CAPÍTULO 1

1847 Palavras
Trancado no meu escritório, eu já estava muito nervoso. Tinha dias que eu estava impaciente, e tudo porque, os comerciantes Árabes querem novamente um reajuste nos preços do Petróleo. Passo as mãos na cabeça. Eu me cansava muito fácil. Parecia que eles não entendiam que isso não dependia só de mim, mesmo que eu fosse o dono de uma das Petroleiras mais rica e próspera de Abu Dhabi. Eu tinha que olhar os outros petroleiros, não posso simplesmente abaixar o preço e esquecer dos outros que fornecem o mesmo produto que eu. Então, eu estava de cabeça quente com isso. Ouço uma batida na minha porta e peço que entre. - Bom dia Zyan! Jamal, meu assessor entra e eu apenas aceno. Esses aqui são os convites para a festa do Ebraim Hakim e da Lady Luara Ali. Bufo vendo ele colocar os convites na minha mesa. - Porque que eu tenho que comparecer a essas festas chatas? Todos tem uma opinião para dar sobre minha vida. Todos querem me enfiar suas filhas entojadas, e pior, acham que poderão ficar mais fortes com uma união matrimonial. Estou cansado dessas festas sem sentido nenhum. - Mas não é verdade? Qualquer moça que case com o Sheik Aziz terá inúmeras possibilidades, e suas famílias serão intocáveis. - Grande merda. Jamal me olha sorrindo. Me fale o que mais tem para mim. - Os comerciantes querem uma reunião com você e os demais petroleiros. Elevo minha cabeça. Almoço na casa da Lady Rosana. - Esse convite eu passo. Não quero mãe e filha na minha cabeça tentando conseguir um acordo de casamento. Jamal se levanta sorrindo. - É meu amigo quem mandou ser bonitão e ainda um Sheik cheio de posses? Boa sorte. - Ligue para Lady Rosana e diga que não vou comparecer por motivos de negócios. - Eu posso fazer isso, mas você não vai conseguir fugir por muito tempo. Semana passada você já se esquivou disso, então não vejo que você vai sair dessa assédio todo, a menos que você se case e acabe com qualquer esperança dessas mães e filhas. Ele fala sorrindo. - Jamais me casarei e ainda mais para somente tirar essas pessoas do meu pé. Eu prefiro fugir como eu estou fugindo e deixar esses bandos de gente achando mesmo que vou fazer o que eles querem. - Então boa sorte Sr Skeik. Há, lembrando que você é um Sheik e não pode ficar recusando convites da forma que você está fazendo. Respiro fundo vendo ele sair. Ele tem razão, eu como uma pessoa pública não posso ficar inventando desculpas e nem recusar convites como venho fazendo. Porém, era um saco isso. Não tinha um dia que eu podia ir para meu apto e me afundar ali. Depois de mais um dia no escritório eu fui me encontrar com alguns petroleiros. Tínhamos que decidir o que iríamos fazer. Nos encontramos em um restaurante. - Boa noite Srs! Cumprimento os cinco homens que estavam de pé ao redor da mesa. Nos cumprimentamos com dois beijos no rosto como manda a nossa tradição. - Como vai, Skeik Aziz? O Sr Mohammed Bidel pede assim que nos sentamos. - Eu vou bem, só estou preocupado com esse problema com os comerciantes. Tomo um pouco do chá que foi servido em nossas mesas. - Então, o que o Sr acha que devemos fazer? Salvador me questiona também bebendo seu chá. Todos nós cinco somos donos de uma petrolífera, mas normalmente sou eu que tenho a última palavra para decisão dos negócios dos petróleos. - Os comerciantes querem um reajuste de oito por cento, eu não sei quanto a vocês, mas eu não posso baixar o meu produto a essa porcentagem. Eu sabia que eles também não. Como disse, eu que tenho a última palavra aqui, porém eu levo eles a pensarem para não tomarem decisão errônea para os negócios deles. Meu pai não afundava os negócios de ninguém, e eu aprendi com ele que, quanto mais sabedoria tiver, mas meus negócios vão prosperar. - Nós também não. Os nossos negócios são pequenos e dependendo do valor que dermos de ajustes, vamos ficar m*l financeiramente. Mohammed fala. - O que podemos fazer então? Salvador pede e eu respiro fundo. Eu tenho um plano, porém achei que eles também teriam um. Quando eu falo em poder de decisão, eu falo disso. Eles esperam eu tomar a decisão para os negócios deles, sendo que se eu chegasse aqui e oferecesse um aumento maior, eles depositariam suas confianças em mim. Consequentemente, eles assumem o risco do que eu decidir. - Eles querem um reajuste de menos oito por cento. Eu ofereço a metade, e se os comerciantes não quiserem, eu não posso oferecer mais nada. Digo e eles assentiram. - Podemos fazer assim então, apesar de achar que quatro por cento ainda é muito. O Sr Omar diz, e era isso que eu queria. Que eles se manifestassem. Eu posso me dar ao luxo de dar aos comerciantes quatro por cento do meu produto, mas eles não. No máximo que eles podem baixar o valor do petróleo, é dois e meio por cento. - Então me fale o quanto vocês podem dar. Vejos eles se olharem e conversarem entre eles. Pego meu celular e vejo que Jamal me mandou mensagem dizendo que à Lady Rosana quer uma hora marcada comigo já que cancelei o jantar. Jogo o celular na mesa sem responder. As pessoas não têm acesso a mim à não ser que eu permita e que tenham hora marcada. Lady Rosana sabe que não pode chegar ou até ligar para mim sem falar com meu assessor antes. Ela estava tentando a todo custo marcar um encontro e tentando colocar sua filha Leila na minha frente. Bufo. Olho novamente os Srs a frente. Já decidiram o que vocês querem fazer? - Podemos reduzir o preço em até dois por cento. Assinto. - Por mim tudo bem. Vamos levar isso aos comerciantes e se eles aceitarem estamos resolvidos, caso não. Vamos dar mais meio por cento. Tudo bem para os Senhores? - Justo. Assinto. - Ótimo. Então vamos às trâmites. Marquem uma reunião e expõem para eles a nossa decisão. Tirem o Sr Omar Hassan do meu pé. Falo e eles sorriem. - Obrigada por aceitar e nos ajudar nesse problema. Salvador diz e eu assinto me levantando. - Resolvido Senhores, eu preciso me retirar, pois ainda tenho muito trabalho. Tenha uma boa noite! Falo e eles se levantam saudando com um abaixar de cabeça. - Boa noite! Sair do restaurante e um dos seguranças já estava com à porta aberta. Entrei no mesmo pegando meu Mac e vendo quanto as minhas ações ficaram hoje. Fico feliz em saber que está só aumentando meu patrimônio. Mesmo sem alguém para desfrutar tudo que tenho, eu fico feliz por ter essa fortuna. Meus pais deixaram ela para mim e eu faço e estou fazendo tudo para aumentar a mesma. Em casa eu fico horas trabalhando no meu escritório, o sono acabou me tomando e eu precisava descansar, porque amanhã tinha uma reunião chata com o príncipe Khalil Abidala. Respiro fundo, porque o cara é um excelente negociante, e ainda quer que eu assuma uma das posições em seu parlamento. Eu não quero isso. Sou um dos homens mais poderosos de Abu Dhabi, antes de mim, Abidala. E agora ele quer se unir a mim para formamos uma potência maior, porém isso não faz parte de mim. Eu acho que as pessoas que tem um certo tipo de poder querem mais do que aquilo que elas já têm, e eu não sou assim. Eu quero só a minha vida, do trabalho para casa e da casa para o trabalho, mas o que tenho é pessoas criando reuniões para eu ir. Eventos sociais para eu fazer mais parte da sociedade. Era ridículo. Dormir quase ao amanhecer pois eu estava inquieto. E eu não sabia o motivo. Me levantei várias depois de me deitar. Bebi água várias vezes. Me sentei na sala e fiquei analisando mais papéis e nada do meu sono chegar e nem essa inquietação dentro de mim passar. Só sei que estou já de pé e me sentindo cansado. - Bom dia Sr Aziz! Abi aparece com meu chá na mesa. - Bom dia! Não estou para conversar hoje. Estou cansado, irritado com não sei o que. E quando estou assim prefiro me manter calado, falando somente no básico. - Sabah el kheer. Respiro fundo com a voz de Jamal adentrando a minha sala. Não respondo o bom dia dele. Simplesmente me mantenho tomando meu chá. Hii, já vi que está de m*l humor. Então vamos azedar mais seu dia. Olho para ele não gostando disso. Jamal é o único cara que tem o direito de falar como fala comigo. Seu pai foi assessor do meu pai até a morte do pai dele, e Jamal cresceu vendo seu pai com a nossa família. Jamal se candidatou para fazer parte da minha assessoria à cinco anos quando terminou seus estudos. E cá está ele. Eu antes de aceitá-lo do meu lado, questionei ao mesmo se ele não faria ou não gostaria de fazer outra coisa da sua vida ao invés de servir ao Sheik. Ele é formada em ciência política, tem outros cargos menos chatos do que me servir. Porém, ele não quis, e aqui estamos. O mesmo está me olhando esperando eu aceitar que ele continue a falar - Fale Jamal. Digo de mau humor. Ele sorrir para mim. - Lady Rosana me ligou cedo para saber que horas pode falar com você. Suspiro forte. - Eu pretendo ir à Dubai agora cedo, porque o Príncipe Khalil quer uma reunião comigo. - Você não vai conseguir fugir dela. - Será que as pessoas que exigem a minha presença não ver que eu sou um homem ocupado? Que tenho muitas obrigações que meu cargo exige? Jamal sorrir. Passo as mãos no meu cabelo ainda molhado do banho. Confirme esse jantar. Mas assim que dê meia hora desse jantar, me ligue para me tirar de lá. - Sabia que iria dizer isso. Já deixei tudo pronto para o jantar de hoje a noite. Assinto mais que cansado. O príncipe Khalil deixou seu jato particular a sua disposição e também toda sua comitiva. Tudo está pronto para ir à Dubai. Como eu gostaria e me trancar no meu escritório e esquecer de qualquer compromisso fora dele. Há, a reunião com os comerciantes foi marcada para quinta feira. Omar Hassan exigiu sua participação. - Não vou. Ele não pode me dizer o que fazer ou não. Já foi decidido com os demais petroleiros sobre o novo valor, então já deixe claro para ele que eu não vou fazer parte dessa reunião. Afirmo e Jamal anota tudo. Me levanto para pegar meu terno para ir para o encontro com o príncipe Abidala. Espero que ele esteja aberto para ouvir meu não. Não quero me indispor com ninguém, mas se for o caso, eu estou pouco me fudendo para ele.
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