Um mês se passou, e uma rotina foi se firmando. Todas as manhãs, Rodolfo levava Isabele até a escolinha. No fim do dia, era ele quem a buscava, sem atrasos, sem conversas. Entre eles, m*l trocavam um "oi", e Isabele preferia assim. Ainda não sabia exatamente o que existira entre ele e sua irmã, e, no fundo, temia descobrir. A distância parecia a escolha mais segura. Isabele tentava, vez ou outra, ligar para Isabela. Mas a irmã nunca atendia. Era como se tivesse cortado os laços com tudo o que lembrasse o passado. E Isabele sabia: ela evitava não só a família, mas qualquer notícia que a obrigasse a lembrar de quem foi — ou do que deixou para trás. Por outro lado, a relação com Dona Isadora crescia a cada dia. Já eram confidentes. Faxinavam a casa juntas, trocavam receitas na cozinha, con

