Observando as escondidas

1107 Palavras

Mais tarde, o aroma do pão recém-assado invadiu a casa. Dona Isadora retirou a forma do forno com cuidado e, ao cortá-lo, viu a massa fofinha e dourada por dentro. Estava bonito. E o sabor? Melhor ainda. Ela provou um pedaço ainda quente e murmurou um “hum” baixinho, quase em segredo. Rodolfo também provou, sentado à mesa, o olhar distante fingindo desinteresse. Mas a verdade era que o pão estava delicioso — e ele sabia disso. Só que não elogiou. Saber que tinha sido Isabele quem fizera aquilo deixava tudo… estranho. Dona Isadora chegou a chamá-la para se juntar a eles na mesa, mas ela disse que estava cansada e se recolheu cedo. O dia havia sido longo demais para digerir em uma noite. Já passava das oito quando dona Isadora foi até o quarto e, com um toque gentil, despertou-a. — Menin

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