Capítulo 11

1731 Palavras

Beatrice — Aqui, deixe-me — levanto-me da cadeira e pego a pequena jarra de leite de porcelana das mãos trêmulas de Melina. — Desculpe — murmura ela, baixinho, colocando as mãos no colo coberto pelo cobertor. Dispenso suas desculpas com um gesto da mão, adiciono uma gota de leite ao chá dela e volto a me sentar. — Tudo bem, é só leite. — Um dia é só leite, no outro é meu remédio, ou minha bengala no banheiro, ou um copo frágil — diz Melina suavemente. — Certo. Me desculpe. — Não, me desculpe — digo, mas Melina balança a cabeça. — Ninguém pode saber como é viver assim, e eu não espero que você entenda tão rápido. Eu só... — ela fecha os olhos brevemente. — Estou preocupada com o Valentino. — E o Oswaldo? — pergunto, envolvendo a minha própria xícara com as mãos para me aquecer, mas s

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