Capítulo 2: consequências

1066 Palavras
Allana acordou na cela da delegacia, sentindo-se confusa e com dor de cabeça. A luz fraca que entrava pela janela pequena da cela fazia seus olhos doerem. Ela tentou lembrar dos eventos da noite anterior, mas tudo parecia uma névoa. Quando finalmente conseguiu se sentar, percebeu que estava sozinha na cela. O silêncio era opressivo. Allana começou a se sentir ansiosa e seu peito doia. A porta da cela se abriu e Natália entrou. -Bom dia. Natália disse, com sua voz firme. Allana estava chateada com ela então estava com a cara emburrada. -O que vai acontecer comigo? Não acho que eu merecia passar a noite aqui, em uma cela feito uma criminosa. Allana disse tentando controlar a raiva que estava sentindo. -Você será acusada de posse de drogas. Natália falou com um tom seco e Allana sentiu um choque. -Mas eu não fiz nada! Eu nem conheço o cara de ontem, você não pode fazer isso comigo. Allana diz com sua voz trêmula e demostrando aflição. Natália fita em seus olhos. -Você estava com Marcelo, um traficante conhecido e eu vi ele te oferecendo a cocaína. Allana sentiu-se envergonhada. -Eu não sabia, aquele cara deve ser louco, você tem que acreditar em mim quando digo que nunca o vi antes e que tudo não passa de m*l entendido. Moça meu pai vai me matar se ele sober que fui presa por porte de drogas. - Seu pai te bate? Ele é violento com você? Ela demostra preocupação na fala de Allana. - Não. Não é esse jeito de matar que eu falo, isso é força de expressão. Meu pai vai me mandar para um colégio interno, um convento ou qualquer outro lugar onde ele acha que eu estou melhor. Você não entende, ele é autoritário e gosta de mandar nas pessoas. -Você precisa aprender a se cuidar, você não é de menor e mesmo assim você estava em uma boate trocando salivas com um homem bem mais velhos que você acabou de dizer que nunca viu, e que estava com posse de drogas? Não sei de sua vida mais estou achando que seu pai não está tão errado assim em tentar te proteger. O Olhar odioso de Allana para Natália era notório, ela engole seco de tanta raiva. - O que posso fazer para sair dessa encrenca? - Você precisa cooperar com a investigação. Temos algumas perguntas e o que mais tem é traficante solto por aí, prontos para fazer outras vítimas. - Mais eu não sou traficante e nem conheço nenhum, como posso coperar? - Começe apenas ouvindo o que eles tem pra te dizer e fazendo o que eles pedirem pra você fazer, já é um bom começo. Allana concordou. - Eu vou cooperar, espero estar fazendo a coisa certa. Natália sorriu. -Eu acredito em você e acredito que você tenha tido a infelicidade de se encontra com o Marcelo ontem e caiu nas lábias dele. Você fazendo tudo certinho acredito que em breve você sai daqui. Allana sentiu um alívio. - Obrigada. Acho que tenho problemas de mais pra ter mais um na coleção. Natália então a levou para uma sala de interrogatório, lá Allana contou tudo sobre a noite anterior, contou sobre Marcelo, sobre a droga e sobre como ele estava tentando fazê-la usar, contou também quando Natalia chegou para impedi-lo e se sentiu aliviada pois a foi sua salvação. Natália ouviu atentamente. -Você fez o certo, obrigada por cooperar. Natalia disse e Allana sentiu-se aliviada. -O que vai acontecer comigo agora? -Você vai precisar comparecer em juízo, não é nada de mais e sei que você vai se sair bem e serei eu quem vai te acompanhar -Eu estou pronta, bom pelo menos tenho que está né, fiz cagada e agora tenho que sofrer as consequências. Natália sorriu. Apesar de ver Allana a ponto de aceitar as drogas ela percebeu que de fato ela parece ter se arrependido e querer enfrentar os resultados de suas ações. -Eu estou aqui para ajudá-la, estou aqui com você. Não sei se você faz o uso dessas substâncias e não quero te julgar por isso, mais se quiser ajuda para sair dessa vida será um prazer te orientar e te ajudar nessa parte. Allana estranhamente sentiu um arrepio cortar suas espinhas ao ouvi-la. A raiva que tinha tomado conta de seu corpo momentos atrás foi trocada por um sentimento conchegante que ela mesmo não soube explicar e um sorriso meio bobo foi acompanhado de um agradecimento. -Obrigada. Enquanto conversavam, Allana percebeu que Natália não era apenas uma policial, era uma pessoa que realmente se importava com o bem-estar dos outros e queria ajudar e que uma pessoa pode ter várias faces embaixo de um uniforme. Ela não deixou de pensar em qual era a face verdadeira que a policial gata escondia debaixo da farda. -Por que você está fazendo isso? Na verdade não fui tão educada, acredito ter sido meio rude. -Porque eu quero ajudar pessoas como você. Você disse que não teve culpa e eu estava observando vocês e sei que está falando a verdade. Vi quando ele te chamou pra dançar e quando vocês foram para a mesa. E como disse não sei como é sua vida ou se você faz uso dessas substâncias e se você quiser ajuda para parar ou mudar de vida eu quero te ajudar - Então já que você viu tudo não pode me liberar? - Não posso. Como disse eu vi você com ele e não ouvi nada. Infelizmente estou apenas fazendo meu trabalho e você foi pega com um traficante, eu sinto muito. Allana sentiu um nó na garganta, nem sabia o que dizer, não sabia se tudo aquilo que estava ouvindo era r**m ou bom, era muita coisa para digerir. - Nem sei o que dizer. Acho apenas que obrigada é tudo que tenho a oferecer. Depois de horas de interrogatório, Allana foi levada de volta à cela. Ela estava exausta, mas sentia-se mais aliviada. Ela não podia negar que desejou usar a droga e ficar loucona, mais agora depois do pequeno problema ela só quer ir pra casa e tomar um banho. Ela está com pressa mais sabia que ainda tinha um longo caminho a percorrer, mas com a ajuda de Natália a acompanhando sentia-se mais confiante. Acredito que ela começou a se familiarizar com seu rosto, e suas conversas foram bem agradáveis.
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