39

1185 Palavras

40 -- Tainá Narrando As turbinas do avião finalmente silenciaram, mas o barulho dentro da minha cabeça parecia ter dobrado de volume. O aviso de "desfivelar cintos" soou como um gongo de partida. Eu não esperei. Fui uma das primeiras a levantar, ignorando a pressa educada dos outros passageiros, focada apenas em sair daquele tubo de metal que, por algumas horas, foi minha única proteção. Quando as portas se abriram e o ar gelado de Nova York atingiu meu rosto, eu não senti liberdade. Senti exposição. O aeroporto JFK era um formigueiro humano. Eu caminhava rápido, quase correndo, a mochila pesando nos ombros como se carregasse todo o peso do que deixei para trás. Cada uniforme azul que eu via — segurança, polícia, imigração — fazia meu coração dar um solavanco, batendo contra as costela

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR