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A babá da minha obsessão

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Sinopse

Após perder os pais de forma trágica, Antony Willians herda não apenas o título da família, mas também um verdadeiro império. Agora, como CEO do Grupo Willians e responsável pelo irmão caçula de apenas quatro anos, vive à beira de um colapso, dividido entre o luto, as responsabilidades e a pressão de manter vivo o legado da família. Um homem aprisionado pelas próprias obrigações.Em meio a todo esse caos, uma simples fotografia desperta algo que ele jamais imaginou sentir. Cecília Darse, a garota da foto, torna-se sua obsessão silenciosa.Determinado a tê-la em sua vida, Antony coloca em prática um plano cuidadosamente elaborado que a leva diretamente para sua casa, onde ela passa a trabalhar como babá de seu irmão.Recém-chegada a Londres, Cecília vê todos os seus sonhos desmoronarem ao descobrir que foi vítima de um golpe. Sem dinheiro, sem emprego e sem ter para onde ir, ela enxerga na indicação do primo a oportunidade de recomeçar: trabalhar como babá para uma das famílias mais tradicionais da Inglaterra.Agora, Antony finalmente a tem onde sempre quis: sob o mesmo teto. Mas o que começou como uma obsessão logo se transforma em algo muito maior. Ao conviver com a jovem de sorriso fácil e coração gentil, ele descobrirá que o amor pode surgir onde menos se espera e que a felicidade talvez esteja mais perto do que jamais imaginou.Ele se apaixona primeiro.Casamento por contrato.Uma criança encantadora.Uma babá nada convencional.Um homem possessivo e obcecado.Diferença de classes.Um romance intenso, emocionante e impossível de resistir.

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Cap 1
Cecília Darse Desde criança, aprendi a escutar os meus pressentimentos, e isso acabou me livrando de muitos problemas ao longo da minha vida. Se eu tivesse sido mais esperta, menos deslumbrada e dado ouvidos ao mau pressentimento que senti quando Jully, minha melhor amiga, apareceu lá em casa com um anúncio de jornal falando sobre um emprego em Londres, capital da Inglaterra, não teria caído em um golpe. A vaga era para professora em um internato particular, com moradia e todas as demais despesas incluídas. Como meu sonho sempre foi conhecer Londres, a cidade onde papai nasceu, não pensei duas vezes antes de me candidatar. Para a minha alegria, fui aprovada na entrevista on-line. Só precisava pagar uma taxa para que eles cuidassem da documentação necessária, e tudo estaria resolvido. Jully também conseguiu uma vaga e viria comigo. Mas, faltando apenas dois dias para a viagem, ela sofreu um acidente, quebrou a perna e ficou impossibilitada de viajar. No fim, embarquei sozinha e, quando cheguei aqui, descobri que havia caído em um golpe. Não havia ninguém me esperando no aeroporto. Peguei um táxi até a escola, acreditando que tivesse acontecido alguma confusão com a minha data de chegada. Tudo o que encontrei no endereço informado foi uma padaria. Sim, havia uma padaria onde deveria existir um internato. É por isso que agora estou aqui, desesperada, ligando para meu pai de um telefone público. Tento três vezes, até que ouço a voz da minha mãe do outro lado da linha. Katy — Oi. Cecília — Mamãe! Sou eu. Digo, já começando a chorar. Katy — Ceci, meu amor! O que aconteceu? Por que está chorando? Cecília — Mamãe, caí em um golpe! Era tudo mentira, não existe internato algum! George — É a Ceci? Ela está bem? Ouço a voz do papai ao fundo. Katy — Ela está com problemas, querido. Parece que era tudo mentira, não existe internato! Ouço um ruído e, logo depois, a voz do papai surge ao telefone. George — Princesa, é o papai. Você está bem? Fizeram alguma coisa com você? Cecília — Estou bem, papai, mas não sei o que fazer! Falo entre soluços. George — Calma, querida. Vai ficar tudo bem. Sua tia Grace mora aí em Londres, lembra? Você ficou de visitá-la. Ela vai te acolher até que possamos comprar sua passagem de volta. Você está com o endereço dela aí, não está? Cecília — Sim, papai. Tenho aqui na minha agenda. George — Ótimo. Vou ligar para ela e explicar o que aconteceu. Pegue um táxi e vá direto para lá. Cecília — Está bem. Vou fazer isso. Katy — Não chore, meu amor. Vai dar tudo certo. Logo você estará em casa, em segurança. Cecília — Tá bom, mamãe. Te amo. Katy — Também te amo, minha menina. George — Assim que chegar à casa da sua tia, ligue para nós, princesa. Vamos trazer você de volta. Cecília — Vou ligar, sim, papai. Agora preciso desligar e encontrar um táxi. Amo você. George — Eu te amo mais, princesinha. Desligo o telefone e, em seguida, procuro o endereço da minha tia na agenda. Pego um táxi e sigo para lá. O percurso leva mais de uma hora, o que me deixa chocada com a distância. Pelo visto, eu estava em uma região bem isolada de Londres. A rua onde minha tia mora é toda arborizada e repleta de casas com aparência aconchegante, totalmente diferente da região onde supostamente ficava o internato. Aqui, até o ar parece mais leve e o ambiente mais acolhedor. Toco a campainha e, logo em seguida, tia Grace abre a porta com um sorriso no rosto. Apesar de morarem tão longe de nós, ela e meu primo sempre nos visitavam quando podiam. Viúva e mãe de um único filho, cerca de cinco anos mais velho que eu, tia Grace vive sozinha. Grace — Minha menina! Que bom ver você! Ela sorri e me abraça apertado. Cecília — Também é muito bom te ver, tia Grace. Grace — Entre, venha. Me dê essa mala. Entro observando a casa simples, mas aconchegante, daquelas que têm cheiro de biscoitos recém-assados e de lar. Grace — Sente-se, querida. Vou buscar um chá para nós. Assinto e me acomodo no sofá de estampa floral. Enquanto tia Grace está na cozinha, fico pensando no que fazer a partir de agora. Não quero voltar para os Estados Unidos tão cedo. Sempre foi meu sonho conhecer esta cidade, o lugar onde papai nasceu, cresceu e de que se lembra com tanto carinho. Tia Grace não demora a voltar com uma bandeja de chá e biscoitos. Ela serve uma xícara para mim e outra para si antes de começar a falar. Grace — Agora me conte. O que aconteceu? Seu pai me explicou por alto, mas não entrou em muitos detalhes. Só de lembrar do golpe que sofri, começo a chorar novamente. Cecília — Ai, tia... Eu fui muito ingênua. Devia ter escutado meus instintos, mas fiquei encantada com o emprego dos sonhos. Eu daria aulas em um internato, trabalharia com crianças, que é o que mais amo fazer, teria moradia, despesas pagas e ainda receberia um ótimo salário. Era bom demais para ser verdade. Grace — Você não foi ingênua, querida. Foi vítima de pessoas sem caráter. Não se culpe por acreditar nos outros. Existe muita gente m*l-intencionada neste mundo, mas também existem pessoas honestas e de bom coração. Agradeça apenas por estar bem. Além disso, você não está sozinha em Londres. Tem a mim e ao seu primo. Cecília — É verdade, eu tenho vocês. Falando nisso, onde está o Harry? Grace — Está trabalhando. Ele não mora mais aqui. Fica à disposição do patrão vinte e quatro horas por dia e só vem para casa nos fins de semana. Cecília — Nossa! Mas o que ele faz? Grace — Trabalha como chofer para uma das famílias mais ricas e tradicionais da Inglaterra: os Willians. Tia Grace fala com tanto orgulho que parece até que o filho trabalha para a realeza. Cecília — Mas ele não estava noivo? Grace — Infelizmente, não deu certo. Harry ficou arrasado, mas está seguindo em frente. Cecília — Sinto muito por ele. Grace — Pois é. São coisas da vida. Quando não é para ser, não tem jeito. É estranho, para mim, a forma como os ingleses lidam com os sentimentos. Dá para perceber que minha tia ainda sofre pela desilusão amorosa do filho, mas, ainda assim, mantém a postura firme, sem demonstrar o que realmente sente. Grace — Mas e você, querida? O que pretende fazer agora? Vai voltar para casa? Cecília — Eu não sei, tia Grace. Para ser sincera, não quero voltar agora. Você sabe que sempre foi meu sonho estar aqui. Grace — Então por que não fica? Você é muito bem-vinda à minha casa. Pode ficar o tempo que quiser. Vou adorar ter a sua companhia. Tenho certeza de que ela percebe meus olhos brilharem com o convite, porque sorri e segura minha mão. Cecília — Eu adoraria, tia, de verdade. Mas o papai... Ele quer que eu volte. Grace — Nós ligamos para ele. Vou dizer que convidei você para passar uma temporada comigo. Não acredito que George vá se opor, principalmente sabendo que você estará segura na minha casa. Cecília — Está bem... Vamos fazer isso.

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