Beatrice — Nao fui eu. As palavras saíram da minha boca assim que a porta se fechou. A viagem para casa foi tensa, com Valentino dando ordena por telefone como se sua vida dependesse disso. Até seu pai estava estranha mente silencioso e desapareceu quando chegamos. A mansão estava em silêncio, provavelmente porque todos estavam ocupados fazendo exatamente o que Valentino exigiu. — Foi alguém — resmunga ele, tenso, andando de um lado para o outro enquanto puxa a gravata com impaciência. — Aquele safadozinho! O telefone de Valentino toca, e ele atende imediatamente, atravessando o escritório com passos firmes. Sozinha, afundo na cadeira mais próxima e tiro os sapatos com cuidado. Meus dedos e calcanhares doem, mas valeu a pena me sentir tão linda pela primeira vez em toda a minha vida.

