3. Tirar do bolso

1116 Palavras
Um silêncio se instalou no outro lado da linha, acho que nesse exato momento Henry está se sentindo culpado. -Aí meu Deus, o que houve ? em qual hospital vocês estão, caramba......Eu sou um otario, achei que você estava me ignorando. -Fica na paz.-Fiquei um instante em silêncio, de repente me deu uma tontura, não havia comido nada. -Kethe? -Desculpa, não comi nada o dia inteiro, minha cabeça está doendo e eu quero vomitar. -Me manda sua localização!, estou indo ficar com você....vou levar comida. Não sei como criei forças para mandar aquela localização, estava completamente zonza. Abri minha bolsa e vi que tinha uma banana, bom, eu descasquei ela e dei uma mordida, enquanto adentrava naquela casa que era longe da civilização. -Onde colocaram minha mãe? -Perguntei ao ver um dos paramédicos. -Ela está no único quarto que tem no andar de baixo.-O motorista da ambulancia respondeu ao invés de deixar o paramedico responder.-Aqui é a chave da casa, no quarto onde sua mãe vai ficar tem mais uma cama que daria para você..Mas caso queira, tem um quarto maior no andar de cima. O rapaz sorriu de forma maliciosa, eu desviei do olhar dele e acompanhei ele até a saída. Me senti mais a vontade quando eles saíram dali, ainda não sei se foi uma boa ideia de ter aceitado vim ficar aqui com minha mãe, mas de uma coisa que eu tenho certeza é de que não vou ficar aqui sozinha com ela, mandei mensagem para minha prima Wendy e convoquei ele para vim fazer companhia para mim e minha mãe. -Filha... cadê você?-Minha mãe disse em um sussuro quase impossível de se ouvir. Ao entrar no quarto pude vê a expressão de alívio dela. -Eu estou com fome. Peguei a banana que eu havia só pegado um pedaço e dei para que ela comece. -Você já comeu? -Eu peguei um pedaço da banana, o Henry está vindo aqui...Bom, ele falou que vai trazer alguma coisa. -Eu estou toda dolorida, tem alguma medicação? -Ah, tem sim. Come essa banana para não passar m*l tomando remédio com estômago vazio. E assim minha mãe fez, eu liguei a TV para ela poder se distrair e literalmente em um piscar de olho eu adormeci. Por que quando não podemos dormi o sono é tão gostoso? era para eu esta acordada, olhando minha mãe, esperando Henry e minha prima, parecia tão errado esta dormindo. -Filha? -Minha mãe me chamou, e eu acordei em um pulo. Não acredito que eu havia dormido sentada na cama. -Ah....Oi mãe, esta com dor ? o remédio não fez efeito? -Você não me deu remédio, eu comi a banana e quando olhei para o lado você havia adormecido, eu preferi deixar você descansar, mas seu celular começou a tocar....Bom, vai que seja algo importante? Peguei meu celular, bom, há cerca de dez minutos atrás Henry havia me enviado que segundo seu GPS ele estaria aqui em quinze minutos. -Bom, falta cinco minutos.-Disse encarando o relógio do meu celular. Me caminhei até a bolsa onde estava os analgésicos da minha mãe e peguei dois comprimidos que ela teria que tomar de oito em oito. -Bom agora é 19h33 o próximo a senhora deverá tomar as 03h33, mas qualquer coisa eu posso dar antes.-Sorri ao colocar o comprimidos em sua boca e em seguida coloquei a água para ajudar ela a engolir. Não demorou muito para que Henry chegasse, a chegada dele foi a melhor parte do meu dia, bom, a outra melhor parte foi não ter perdido minha mãe, mas são coisas completamente diferente, melhor isso nunca sair de meus pensamentos para não gerar nenhum tipo de conflito. Me dirigi até a porta de entrada, Henry trazia um monte de sacolas. -Como eu conheço você, sei que você não comprou nada para comer então eu comprei o básico para alguns dias, e como eu sei que ninguém ta com ânimo para fazer comida hoje, eu trouxe três pizzas.-Ele entregou as três caixas de pizzas para mim e depositou um beijo estralado em meu rosto. -Você está me chamando de esfomeado?-Arqueei uma de minhas sobrancelhas enquanto Henry entrava com as sacolas. -Kethe, você é a maior passa fome que eu conheço, e se você não teve tempo de me mandar um oi, eu duvido que você tenha comido algo. Ajudei Henry com as sacolas e foi eu me preparar para servi minha mãe, que minha prima chegou, junto do marido dela e de alguns curiosos, digo, parentes. -Oi Katherine, como está a tia? a gente fez uma sopinha, ela tá podendo comer ? -Sim, eu me quebrei toda mas minha boca está intacta.-Minha mãe falou em um tom auditivo.-Cadê minha comida? Me dirigi até o quarto onde minha mãe estava e lhe perguntei: -Você vai querer a sopa da Wendy ou a pizza do Henry? -Você ainda pergunta? eu quero tudo.-Ela fez voz manhosa. Henry seguiu minha voz e levou a pizza. Coloquei algumas almofadas para que minha mãe conseguisse "sentar" para ficar mais a vontade, em seguida Wendy chegou junto do seu marido Thomas e sua mãe vulgo minha tia Betina. -Tem a sopinha também. Minha mãe encarou a pizza e a sopa, ela olhou com um certo desprezo a sopa. -Andrena, não julgue minha sopa, está uma delícia.-Minha tia Betina repreendeu minha mãe pelo seu olhar. -Melhor que a pizza do Henry? impossível, mas eu vou comer já que é raro as pessoas fazerem comida para mim. -Muito dramática essa mulher.-Eu ri.-A bacia dela está fraturada mas a boca está intacta. Todos riram, em seguida me retirei do quarto e deixei os curiosos ficarem conversando com minha mãe, fui fazer companhia para o Henry. -Desculpa não ter te dado atenção....Obrigada por esta aqui comigo.-Disse enquanto abraçava Henry por trás, ele estava procurando copos ou algo do tipo. -Katherine, como você conseguiu essa casa? -Henry se virou me encarando. -Ah, você promete que não vai me xingar? Lhe respondi com outra pergunta. -Espero que você mão esteja tirando do seu bolso, você está desempregada, nem recebeu seus direitos ainda.-Ele me fitava de cima a baixo. -Não precisa falar assim Henry, digamos que foi uma proposta meio que indecente... Nem eu sei como isso aconteceu. Henry me entregou dois copos e eu me dirigi até a mesa enquanto ele trazia os pratos, nessa casa literalmente tinha tudo. -Que proposta foi essa? não quero você gastando seu dinheiro com isso.-Henry colocava o refrigerante em nossos copos enquanto eu servia a pizza para a gente. -Você quer de mussarela ou peperoni? -Peperoni.....Kethe, para de tentar me enrolar, como você conseguiu essa casa? ainda mais hoje, é tão difícil isso. -O Rapaz da ambulancia. - Como?
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