Dylan
Eu estava bêbado pra c*****o, nem sei como conseguir chegar ao meu quarto de hotel no clube. Tive que beber um pouco mais depois de levar um chute na b***a de uma desconhecida.
A pior parte de dormir em uma suíte é arrastar minha b***a para cima antes do amanhecer para fazer a caminhada da vergonha com as roupas amarrotadas da noite passada. Não admira que a equipe fofoque.
Esse padrão está ficando velho. Trabalho muito, depois bebonaté ficar inconsciente, desmaio na minha suíte particular, às vezes depois de uma f**a, e então acordonme sentindo exponencialmente pior do que antes. Me recupero e repito.
Eu sei que estou arriscado, porque meu futuro posto requer que eu tenha um caráter impecável. Sem escândalos. Mas fazer isso na minha propriedade me dá a segurança que ninguém descobrirá as minhas aventuras.
Eu também não iria beber um pouco mais, iria para cama mais cedo. Mas ser afastado no meio de uma transa na noite passada foi um novo ponto baixo. Isso nunca aconteceu antes e está mexendo com minha cabeça. Passo a mão inquieta pelo meu cabelo. Tenho quase certeza de que não fiz nada de errado, mas é desconcertante. A coisa toda me deixa me questionando de uma forma perturbadora da qual não gosto. Eu nunca quero ser esse cara. Que é abusivo com as mulheres a ponto de ser desprezado.
Nada disso vale a pena — os hotéis, os carros, os jatos, o luxo — se eu me tornar o tipo de homem que minha mãe se envergonharia.
Aperto o botão de chamada do elevador repetidamente enquanto me lembro de como estava bêbado na noite passada. O suficiente para cair de joelhos por aquela pequena duende de boca suja. É melhor ela não vender essa merda para os tablóides, ou eu a destruirei.
Chega de perder o controle assim. Isso acaba agora.
Claro, ela era agradável aos olhos. Mas não é que faltem mulheres atraentes no meu ciclo. A minha própria noiva é uma deusa. Aquela garota é apenas mais um rostinho bonito na multidão. Exceto por aqueles olhos incomuns...
O elevador abre na garagem e vou até o lugar reservado, no piloto automático, pegando a chave do carro. Minha mão se fecha no vazio.
Onde está a chave do meu carro?
Lembro-me vagamente de estar com ela no bar. Greg, o barman, até me lembrou disso antes de eu ir ao banheiro. Não poderia ter deixado lá. Tenho certeza que senti ela no bolso enquanto Rose estava em cima de mim.
Paro imediatamente, examinando a garagem. Porque, mais importante, onde diabos está a p***a do meu carro?
— Você deve estar brincando comigo — rosno para a garagem vazia.
Eu circulo a área. Nenhum sinal dele. Apenas um buraco onde deveria estar um milhão de dólares em engenharia alemã elegante.
É a p***a do meu carro favorito. Uma relíquia.
Meu carro foi roubado. p**a que pariu.
— De jeito nenhum — eu respiro. Impossível. Esses carros deveriam ser à prova de roubo. Como diabos alguém conseguiu quebrar o reconhecimento facial?
Passo a mão pelo cabelo, vomitando uma série de palavrões. Sim, não é minha melhor escolha de rodas, mas estamos falando de um Porshe Carrera aqui. Um dos cinquenta fabricados, revestido com esta tinta especial projetada para mudar na luz e com 550 cavalos de potência. Não eu só um carro, é o carro.
Eu poderia ter deixado cair a chave? Eu definitivamente estava com ela ao entrar naquele banheiro. Estava em meu bolso quando...
Porra. Não poderia ter sido ela, poderia?
Mas caramba, as mãos dela estavam na minha b***a, exatamente onde eu tinha escondido az chaves. Aquela saída repentina do banheiro, sua mudança de sedutora para assustada – cheirava a armação.
Cerro os punhos atrás da cabeça, os olhos fixos no vazio deixado pelo meu carro. Isto não pode ser uma coincidência. Não com um carro desses. Tem que ser
alguém que sabia o que estava fazendo, como contornar a segurança. As pessoas vivem e respiram por causa dessas edições limitadas – eles dariam seu filho para andar em um carro desse.
E lá estava ela, toda sedutora naquele banheiro, me desarmando com aqueles olhos cativantes e lábios perturbadores.
Fui enganado?
De jeito nenhum. Não, não pode ser.