20

2773 Palavras
DULCE Perdi as contas de quantas vezes eu me distraí e acabei sendo puxada bruscamente por Thor, que me lembrava a cada dois minutos de que estávamos na rua e que eu deveria me concentrar na tarefa de guia-lo e pegar os dejetos que ele deixaria nas calçadas alheias. Nenhum esquilo passou por nós e nada de muito perigoso ou estressante passou pelo meu caminho, o que era bastante estranho. As coisas não costumavam ficar calmas por tanto tempo ao meu redor quando eu passeava com aquele rottweiler hiperativo.  — Você está sendo empático? — perguntei para ele. — Sabe que eu estou super nervosa e está tentando não dificultar a minha vida? Eu agradeço.  Ou talvez Thor já tivesse presenciado seu dono levando alguma mulher para casa e sabia muito bem que Christopher acabaria com o meu corpinho em dois tempos, por isso quis me poupar optando por uma caminhada calma e sem tanto gasto energético.  Quando voltamos para casa, Christopher ainda continuava em sua reunião e eu aproveitei para me preparar para o que estava por vir. Tomei um banho caprichado, conferi se a minha depilação estava em dia e usei o meu hidratante mais caro e mais cheiroso. Vesti uma das calcinhas que eu estava guardando especialmente para aquele momento – sim, eu comprei lingeries para isso – e depois coloquei um vestido azul claro leve e soltinho.  Depois de caminhar de um lado para o outro naquele quarto, eu decidi pegar o meu notebook e assistir aos vídeos dos links que Anahi havia me enviado. Mesmo sentindo muita vergonha alheia por qualquer coisa pornográfica que existia, eu precisava mesmo saber o que as pessoas estavam fazendo nas camas neste século. E se tivessem inventado posições novas? E se o velho mamãe e papai tivesse se tornado brega e antiquado? Aquela era a única posição que eu havia de fato feito, então era melhor começar a considerar outras.  Certo, os vídeos eram bem explícitos, mas não chegava a ser nada muito chocante. Com toda certeza minhas bochechas ficaram vermelhas a maior parte do tempo e eu mantive minhas mãos em meu rosto durante todo o vídeo, tampando meus olhos vez ou outra quando a câmera aproximava demais nas partes íntimas dos atores. Não conseguia entender como as pessoas assistiam aquilo por entretenimento. Eu soltei o ar aliviada quando o último vídeo finalmente chegou ao fim.  — Caramba, eu preciso jogar um pouco de água no meu rosto. — murmurei levantando da cama e indo até o banheiro.  Abri a torneira, enchi um pouco a minha mão e molhei o meu rosto, deixando que um pouco da água escorresse por meu pescoço. Me olhei no espelho por alguns instantes e só para garantir, penteei o meu cabelo mais uma vez.  Ainda de frente ao espelho, eu fiquei imaginando Christopher fazendo aquelas coisas dos vídeos comigo. No primeiro momento, eu quis rir e senti que ficaria com vergonha de novo, mas então eu imaginei de um jeito diferente. Pensei em como eu queria, como eu adaptaria aquilo de modo que seria mais prazeroso e confortável para mim. Esses pensamentos começaram a me deixar excitada. Logo notei a minha calcinha ficando úmida e quis continuar com a minha imaginação.  Apoiei uma das mãos no mármore da pia, fechei os olhos e, devagar, coloquei uma das minhas mãos por baixo do vestido. Afastei um pouco a calcinha e deslizei devagar os dedos entre meus lábios úmidos, esfregando sem tanta pressa, sentindo as primeiras faíscas me incendiando aos poucos. Em minha mente, eu pensava em Christopher me beijando, passando seus deliciosos lábios por meu corpo nu, movendo-se sobre mim, depois abaixo de mim, atrás...  Mordi meu lábio inferior e deslizei meus dedos um pouco mais rápido por meu clítoris. Ofeguei e continuei segurando a pia com força, apertando minha mão cada vez mais. Respirei mais alto, entreabrindo meus lábios e gemendo o nome de Christopher sem nenhum pudor.  — Dulce.  Sobressaltei e me virei com rapidez, arregalando os olhos assustada enquanto olhava para a porta. Christopher estava em pé, encostado contra o batente enquanto sorria de canto, olhando-me de cima a baixo. Ele viu o que eu estava fazendo e ficou ali me olhando. Há quanto tempo ele estava ali?  Fiquei completamente muda e sem reação, olhando para ele petrificada enquanto ele parecia relaxado até demais, com certeza adorando a situação.  — Eu vou estar te esperando. — piscou, depois saiu e fechou a porta do banheiro.  Soltei o ar que eu nem me dei conta de que estava segurando e coloquei a mão sobre o peito. Meu coração batia freneticamente e eu estava muito mais nervosa. Ninguém nunca havia me pegado em uma situação daquelas e por mais que Christopher quisesse t*****r comigo, ainda era constrangedor para mim.  Tive que molhar o meu rosto novamente e depois de fazer isso, eu olhei para baixo e notei uma pequena rachadura na pia, bem no lugar onde eu estava segurando enquanto me masturbava. Seria difícil explicar para o Christopher como eu fiz aquilo em uma pedra de mármore.  — Ok, Dulce, você não pode correr o risco de causar uma fratura nele. — retirei o meu colar e o guardei no armário.  Eu sabia que quando eu saísse daquele banheiro ele estaria no quarto me esperando. E foi aí que eu lembrei de ter deixado o notebook aberto na página do site pornô onde eu estava vendo os vídeos. Já não bastava ter sido pega se masturbando, Dulce!?  Corri imediatamente para fora do banheiro e o avistei rindo enquanto mexia em meu notebook. Fui até ele e ergui minhas mãos disposta a fechar o aparelho, mas Christopher segurou meus pulsos e me pegou de surpresa ao me jogar na cama e me imobilizar, passando uma de suas pernas por cima do meu corpo e praticamente sentando sobre mim, me apertando entre seus joelhos. Além disso, ele manteve minhas mãos bem presas sobre a minha cabeça.  — Eu não sabia que você era pervertida, Saviñon. — sorriu perverso.  — Eu não sou! — aquilo era pra ter saído em um tom bravo, mas pareceu um choramingo.  — Ah, tudo bem, eu entendo que você precise relaxar às vezes. — largou um dos meus pulsos e passou a ponta de seus dedos por meu rosto. — Mas não precisa desses vídeos e não precisa se divertir sozinha estando na mesma casa que eu.  — Você se acha demais. — sorri de canto, resgatando a minha confiança.  — Vou te mostrar que eu tenho motivos para isso. Um segundo depois ele estava me beijando. Quando Christopher soltou meus pulsos, eu o abracei com força – uma força segura agora – e respondi ao beijo com a mesma intensidade. Mostrando não estar com paciência para as enrolações das preliminares, ele subiu o meu vestido e eu ergui meus braços pra facilitar que ele o retirasse. Agora eu estava apenas de calcinha e minha insegurança voltou de vez.  Um homem que só saía com modelos e socialites não ficaria tão impressionado com um corpo como o meu, certo? Eu não costumava fazer muitos exercícios ou cuidar da minha alimentação e com certeza ter passado mais de quarenta anos debaixo da terra deitada e apodrecendo não poderia ser considerado uma dieta.  Minha respiração se descompassou e eu fiquei visivelmente mais tensa, o que mudou um pouco o clima do beijo. Notando o meu desconforto, Christopher parou de me beijar e me olhou confuso.  — Você está bem?  — Sim. — assenti.  — Espera... — fez uma cara pensativa. — Ah, por favor, não me diga que você é virgem. — arregalou um pouco os olhos.  — Eu não sou virgem.  — Então qual o problema? — acariciou a lateral do meu rosto de um jeito cuidadoso, mostrando estar realmente preocupado.  — É que eu não sou uma super modelo, sabe? — desviei o olhar. — Você sai com mulheres tão lindas... — Dulce. — segurou meu queixo e me fez olhar para ele. — Eu nunca me senti tão atraído por nenhuma dessas modelos, nunca nem sequer quis beija-las como eu quero te beijar. Você me atrai como a Terra atrai a lua. Soltei um suspiro involuntário e tive vontade de chorar ao ouvir aquilo. Seria patético, eu sei, mas eu era assim. Eu nunca soube qual era a sensação de gostar de alguém que também gosta de mim, meus interesses amorosos se limitavam a desilusões fracassadas e que me endureceram até eu me tornar uma pessoa impaciente e grossa. Estar tecnicamente nua embaixo do homem por quem eu era apaixonada ouvindo ele dizer o quanto eu o atraía e o quanto eu era superior me fez sentir vivendo um sonho.  Eu não consegui dizer nada e foi melhor deixar que as palavras de Christopher fossem as últimas frases conexas dentro daquele quarto, pois eu poderia dizer alguma bobagem e acabar quebrando o clima que se formou. Minha expressão já dizia tudo e ele com certeza entendeu a minha resposta silenciosa à sua quase declaração.  Quando me beijou em seguida, Christopher parecia mais cauteloso, como se quisesse que eu tivesse certeza de que cada parte dele me desejava. E eu tinha certeza. Agora eu poderia me soltar de vez sabendo que independente de como eu me parecesse ou como me comportaria na cama, ele iria gostar. Aquilo não era sobre o quanto eu poderia ser habilidosa, era sobre a química evidente que transparecia em nossos corpos toda vez que estávamos perto um do outro.  Christopher se ergueu, ficou entre minhas pernas e sem desprender seus olhos dos meus, retirou sua camisa. Passei minha língua entre os lábios e como se fosse mesmo possível, fiquei mais molhada com aquela visão. Quando ele tocou minha cintura, achei que abaixaria novamente e voltaria a me beijar, mas ao invés disso ele puxou a minha calcinha, a passando por minhas pernas e jogando-a em algum canto do quarto.  Oficialmente nua. Para ele.  Christopher tocou meus joelhos e eu soube imediatamente o que aconteceria a seguir. Eu sorri quando ele se esquivou entre as minhas pernas, o rosto bem próximo da pele quente e molhada que pulsava de excitação por ele. As experiências de sexo oral que já recebi foram bem desanimadoras, mas eu sabia que ele seria muito bom naquilo. Christopher cheirava a talento em todos os sentidos.  Primeiro ele passou sua língua, uma lambida lenta e pressionada que me causou um leve espasmo e me fez arfar. Ouvi ele rir, o hálito quente batendo em meu clítoris e fazendo aquela ser a melhor risada que eu já causei nele.  — Está ansiosa por isso? — perguntou enquanto usava os dedos em meu clítoris, acariciando sem pressa.  — Você nem imagina... — respondi em meio a um murmúrio de prazer.  Novamente ele usou sua língua e dessa vez pra valer. Christopher entornou minhas coxas com seus braços e me puxou para baixo, mantendo sua boca encaixada entre meus lábios íntimos, pressionando meu clítoris com a língua, a movimentando em círculos em uma velocidade precisa e uma força perfeita para que eu não conseguisse segurar nenhum gemido mesmo se quisesse muito me conter.  Tentei mover as minhas pernas, mas ele as manteve imobilizadas e só então eu percebi o quanto ele era forte. Das vezes em que me pegou de jeito em amassos e beijos, eu estava usando o meu colar angelical, portanto não notava o quanto a pegada de Christopher era firme.  — Ah... Christopher...  Parece que dizer o seu nome era como um sinal de que ele deveria ser mais intenso. Christopher trabalhou não apenas com a língua, mas os lábios. Suas mãos apertaram a carne das minhas coxas com força, o que com certeza deixaria algumas marcas, marcas essas que eu adoraria apreciar depois.  Segurei seus cabelos e rebolei contra o seu rosto, gostando de olhar para ele enquanto me chupava. Aquela era uma imagem que valia ouro. Meus espasmos foram aumentando, as sensações ficando mais longas e explodindo em meu ventre. Eu estava chegando lá, eu sabia que estava.  — Eu vou... eu... — declarei, pronta para sentir aquele orgasmo.  Christopher tratou de enfiar dois de seus dedos em mim sem parar de me chupar e aquilo só me fez chegar mais rápido ao clímax. Gemi alto sentindo aquele prazer imensurável me inundar e quando fiquei satisfeita, sorri como boba com os olhos fechados.  — Esse foi... — tomei fôlego. — O melhor e mais longo orgasmo que eu já tive.  — Isso é só o começo. — ele ficou de pé ao lado da cama, tirou uma camisinha do bolso de trás da calça que usava e depois abriu o jeans, tirando-o junto com a cueca.  Sim, eu passei algumas noites imaginando como seria o pênis de Christopher, mas eu não cheguei nem perto da realidade. Ergui uma sobrancelha e olhei para a sua ereção com uma expressão safada.  — Agora eu entendi o porquê de você ser tão soberbo e autoconfiante. — brinquei.  Ele riu e depois colocou a camisinha, em seguida, fez um sinal com o dedo me chamando.  — Vem aqui. — deu dois tapinhas no colchão, na beirada da cama mais precisamente.  Me arrastei até lá e sentei, apoiando-me em meus cotovelos. Ergui meus joelhos e fiquei naquela posição enquanto aguardava o próximo passo dele.  Christopher se aproximou e enquanto me encarava, posicionou seu p*u bem na minha entrada. Fiquei excitada novamente, o que era uma coisa totalmente nova. Eu não sabia que meu corpo poderia ter aquelas reações tão rápidas quando estimulado por ele.  Quando deu sua primeira estocada, ele franziu um pouco a testa e mordeu o lábio inferior em uma expressão de prazer. Eu joguei minha cabeça para trás, ainda me apoiando em meus cotovelos e deixei-me entregar pelas sensações que os movimentos de Christopher me davam. Ele começou em uma velocidade média, nem tão rápido e nem tão lento, era perfeito que começasse assim. Aos poucos, ele ia alternando, acelerando às vezes e diminuindo outras.  Christopher optou por manter os movimentos mais rápidos e eu enlouqueci de vez naquela onda de prazer. Meus braços fraquejaram e eu deitei totalmente na cama, depois enrolei minhas pernas na cintura dele. Ele, por sua vez, levou seu rosto até o meu e me beijou. Correspondi com vontade, matando o desejo que eu tinha de aproveitar cada parte dele.  Ele me abraçou, mas o abraço não foi longo, pois logo depois ele saiu de dentro de mim apenas tempo o suficiente para me virar de costas para ele. Com seu peito grudado em minhas costas, ele se encaixou novamente e me penetrou naquela posição. Segurou meus cabelos com uma das mãos e minha cintura com a outra. Christopher gemeu rouco em meu ouvido e eu me senti no céu, não, era muito melhor do que como eu me sentia quando estava no céu. Mais do que todo o prazer que o sexo proporcionava, eu também sentia uma imensa felicidade.  Assim que Christopher ergueu um pouco uma das minhas pernas e levou sua mão até o meu clítoris, me estimulando ali enquanto penetrava, eu senti que teria outro orgasmo em pouco tempo. Apertei os lençóis e gemi coisas que nem eu mesma entendi. Sabia que provavelmente estava molhando as cobertas com a quantidade de líquidos que saíam de mim e como se não fosse o suficiente, uma quantidade ainda maior jorrou quando eu gozei.  — Sim... — Christopher sussurrou em meu ouvido. — Goze para mim.  Ele estocou mais algumas vezes até gozar também, se mantendo dentro de mim por alguns segundos enquanto recuperava seu fôlego. Eu podia sentir o calor de seu peito em minha pele, nós dois suados e ofegando alto.  Senti quando ele saiu de cima de mim, mas eu não fui capaz de me mover. Estava com todos os músculos bem cansados e tudo o que eu queria era ficar quietinha. Ouvi quando Christopher foi até o banheiro – provavelmente para descartar a camisinha usada – e depois retornou, depositando um tapinha em minha b***a quando chegou perto de mim.  — Você precisa descansar. — ele disse antes de me virar novamente e me pegar no colo, me deitando na cama com a cabeça sobre o travesseiro.  Ele deitou ao meu lado e se virou de frente para mim, me pegando de surpresa ao me abraçar e me trazer para mais perto.  — Isso foi incrível. — sorriu.  — Sim. Incrível... — sorri também, fechando os olhos sonolenta.  — Dorme. — chegou mais perto e beijou a minha boca por poucos segundos.  Assenti devagar e me entreguei ao cansaço, dormindo pesado nos braços de Christopher.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR