Ponto de vista do narrador Carlos Alberto estava em seu escritório particular — uma sala ampla, madeira escura, paredes altas, janelas blindadas e uma coleção de livros que ele raramente tinha tempo de ler. O homem que o mundo conhecia como bilionário visionário e gênio do marketing digital agora se movia de um lado para o outro, inquieto, calculando riscos como se estivesse diante de um tabuleiro de guerra. Ele havia prometido a si mesmo que seguiria com os planos nessa semana vindoura. Mas depois de ver Carlos Eduardo tão feliz, tão vivo e despreocupado, o filho que ele quase perdera para a depressão após a morte da mãe – algo travou dentro dele. E então seu instinto mandou que aguardasse, fizesse as coisas de forma mais discreta e menos dolorosa. Uma briga entre os dois agora, não ser

