Beatrice — Alexandra? Você? — A palavra é cinza na minha boca, enquanto um furacão de pensamentos me invade em três segundos. Alexandra está aqui. Ela, que supostamente deveria estar morta. Ela, que eu enterrei nos meus pesadelos há anos. Alexandra, cujo nome eu sussurrei apenas em momentos de raiva e dor, agora de repente está viva — e à minha porta. A realidade me golpeia como um soco no estômago, roubando o ar dos meus pulmões. Sinto meu coração disparar, pulsando freneticamente nas minhas têmporas. O gosto metálico de sangue toma conta da minha boca, e minhas mãos começam a tremer, mas não de medo. De raiva. De uma raiva tão crua e antiga que eu quase tinha esquecido como era tê-la viva na minha frente. De alguma forma, ela está na minha cobertura, e eu não faço ideia de como ela

