Capítulo 12 - Ana

804 Palavras

Ana Já tinha passado um mês inteiro desde tudo o que aconteceu no presídio. Um mês desde a noite que eu tentei apagar da minha memória, mas que insistia em voltar em fragmentos, principalmente quando eu fechava os olhos. Apesar disso, a vida seguiu. Não do jeito que eu imaginava antes, mas seguiu. Minha mãe, Ágata, estava em casa. Ainda fraca, ainda em recuperação, mas viva. Caminhava devagar, apoiando-se nos móveis, respirando com cuidado. Às vezes, parava no meio do corredor como se o próprio corpo lembrasse que precisava de limites. Mesmo assim, cada passo dela dentro daquela casa era uma vitória. Eu acordava cedo todos os dias. Com o dinheiro que havia sobrado, montei uma pequena barraca em frente à casa. Vendia pães, salgados simples, algumas tortas. Nada luxuoso, nada grandioso,

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