10. O que aconteceria?

837 Palavras
Alyssa Água escaldante bate em meu rosto até que o banheiro se enche de vapor. Preciso do calor para escaldar a culpa que me come viva depois do que fiz esta noite. — Por que você está monopolizando o banheiro? — A voz de Mila corta o vapor. — Eu preciso fazer cocô! — Espere aí — eu resmungo, fechando a torneira antes de me transformar em uma lagosta humana. Enrolo-me numa toalha, resistindo à vontade de derreter numa poça triste no chão e soluçar histericamente durante uma semana seguida. Eu me sinto estranhamente suja, como se tivesse tomado um banho de lama. Pelo lado positivo, tenho o dinheiro. Posso pagar a demônio da casa de repouso amanhã. Os cuidados da mãe seguirão. Por agora. E eu também não tenho mais uma dívida com aquele desgraçado do Ethan. Aquele homem é um demônio, que me fez virar uma criminosa. Eu desembaço o espelho e encontro meu próprio olhar. Tento respirar fundo, algo mais substancial do que os suspiros superficiais que tenho bufando o dia todo. Eu nem sei se meus movimentos suaves para pegar a chaves de Dylan foram suficientes para roubar seu carro. Se for roubado, e o Sr. Gostoso chamar a polícia... Não há provas de que você tenha algo a ver com isso. Não fui pega pelas câmeras de segurança pegando as chaves. Tudo aconteceu no banheiro, fora de vista. Meu pulso bate em pânico. O cara parece um i****a arrogante. Definitivamente não é do tipo que perdoa e esquece se alguém ferrar com ele. Sem contar que ele amigo da p***a do governador. Ele pode mandar me prender facilmente, não é? Abro a porta, soltando uma bomba de vapor como se estivesse cozinhando metanfetamina em vez de marinar no arrependimento. Mila franze a testa para mim, com os olhos apertados. — O que você estava fazendo, uma sessão de spa lá? — Seus olhos se arregalam. — p**a merda, você estava chorando? — Ela parece apavorada, como se me ver chorar violasse as leis da física. Eu aceno para ela com indiferença forçada. — Comi marisco no trabalho. Eu não reajo bem, só isso. Ela não está acreditando. — Mas você comeu marisco outro dia e estava bem. Deixo escapar um suspiro cansado, desejando que ela simplesmente deixasse isso passar. — Talvez tenha sido o caviar então. Ela morde o lábio, não convencida. Dou de ombros, as mentiras fluem mais facilmente agora que sou um ladra. Talvez eu passe a roubar carros como trabalho oficial. Ah, Meu Deus. Pare de ser estúpida, Aly. — De verdade eu estou bem. Apenas estressada com coisas de trabalho. Mas vou ficar bem. Ela ainda parece cética, mas dá de ombros. — Tudo bem.. se você diz. Abro caminho para dormir, esgotada. Ouço a pia zumbindo. A ignorância é realmente uma bênção. Hoje foi uma merda. Num minuto estou visitando mamãe, no outro estou implorando por dinheiro ao Sr. Chefe da Máfia, e depois sendo fodida com dedos por um playboy bilionário casanova contra a parede do banheiro antes de roubar suas chaves. Como alguém normal sempre faz. Mais um dia no paraíso. Ele parecia estar passando por alguma merda sombria. Cair de joelhos? O que foi isso? O cara parece vulnerável como o inferno. Ele parecia um urso grande e ferido. Se as circunstâncias fossem diferentes, eu teria subido com ele para passar algumas horas de paixão? Absolutamente. Não tenho problemas com casos de uma noite, não que eu tenha essa oportunidade com frequência. Ou nunca, na verdade. Apesar de sua astúcia, ninguém poderia olhar para aquele rosto bonito e corpo musculoso e negar que ele é gostoso como o inferno. Ele é o tipo de cara que você sabe que é uma má notícia, mas com quem você dormiria de qualquer maneira porque o sexo seria alucinante. Então, você fugiria antes do nascer do sol para evitar ser expulsa como o lixo de ontem. Mas quando suas mãos deslizaram para dentro da minha calcinha, algo clicou em meu cérebro. Eu percebi o que estava me tornando. Ou o que eu me tornaria se o deixasse continuar. Foi como ser eletrocutada por uma cerca elétrica. E sim, tudo bem, empurrá-lo daquele jeito também foi um movimento i****a da minha parte. Mas mesmo com toda aquela bebida inundando seu sistema, sua confiança arrogante irradiava dele. Meu lado feminista aplaudiu quando o deixei de p*u duro no meio do banheiro. Mas honestamente? Uma parte de mim, uma mulher das cavernas perturbadoramente carregada de estrogênio, se perguntava o que poderia ter acontecido se eu não tivesse fugido... A maneira como ele me prendeu contra aquela parede com seu corpo duro.... Sim, eu queria muito. Tanto que estou com nojo de mim mesmo por isso. Mas, de qualquer maneira, tudo isso é irrelevante agora. Dylan Evans não querer me ver nunca mais depois da façanha que fiz. Ele provavelmente está adicionando minha foto à lista de “garotas psicopatas para evitar” no seu grupo de amigos bilionários no w******p.
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