A voz saiu num sussurro quase sufocado. Isabele apertou o celular contra o ouvido, como se isso diminuísse a distância entre elas. Do outro lado, a voz trêmula se fez ouvir outra vez: — Você tá bem? — perguntou Isabela, com um tom de cuidado que arrancou de Isabele uma emoção difícil de conter. — Na medida do possível, — respondeu, tentando soar firme, mas a verdade é que seu peito doía como se estivesse carregando o peso de duas vidas. — E você? Houve um breve silêncio. — Rodolfo é um i****a. — disse Isabela, meio num sopro. — Mas pelo menos não bate em mulher. Isabele baixou os olhos, sentindo a garganta apertar. — Fiquei preocupada. Você não me atendia, não respondia, não dava sinal de vida… Mais um silêncio do outro lado da linha. Mas agora era diferente. Mais pesado, mais dens

