no ritmo da música que toca lá fora, abaixo primeiro as alças do vestido, viro de costas para ele, começo a baixa lentamente o vestido, como estou sem sutiã, só me resta a calcinha fio dental de renda vermelha, quando me viro novamente, seu olhar é de puro desejo, corro meus olhos pelo seu corpo e vejo que a dancinha já fez efeito. quando vou me aproximar dele, escutamos na porta um:
toc toc
- Gabriel, Gabriel, sai daí cara, a Carol acabou de chegar aqui te procurando - diz Fabinho do outro lado da porta
Sinto um calafrio passar pelo meu corpo, o efeito da bebida sumiu na hora, pego meu vestido num flash, Gabriel abre a porta e sai correndo, nem tive tempo de me vestir, Fabinho entra e fecha a porta
- Droga, desculpa - ele diz virando de costas, já que não deu tempo de eu me vestir, só deu tempo de tapar um pouco o corpo
- Mais que pora eu tô fazendo - digo irritada comigo mesma, já me vestindo
- Calma Alice - Fabinho diz tentando me consolar
- Pode virar já me vesti... tem alguma outra saída que eu não passe por eles?
- Tem, mais acho que vocês não conversaram, pelo que eu vi, e vocês precisam
- Não Fabinho, o que a gente precisa é cada um seguir sua vida, me deixei levar pela emoção hoje, e isso não pode mais acontecer
- Alice, você não tá entendendo, ele gosta mesmo de você
- Gostar não é o suficiente, ele tem uma família agora, foi escolha dele, agora eu só quero ir para minha casa
- Tá bom, não vou insistir no assunto, pelo menos não hoje - ele sai me mostrando o caminho, ao sair escutamos os gritos da Carol com o Gabriel, quando saímos pelos fundos, do um abraço no Fabinho e o agradeço
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Chego em casa destruída, tomo um banho demorado, saio só de toalha e meu celular toca - quem será essas horas? - penso já imaginando o pior, vejo o nome do Gabriel e reviro os olhos, então atendo
- Oi - digo seca
- Oi Alice, me desculpa por hoje, fiquei com medo de você não me atender
- Só atendi porque poderia ter acontecido alguma coisa, aconteceu alguma coisa?
- Não, eu consegui contornar a situação, e
- Se está tudo bem, não temos mais o que conversar - o corto e desligo na cara dele, como sei que ele vai ligar de novo, desligo o celular, coloco uma camisola e fico sem nada por baixo, quando estou me deitando, alguém bate em meu portão
- Mais será possível que não vou ter paz hoje - digo irritada, me levanto e vou até a janela para ver quem é, perco a cor quando vejo Gabriel no meu portão, saio já o questionando
- O que você está fazendo aqui
- Não terminamos nossa conversa
- Terminamos sim
- Para Alice, me deixa entrar por favor
- Gabriel, eu e você sabemos o que acontece se você entrar
- Juro que não vou fazer nada que você não queira
- Mais esse é problema, ou você já esqueceu quem estava sem roupa naquele quarto
- Alice, por favor, é sério
Relutante abro o portão, ele entra e guarda sua moto - será que ele pretende ficar - penso, entramos e ele se senta no sofá, Ruffus tá em um sono tão profundo que nem percebeu toda a movimentação, não me sento para poder ficar o mais longe possível
- Alice, senta aqui, vamos conversar - Gabriel diz batendo a mão no sofá
- Tá bom aqui, pode falar, o que quer conversar - digo sem mover um músculo do lugar
- Não vou insistir... não era para você ter vindo embora, a gente não conversou
- Depois de tudo aquilo, você queria que eu ficasse lá ainda?
- Sim, você não viu o desfecho da conversa, você não ouviu o que tinha para dizer
- Então fala agora
- Quando eu saí do quarto, fui direto até a Carol, não sei se você sabe, mais até agora ela só me mostrou o teste de farmácia
- Não, eu não sabia, procurei não me envolver
- Então, ontem ela me ligou, disse que estava passando m*l, e pediu para eu ir lá, fui, fiquei um pouco com ela, e quando fui no banheiro do quarto dela, encontrei um absorvente usado, na hora não falei nada, estava processando o que tinha acabado de ver, aí quando ela chegou na festa atrás de mim, eu joguei tudo na cara dela, falei que só falaria com ela quando nos fossemos fazer a ultrassom do bebê. Ela ficou toda desconcertada quando falei, desconversou e foi embora, mas antes desse furdunço todo, eu já tinha me decidido, não vou ficar com ela tendo um filho ou não, por isso fui atrás de você na festa, por isso insisti tanto para conversarmos - Gabriel faz uma pausa e eu estou tentando assimilar tudo que ele disse, será que a Carol seria capaz de inventar tudo isso, só para ficar com ele?