Eu já estava em Dubai, mais precisamente no palácio de Khalil. Fui bem recebido pela sua comitiva. E agora estava aqui, esperando em sua sala pessoal ele chegar. Normalmente eu não preciso esperar, e para falar a verdade nem gosto disso, porém, como se trata do Príncipe, eu tenho que me manter aqui. Inquieto e impaciente por dentro. Vejo a porta se abrir e por ela passar o Príncipe e sua comitiva. Ainda bem.
- Marhaban! Khalil me saúda com um aceno de cabeça e eu junto as mãos e abaixo minha cabeça para saudá-lo.
- Shukran! O agradeço pelas boas vindas.
- Sua viagem até aqui foi agradável? Ele pede e eu assinto.
- Muito obrigada por todo conforto.
- De nada! Agora sente-se. Fique a vontade. Você está em sua casa.
- Obrigado! Me sento e ele também se senta. Vejo ele fazer um aceno de mão e seus serviçais vem servir algo para nós.
- Então, como estão as coisas em Abu Dhabi?
- Estão ótimas. E nem preciso perguntar de Dubai. Só de olhar meu percurso até aqui, está maravilhosa.
- Você deveria vir para cá. Se juntar a mim. Ele diz e eu já sei que o mesmo quer entrar no assunto e eu também porque quero acabar com isso logo.
- Não, muito obrigada! Estou bem em Abu Dhabi.
- Que pena, mas vamos direto ao assunto. Gosto assim. Te chamei aqui para falarmos de negócios. Assinto não dizendo nada. Fiquei sabendo que você está meio receoso em fazer uma aliança comigo. Balanço a cabeça em negação.
- Não, o Sr me desculpe, mas está m*l informado. Ele eleva suas sobrancelhas e me olha com um pequeno sorriso. Eu não estou receoso, nunca estive. A verdade é que eu não quer fazer parte do seu parlamento. Ele fecha sua cara. Nunca quis e não há nada que me chame atenção para participar.
- O porquê? Ele indaga meio revoltado e eu não estou nem aí. Quem quis marcar essa reunião foi ele. Ele quis fazer eu perder meu tempo e o dele também, portanto que assuma os riscos.
- Porque eu gosto da minha vida que levo em Abu Dhabi. Tenho meus negócios lá. E já tenho coisas demais para me preocupar.
- Se fizéssemos uma aliança tudo ficaria mais fácil. Eu tenho vontade de rir, mas não farei em respeito a ele.
- O Sr precisa de uma aliança? Ele me olha não gostando da minha pergunta, porém estou pouco fudendo o que ele gosta ou não.
- Eu sou o Príncipe dos Emirados Árabe, não preciso fazer aliança com ninguém. Ele responde ofendido. Porém, o Sr Sheik há de compreender que tendo uma aliança seremos uma potência maior na nossa região.
- O Sr já é forte por ser quem é, não precisa de mim para fazer mais do que já faz. Eu já sou uma potência sendo quem sou, não preciso de ser mais do que já sou. Vejo ele respirar fundo.
- Essa aliança não será ótima somente para mim, pra você também. E ele não cansa.
- Porque? E em qual sentido? Me desculpe, mas eu não entendendo onde o Sr quer chegar. Sei que para o Sr é muito vantajoso ter o poder sobre os petróleos, coisa que o Sr ainda não tem, mas por outro lado, eu não quero e nem vou abrir mão do meu negócio para o Sr ou qualquer outra pessoa mandar ou desmandar. Eu sou dono absoluto dos meus negócios. Não coloco ações a venda no mercado para que ninguém venha fazer parte do meu mundo. Então não vejo a vantagem que a alteza aqui vê.
- Você pode expandir seus negócios.
- Não vejo porque não expandiria, mesmo sem o Sr. Ele não gosta da minha resposta.
- O porque não fazer essa aliança comigo? Porque não fazer parte do meu parlamento? Ele pede meio revoltado.
- Alteza, eu não me vejo no seu mundo. Eu já tenho problemas e pessoas demais no meu pé sendo quem sou. Se me unir ao seu reinado, eu não terei uma vida.
- Eu fiquei sabendo que todos querem apresentar suas filhas a você. Meu saco. Já vem mais um com a história de casamento. Se seus pais estivessem vivos você já teria uma esposa e quem sabe filhos.
- Ou não, porque eu não aceitaria o matrimônio.
- Porque? Qual é o problema do casamento?
- Nenhum, ele só não é para mim.
- Seus pais deveriam ter feito como meus pais fizeram. Deixaram uma noiva desde criança para se fazer cumprir meu casamento.
- Ainda bem que não fizeram, porque hoje a jovem poderia está chorando por eu não cumprir o acordo.
- Você não pensa mesmo em assumir um compromisso? Eu me canso fácil. Muito fácil e rápido. Sempre tenho que colocar meu ponto para as pessoas desta sociedade ridícula.
- Me desculpe Alteza, mas o que tem isso haver com nossos negócios? Minha vida pessoa não está em discussão aqui. Eu gosto do meu jeito, gosto da forma que eu vivo, e nada vai mudar.
- Tudo bem. Vamos voltar aos nossos negócios. O que vamos fazer então, já que você não aceita minha proposta?
- Para mim está óbvio que vamos continuar como estamos.
- Eu posso facilitar muito os seus negócios em todo nosso ambiente. O que ele acha que está falando?
- O Sr está me ameaçando não liberar meus negócios dentro do Emirados Árabes? Indago debochado. Ele não me responde. Vamos ser sinceros aqui, Alteza. Se eu tirar todos os meus negócios da nossa região, não somente o petróleo, mas todos os meus negócios como hotelaria, restaurantes, time de futebol, cinema, parques, centros de cultura e shopping, eu não sairia perdendo, quem sairia perdendo é a nossa região. O Emirados Árabes ficariam sem sua maior economia girando e consequentemente, o Sr pagaria o preço. Ele engole em seco, porém eu não quero saber de nada. Ele quer me colocar medo, eu não me importo. Antes dele ter assumido um pedaço dos Emirados, meus avós e pai, já tinham feito a economia da nossa região ganhar muito com nosso dinheiro. Se ele tem o que tem e se a nossa região tem o que tem, é porque meus avós construíram muitas coisas aqui e meu pai deu continuidade ao legado, e eu estou aqui fazendo o mesmo. Não tem um Outdoor, placas, empresas, Shopping, e comércio que não tenha o sobrenome AZIS. E não lamento para esse i****a a minha frente, porque esse legado ele não vai poder tirar nunca daqui. Portanto, o que o Sr quer fazer? Peço sem um pingo de remorso, de chateação pelo que eu disse.
- Não faremos nada. Vamos deixar as coisas como estão. Mas quero que pense na minha proposta. Ela sempre vai está de pé.
- Eu já disse que não vou aceitar. Pense o Sr em outra pessoa para se aliar ao Sr. Me levanto. Vamos dar uma volta na vinícola. Quero saber como está indo a produção de vinhos.
- Vamos então. Ele se levanta e todos os seus funcionários se levantam. Fomos todos juntos para vinícola. Eu sei que devo respeito a ele por ser quem é, mas não venha me tirar do sério e nem me ameaçar, porque eu não aceito isso. E outra, não se metam na minha vida. Não me meto na vida de ninguém , então não dou o direito das pessoas fazerem isso comigo, seja quem for.
Passei o dia todo com o Príncipe. Ele não tocou mais no assunto e eu agradeci por ele nem pensar em falar nada comigo. E colocamos os negócios como o assunto realmente principal. Fomos a vinícola. Mesmo não podendo beber álcool devido a nossa tradição, eu tinha uma vinícola que produz vinhos tanto alcoólicos e não alcoólicos. Essa vinícola exporta para todo o mundo. Essa vinícola fica bem afastado de Dubai. Tendo um grande pomar em volta, pois fabricamos vários vinhos de outras frutas, e também vinagre que na minha cultura é bem usado.
Me despedir de Príncipe Khalil umas seis da tarde. Eu tinha que ir em casa e tomar pelo menos um banho para o jantar na casa de Rosana. O Chato de tudo isso que a casa dela fica em uma província afastada de Abu Dhabi. Onde as casas se formam em um verdadeiro castelo, e para ser sincero, eu não sei como Lady Rosana ainda mantém sua casa, porque seu marido que faleceu a anos deixou uma fortuna para elas, porém as mesmas não souberam administrar e querem a todo custo um bom casamento para liquidar a dívida delas.
Já estava na província Al Ahmadi. Um dos meus seguranças abriu a porta assim que chegamos na porta da casa de Lady Rosana. Saio do carro e fecho meu terno. Suspiro em desagrado. Poderia está em casa olhando meus negócios, mas estou aqui para escutar ladainha da minha vida.
Vou para a entrada do portão e do nada esbarro em alguém, e como de costume um dos meus seguranças tira a mulher estranha de perto de mim.
- Solte-a. Peço olhando para o meu segurança . Suas mãos firmes estão na mulher. Ele assentiu a soltando. A Senhora está bem? Ela me olha com os olhos estranhos.
- O amor está próximo. Ela diz saindo e eu estranho. Olho para onde ela está indo e eu fico sem entender. Ela olha de novo para mim e sorrir. O amor está próximo. Ela fala de novo e vai saindo repetindo a mesma coisa. Doida.
- O Sr está bem? Um dos seguranças indaga e eu assenti. Ele toca a campainha enquanto eu aguardo com a mão no bolso. Estou super cansado e meu mau humor não passou. Espero que Rosana e Safira se mantenham em seus lugares, porque não estou afim de conversar, não estou afim de nada.
A porta é aberta por uma das serviçais dela, e a mesma abaixa a cabeça em sinal de cumprimento. Tiro meus sapatos e adentro a casa.
- Sheik, como é bom te ter na minha casa. Rosana fala afastada de mim. Suspiro. Como o Sr está?
- Bem. Lady Rosana, eu só vim pela insistência da Sra. Eu tenho que voltar para Abu Dhabi hoje ainda. Falo sem paciência.
- Eu sei que o Sr é um homem muito ocupado e agradeço por ter me atendido vindo aqui. Se soubesse não tinha me tirado dos meus afazeres. Bufo. Sente-se, Safira já está descendo. Vou pedir para servir um Tchai.
- Eu não quero nada. Obrigado! Estou realmente muito irritado por está aqui. Quando menos espero Safira aparece. Está vestida para um baile? Que roupas são essas? Me levanto.
- Sheik. Ela me reverência e sorri para mim. Eu apenas aceno.
- Filha vai pegar os petiscos que você fez para o Sheik.
- Não precisa. Falo porque lembro que da ultima vez estavam horríveis e nem sei se dessa vez serei capaz de não dizer a verdade, porque Lady Rosana se gaba muito por a filha saber cozinhar.
- Há não, não faça essa desfeita com a gente. Safira passou a tarde toda preparando o cardápio para essa noite. Pegue lá filha. Não digo mais nada. Será que elas pensam que eu quero uma mulher para viver na cozinha me agradando? Essas mulheres não estudam, não trabalham e nem vivem em função delas, somente em função do homem, do marido. Pelo menos na minha cultura é assim. Safira aparece com uma bandeja com alguns petiscos.
- Espero que goste. Ela diz toda tímida estendo a bandeja para eu pegar. Pego a contra gosto e ela se senta perto da sua mãe. Tenho mesmo que comer isso? Suspiro e provo um dos petisco. Está pior do que o outro que ela fez. E aí? está gostoso. Safira pede em expectativa.
- Safira, o que você ainda fazendo da sua vida? Me esquivo da pergunta dela.
- Como assim, Sr?
- Estudando, trabalhando em algo? O que você está fazendo?
- Vejo ela olhar para sua mãe.
- Ela já concluiu os estudos, Sr.
- Uma faculdade?
- Não. O Sr sabe que as mulheres da nossa região são criadas para o lar. Por isso que digo que o Sr terá uma esposa maravilhosa se casar com a minha filha.
- A julgar pelos petisco eu não me casaria com ela. Vejo as duas fecharem suas caras.
- O Sr não gostou? Lady Rosana indaga ainda incrédula pelo que eu disse.
- Experimenta a Sra. Digo e ela pega um petisco. Ela come na minha frente e cospe o mesmo no guardanapo de pano. Meu celular toca e eu não digo nada.
- Licença! Peço e vou para um canto da sala. Vejo as duas se levantando e saindo da sala com a bandeja. Skeik AZIS. Atendo.
- Essa é a hora de te tirar daí. Jamal indaga e eu agradeço mentalmente.
- Sim. Tudo bem. Eu já estou indo. Já disse que estou indo. Desliguei e me virei achando que Lady Rosana e sua filha Masterchef estavam na sala, mas me surpreendeu uma jovem magra, com a cabeça abaixada e uma bandeja contendo algo.
- My Lady pediu para servir o Tchai para o Sr. Essa voz. Que voz é essa? Ela está de lenço tapando seus cabelos e até seu rosto, que é incomum isso dentro de casa. Não consigo ver seus olhos, pois ela está de cabeça baixa. Ela fica calada e eu não consigo me mover. Não tenho reação nenhuma. Parece que estou querendo que ela levante sua cabeça para eu ver seu rosto.