Rodolfo xingou baixo ao vê-la sumir dobrando a esquina. Bateu a porta do carro com força e foi atrás. As passadas largas, firmes, como se pisasse sobre a própria fúria. A avistou alguns metros adiante. Ela não corria mais — andava apressada, os ombros tremendo, a respiração visivelmente descompassada. Chorava. Chorava como se segurasse isso há dias, meses. Ou talvez anos. — Isabela! — ele chamou, duro. Ela não parou. Fingiu não ouvir. Rodolfo apertou o passo e a alcançou. Segurou o braço dela com firmeza, obrigando-a a virar-se. — Tá fugindo de novo, é isso? — disse entre os dentes. Ela tentou soltar o braço, a voz falha: — Me solta... por favor, me solta. Rodolfo a encarou. Os olhos dela estavam vermelhos, molhados. Não era a mulher que ele odiava — era outra. E isso o desconcert

