Allana estava sentada na cela, esperando pelo julgamento. Ela estava nervosa e ansiosa, pensando em tudo o que poderia dar errado. A porta da cela se abriu e um homem entrou.
— Olá Allana bom dia tudo bem? Meu nome é Lucas é sou o seu advogado.
Ele disse estendendo a mão para comprimenta-la.
— Bom dia. Como você sabia que eu precisava de um advogado? Quem te contratou? Eu ainda nem pude entrar em contato com ninguém.
Allana perguntou, levantando-se da cama e apertando sua mão.
— Natália me contou sobre o seu caso, sou um advogado do estado então fique tranquila que você não terá que me pagar nada. Ela acha que você precisa de ajuda e por isso estou aqui.
— Obrigada por vim. Estou meio perdida com tudo o que está acontecendo, foi tudo tão rápido.
Ela senta novamente.
— Vamos trabalhar juntos para limpar seu nome você não merece ser condenada por algo que não fez, a Natália confia em você e eu também.
- Natália é a policial que me trouxe pra cá?
- Sim ela mesmo.
- É meio irônico não acha? A mesma pessoa que me prende quer me ver livre?
- Mais você tem que entender que ela estava fazendo o trabalho dela, você querendo ou não foi pega junto com um traficante. Nós vamos resolver esse m*l entendido logo logo.
Luana que não havia recebido notícias da Allana vai até a delegacia encontrar a amiga, depois de muita insistência ela consegue ir vê-la.
— Allana! Meu Deus você está bem?
Ela disse correndo para abraça-la.
Allana sorriu ao vê-la e seu coração pôde sentir um pouco de alívio vendo alguém conhecido. Elas se abraçam e Allana não se contêm e deixa uma lágrima rolar em seu rosto.
— Luana é tão bom te ver, você não sabe como foi r**m passar uma noite trancada aqui.
Luana olhou para Lucas para entender quem é ele.
— Oi eu sou a Luana melhor amiga de Allana e você quem é?
— É um prazer conhecer você Luana, sou Lucas o advogado dela. Não se preocupe logo ela vai sair daqui.
Luana sentou-se ao lado de Allana.
— Conte-me tudo o que aconteceu. Nós estávamos na boate e eu sai pro um curto tempo e quando voltei você estava sendo levada pela polícia junto com aquele cara. O que está acontecendo?
Allana desabafa e conta tudo para sua amiga.
— Eu estou sendo acusada de posse de drogas mas eu não fiz nada, infelizmente me deixei levar pela euforia do momento e ele me ofereceu e a policial deduziu que eu era cúmplice dele.
Luana balançou a cabeça.
— Eu sei que você não fez você nunca faria isso e ainda mais cocaína? Que loucura é essa? Mais essa policial também em vez de prender o bandido certo fica prendendo jovens que gosta de se divertir
— A Natália estava apenas fazmedo o trabalho dela e como ela observou que os dois estavam juntos sobrou pra Allana. Sabe como se doz né: Até provar que fucinho de porco não é tomada a confusão armou se. Mais nos vamos provar isso, estamos todos do lado da Allana e vamos limpar o nome dela.
Allana sentiu um alívio.
— Obrigada Luana pela preocupação e por ter vindo, já fico bem mais tranquila com sua companhia.
No dia do julgamento Allana estava nervosa, mas pronta para assumir duas consequências. Luana a acompanhou e seus pais aparecerem na audiência. Allana evitou falar com eles pois sabia bem como eles eram e não precisava ficar mais nervosa do que já tava.
O julgamento estava prestes a começar.
Allana, Lucas e Luana entraram no tribunal, nervosos e ansiosos. Os pais de Allana, Ricardo e Vivian, estavam presentes, sentados na primeira fila, com expressões severas e quando ela os vê seu semblante muda, uma tristeza a invade.
Ricardo, um homem rico e influente, olhou para Allana com desaprovação, até parecia que sua filha só lhe causava desgosto e decepção.
— Você nos decepcionou novamente, até quando tenho que aturar suas irresponsabilidade Allana? E porque não nos ligou? Faz suas bagunças e ainda esconde?
Vivian, uma mulher elegante e autoritária, balançou a cabeça.
— Não descute com ela agora Ricardo, deixa pra conversar em casa.
Allana sentiu um nó na garganta. Ela nunca teve um bom relacionamento com seus pais, nunca foi a filha perfeita igual ao seu irmão mais velho que era o orgulho deles.
— Eu não fiz nada dessa vez, mais vocês não tem que acreditar em mim. Quer saber? Se não confiam em mim não precisam ficar, podem ir embora.
Allana diz tentando controlar as lágrimas e Luana a abraça.
- Vem Allana vamos sentar.
Ela se afasta do seu pai e fica ao lado de Lucas e logo ele levanta.
— Vamos começar o julgamento.
Durante todo julgamento o coração de Allana estava a mil e a emciedade gritava em seu peito. Mais depois de pouco mais de uma hora o juiz já tinha seu veredito depois de ouvir todas as partes inclusive a Natalia a policial que estava envolvida no caso. Finalmente o juiz deu seu veredito.
— Declaro a ré é inocente, porém terá que prestar serviços comunitário por trinta dias, e se negando ou descumprido essa ordem ela terá sua prisão decretada.
Allana chorou de alegria.
— Obrigada, irei fazer o serviço comunitário com muita satisfação.
Lucas e Luana abraçaram Allana que estava sentindo um alívio imenso por pensar que havia passado.
— Fico feliz por ter ajudado, agora é só cumprir a ordem do juiz e evitar entrar em confusão de novo e ser feliz.
Lucas a abraça e se despede.
Ricardo e Vivian se levantaram.
— Vamos pra casa Allana.
- Vou mais tarde pai, vou comemorar minha liberdade com quem nunca duvidou de mim, comemorar com quem desde o início sabia que eu estava falando a verdade.
Viviam abraça ela.
- Ta bom minha filha espero que saiba o que está fazendo e tente não se perder. Você sabe o que eu acho de suas amizades. Cuidado Allana porque uma hora você pode cair em um buraco e não ter ninguém pra te tirar.