Ponto de vista do narrador A luz azulada do amanhecer filtrava-se pelas cortinas do Beijo da Lua, suave o bastante para não acordar ninguém, mas insistente o bastante para tocar a pele de Natália. Ela abriu os olhos devagar. E lá estava ele. Carlos Eduardo dormia ao lado dela, meio bagunçado, peito descoberto, o braço pesado envolvendo sua cintura como se tivesse passado a noite inteira garantindo que ela não fosse a lugar nenhum, a respiração calma fazia o tórax subir e descer em um ritmo que deixava Natália sorrindo sem perceber. Por alguns segundos, ela só ficou ali, admirando-o. Cadu acordou pouco depois, sentindo os dedos dela desenhando círculos preguiçosos no ombro dele. Um sorriso lento surgiu em seu rosto enquanto ele abria os olhos. — Bom dia, minha linda. Natália corou, m

