Dylan
Vou até a mesa da segurança, com a mandíbula cerrada, e encontro segurança com os pés para cima, rindo com a boca cheia de pizza, indiferente quando me aproximo. i****a inútil. Não admira que alguém tenha saído valsando com meu Porsche.
Bato as mãos na mesa.
— Ei.
Ele pula tão alto que seu copo gigante de refrigerante sai voando e encharca as calças. — S-sr. Evans! — ele gagueja, com a boca suja de pizza.. — Senhor, eu não vi você...
— Claramente — eu o interrompo. — Talvez se você mantivesse os olhos nos monitores
em vez da TV, você teria visto quem saiu daqui com meu Porsche. Seu rosto perde a cor.
— S-seu Porsche? — Ele verifica a câmera de segurança, e vê a minha vaga vazia. — Oh Deus. — Parece que ele está prestes a vomitar ou mijar. Talvez ambos.
Eu me inclino para perto, minha voz baixa.
— Você responderá por isso mais tarde.
Ele tropeça, encharcado de refrigerante, e por uma fração de segundo parece que vai protestar. Mas então ele vê a expressão em meus olhos e pensa melhor.
Volto para a recepção, interrompendo a conversa fútil dos convidados.
— Alguém roubou meu carro. Veja as imagens de segurança. Agora.
Os olhos da recepcionista Sara se arregalam, os dedos congelando sobre o teclado.
— Claro, Sr. Evans.
Todos devem pensar que estou perdendo o controle com o quão agitado tenho estado ultimamente. Mas sejamos realistas: é difícil brincar com eles quando esse problema está constantemente me corroendo, arruinando tudo o que faço. Cada reunião, cada treino, cada refeição, cada transa – tudo está contaminado por essa sensação incômoda de que algo simplesmente não está certo.
Suas unhas estalam lentamente nas teclas, e resisto a empurrá-la de lado e assumir o controle. Poucas coisas me irritam mais do que perder tempo. Ultimamente meu temperamento está terrível. Não é preciso muito para me fazer explodir como uma bomba.
— Câmera trinta e cinco. No Lobby — eu ordeno.
— O que você está procurando?
— Retroceda até ontem à noite. Entre nove e dez.
Eu me inclino mais perto, olhando para a tela. A filmagem passa em um desfile sem sentido de rostos até se tornar apenas um ruído de fundo contra a minha crescente irritação. Ainda não há sinal da minha pequena ladra.
— Alguém em particular que estamos procurando? — Sara pergunta, mordendo o lábio nervosamente.
— Sim — respondo, com o queixo tenso de frustração.
A filmagem avança e lá estou eu, uma bagunça, a imagem da falta de dignidade. Passo a mão no rosto em frustração.
— Lá. Congele.
Lá está ela, sentada sozinha no bar. A morena que me excitou só para me deixar fumegando como um touro enfurecido. Ela está esperando por alguém, mas continua olhando para mim enquanto tropeço no meio da multidão.
— Avance rápido — eu ordeno.
Observo enquanto Rosa se mexe no banco do bar com uma energia apressada, quase arisca. Nenhum de seus movimentos parece naturais, ela parece... nervoso. Cautelosq. Seus olhos se voltam para mim brevemente antes de voltarem para o telefone em um movimento rápido e instável. Ela sabe quem eu sou. Então ela se levanta e vai para o banheiro.
Avanço dez minutos e ela está saindo correndo do banheiro.
— Congele aí.
21h32
Agora ela está andando pelo saguão de salto alto, indo direto para a saída.
Foi ela. A culpa está praticamente gravada em suas belas feições. Enquanto eu estava distraído com suas mãos errantes e sua boca pecaminosa, ela estava roubando algo mais do que apenas minha atenção. Garota inteligente.
Eu sabia que algo parecia errado com ela. Eu vi as bandeiras vermelhas e ainda assim mergulhei de cabeça no poste. Em meu estado autodestrutivo de não dar a mínima, optei por ignorar tudo.
Um t**o, isso é o que eu era.
— Câmera sessenta e sete. A garagem.
— Imediatamente, Sr. Evans. — Sara estala com as unhas no teclado.
— Acelere o ritmo, Sara — rosno, minha paciência se esgotando.
Eu desisto e assumo o controle da tela, avançando até... isso. Meu elegante Porsche preto sendo levado.
Aumento o zoom no banco do motorista. Não é ela, mas algum cara i****a. Não consigo ver o rosto dele. A raiva cresce dentro de mim. Amante dela? Parceiro no crime? Ela foi para casa e transou com ele depois de me deixar todo e******o?
— Droga — murmuro.
— Senhor, vamos chamar a polícia imediatamente — diz Sara, com a voz trêmula enquanto pega o telefone.
— Espere.
Se eu deixar a polícia cuidar disso, eles seguirão os procedimentos padrão. Logo a impressão saberá e eu teria que dar explicações a quem não quero. Não posso ter meu nome manchado.
E lidar com isso internamente significa que posso aplicar meu próprio tipo de justiça.
Alguém teve a coragem de me atacar, usando uma garota com um vestido barato para fazer o trabalho sujo. Jogada inteligente, mas eles estão prestes a descobrir que escolheram a pessoa errada.
Minhas narinas se dilatam. Não interpretei m*l os sinais — a indignação dela fazia parte da encenação. Droga, ela merece um prêmio por esse desempenho.
Não vou entregar isso à polícia.
— Eu cuidarei disso pessoalmente — murmuro, passando a mão pela minha barba por fazer. — Basta levar a filmagem para a segurança. Eu cuido do resto.
Sara faz uma pausa, a incerteza brilhando em seus olhos, mas então ela balança a cabeça. — Claro, Sr. Evans.
Maldita piada. Aquela pequena atriz esperta interpretou. E aqui estava eu, pensando que tinha a noção de tudo o que acontece embaixo do meu nariz.
Devo estar rindo sozinho porque Sara está olhando para mim como se eu tivesse enlouquecido.
Meu telefone toca com uma mensagem, seguida vários outras. Abro para ver uma mensagem do meu advogado/amigo/assessor.
Mark: Me diga a merda que você fez, Dylan? Aquele fofoqueiro de merda daquele site decadente de fofoca disse que tem uma nova sobre você e vai postar hoje a tarde.
Digito uma reposta:
Eu: Não sei do que ele está falando. Tenho sido cuidadoso. Que tal comprar a matéria?
Mark: Ele não quer vender. Disse que é uma bomba que vai render mais dinheiro que vender para você.
Porra.
Mas que merda fodida é essa agora?
Ignoro a mensagem. Vou decidir sobre o problema quando tiver um. O problema principal por hora é aquela ladra safada.
A verdade é que o carro não importa. Um tempo atrás, claro, eu teria pirado com uma edição especial do Porsche sendo roubada. Mas agora, com todo esse drama médico, nada parece tão importante.
Mas tenho certeza que vou rastrear aquela ladra safada. Eu conheço seu rosto agora – seu cheiro, seu calor, aqueles murmúrios suaves que ela faz no calor da paixão.
E quando ela saiu correndo do banheiro, deixou algo para trás: um xale de seda preta. E num momento que não consigo explicar, agarrei-o. Provavelmente tem o DNA dela por toda parte.
Ela está iludida se pensa que pode simplesmente desaparecer na noite sem deixar rastros.
Seu primeiro erro foi me escolher como seu alvo. Mas seu segundo erro, muito mais grave, foi conseguir.
Minha pequena Rosa vai se arrepender profundamente do dia em que tentou me ferrar.