Rodolfo ficou parado no meio da cozinha por um instante, com o pano de prato na mão e a expressão fechada pela inquietação que crescia no peito. — O que te preocupa? — perguntou, mais sério. Isabele disfarçou. Abaixou os olhos para os pratos, como se o simples ato de enxugar um garfo pudesse distraí-lo. — Nada. Mas ele não aceitou a resposta. — Me fala, Isa. Ela largou o talher na pia, secou as mãos com pressa no pano do ombro e respondeu sem encará-lo: — Eu vou me deitar. — Vai fugir de novo? — a voz dele saiu mais firme, não em tom de briga, mas de frustração. — No hospital, você disse que ainda não podia falar. Que precisava de tempo. E agora… agora tá fazendo igual. Foge de novo. Ela parou, as costas voltadas pra ele, os ombros tensos. Ficou em silêncio por alguns segundos, te

