Gustavo Narrando O aviso chegou rápido: Marcos estava no hospital com minha mãe. — Tá vigiando a minha mãe? — perguntei para Diego, franzindo a testa. — Não — ele respondeu, sem se abalar. — Mas Marcos sim. Você sabe que prender ele resolveria todos os nossos problemas. Suspirei, passando a mão no rosto. — Ele não ficaria preso por muito tempo — argumentei. — Toda a ficha criminal dele sumiu. Diego inclinou a cabeça, um olhar frio nos olhos. — E quem disse que eu estava falando em prender e deixar ele vivo? O encarei. Diego era direto, sem rodeios. — Você, mais do que ninguém, sabe que ele só traz problema — ele continuou. — Resolveria seus problemas pessoais e também aqui. Ou você acha que seu irmão tá usando droga por causa de quem? A raiva queimou no meu peito. Eu sabia exatam

