A noite chegou suave, vestida de céu estrelado e sons ao longe — a música do rodeio, as risadas da cidadezinha ganhando vida na noite do evento. Da varanda da fazenda, era possível ouvir um ou outro estouro de fogos, latidos dos cães agitados, e a cantoria arrastada de algum violeiro anunciando a festa. Rodolfo chegou pouco depois das oito. Tinha ido verificar uma cerca rompida no pasto de cima — nada sério, mas urgente o bastante pra distraí-lo por algumas horas. Entrou pela porta da frente já tirando o chapéu, o rosto limpo, mas ainda com um pouco de poeira nos ombros da camisa. Foi recebido por um aroma leve e caseiro vindo da cozinha. — Isa? — chamou, desconfiado. Seguiu o cheiro e deu de cara com ela: Isabele estava de avental, o cabelo preso num coque desarrumado, cortando tomate

