Os Detalhes da Vida do Sr. Sasuke Uchiha

1822 Palavras
Sakura estava decidida, e não tinha Mikoto no mundo que pudesse impedi-la de levar o Júnior para casa. Nem mesmo quando a sogra ficou na frente da porta segurando uma concha e ameaçando comer suicídio e morrer – não, quem comete suicídio não morre, imagina! – nada, simplesmente nada impediria Sakura de levar o menino. – Por favor, mãe, não faça tanto drama, o moleque é meu e eu vou levar. – esse era Sasuke tentando manter as coisas sob controle. Só ele mesmo pra achar que sairia dali sem antes ser testemunha de um assassinato duplamente qualificado. – Não! – ela já tinha se agarrado na porta – Dessa casa meu neto não sai! Sasuke simplesmente já estava ficando cansado daquilo tudo. Por que as coisas não eram simples e normais com ele? Sempre tinha que ter alguma coisa pra atrapalhar ou para dificultar as coisas. Tem gente que nasce com a b***a virada pra lua, dizem que isso não é bom. – Já chega! – ele gritou, pegando o filho no colo e a esposa pelo braço – Já estamos indo, mamãe, nos vemos na ação de graças! Mikoto até tentou reagir, mas Sasuke simplesmente passou pela porta, e ela não teve muito o que fazer. Simplesmente ficou olhando seu filho ingrato e m*l amado sair pela porta da frente levando seu precioso netinho de bochechas gordinhas. Diga-se de passagem que o moleque era bem gordinho.   (...)   Sakura ficou quieta até chegarem em casa, nunca tinha visto Sasuke perder a paciência daquela maneira, e ela sempre achou que quando ele esquentasse de vez seria com ela, e não com a própria mãe. Mas se bem que ela não podia reclamar de nada, a sogra realmente sabia fazer um drama. Só estavam levando o garoto para morar com o pai, não havia motivos para ela dar aquele show de cinema todo. Já estava anoitecendo, Sasuke não quis conversar muito, ele simplesmente foi tomar um banho e ficou deitado na cama olhando pro teto por horas. A rosada foi dar um banho no bebê, quase matou ele de frio quando enfiou ele na água gelada, mas vamos fingir que nada aconteceu. Ela até que conseguiu dar um banho decente no menino, mas só porque já tinha aprendido a banhar crianças na escola onde dava aulas, já que uma vez por mês eles davam banho com criolina nelas para tirar os piolhos. Estava trocando a frauda do menino, bem ao lado de onde Sasuke estava deitado, e por alguns segundos Sakura se perguntou se ele tinha morrido. – Quem é a coisinha mais linda do mundo? – começou a babação – É você! – a rosada começou a fazer cócegas na barriguinha no bebê, que ria tendo apenas dois dentinhos ainda muito pequenos na parte de baixo da boca. Sasuke revirou os olhos, estava demorando pra ela começar a fazer isso. – Cadê o bebê? – pronto, agora ela estava tampando os olhos com as mãos – Achou! Ele ainda não conseguia enxergar a razão dela ficar fazendo aquilo, nem fazia sentido. Já o Júnior ria como se aquele fosse um show particular do próprio Bozo em pessoa. Criança é uma coisa interessante. E ela nem ligava mais pra nada, estava se divertindo muito brincando com o bebê limpinho dela. Sim, dela, porque se ela estava casada com Sasuke, e o bebê era filho de Sasuke, e tudo o que era de Sasuke era dela, então o bebê era dela também. Ta, isso não faz muito sentido, mas é a lógica dela. Sasuke saiu do quarto, não sabia porque, mas estava se sentindo desconfortável. Foi para o sofá, ficou sentado lá pensando um pouco na vida, pensando um pouco no filho e no tempo que ele demorou para buscar o menino, pensando em Sakura e em como ela fazia as coisas serem mais simples e mais complicadas ao mesmo tempo. É, sua esposa maluca tinha mesmo mexido muito com a cabeça dele. Não soube ao certo quanto tempo passou pensando ali sentado, estava tão absorto que poderia ter passado três dias que nem iria perceber. Só sabia que ao voltar para o quarto Sakura já havia trocado de roupa e estava deitada com o bebê deitado ao seu lado coberto por uma mantinha. – Sasuke, a gente precisa conversar. Se você for homem, essas são as palavras que não vai querer ouvir nunca. E ele já estava começando a pensar “O que foi que eu fiz?”. – Eu não fiz nada, olhei no calendário e hoje não é nenhuma data comemorativa, se quiser eu posso te mostrar... – ele estava mesmo com medo de apanhar ou de dormir no sofá de novo. O que uma mulher agressiva, ciumenta e maluca não faz com um cara? – Calma, Sasuke, eu só quero conversar, você não fez nada demais. Sasuke sentou na cama todo desconfiado, olhando para todos os lados em busca de qualquer coisa que ela pudesse usar para mata-lo. Com o coração na mão ele se aproximou dela, parecia um ninja aposentado com receio de se aproximar de seu arque inimigo. – Estamos casados a quase dois meses. – nas contas dele não era bem isso – E eu não sei nada sobre a sua vida. – Ah, pergunta logo o que você quer perguntar, não é bem seu jogo ficar fazendo arrodeio! – ele sacou logo de cara, que cara esperto. – Quem é a mãe do Júnior? – ela fez uma cara assustadora. Sasuke teve três mines infartos naquele mesmo segundo, e olha que ele nem sabia se isso era possível, mas ele tinha acabado de ter de qualquer jeito. Ele sentiu aquela mesma sensação que algumas pessoas sentem quando estão prestes a levar uma facada. Parou um pouco, ficou pensando na maneira mais resumida – e segura – de falar aquilo pra ela. Sabe, é que era meio complicado de se entender, ele estava contando aquilo para sua esposa, sua esposa maluca e perigosa. – Ela era modelo – Sakura já não gostou nem do começo – Amiga da minha mãe, nós ficamos amigos, Shizuka, esse era o nome dela. Costumávamos frequentar festas juntos, numa noite bebemos demais, e eu acordei no outro dia no apartamento dela e sem roupa. – Sakura já estava com aquela carranca de ciúme de novo – Três semanas depois ela me apareceu grávida, no começo não achei que fosse meu, mas aí depois de nove meses o moleque nasceu e era igualzinho a mim, não tive mais dúvidas, ele tem até a minha marca de nascença no bumbum. Sakura riu ao lembrar que Sasuke tem uma pintinha preta no bumbum, era tão charmosa. – E o que aconteceu com ela? – essa sim era a pergunta que ela queria fazer. – Ela morreu, dois meses depois do menino ter nascido, os médicos disseram que estava desidratada, não comia, estava desesperada para perder o peso que ganhara durante a gravidez, estava tomando muitos medicamentos, o corpo dela não suportou. – ele parecia ter ficado triste, ou perto disso. Ele acabou se assustando quando de súbito Sakura o abraçou, quase caiu da cama, mas vamos esquecer esse detalhe e seguir um dos poucos momentos normais desse casal. – Eu só queria que o meu filho ficasse bem, mas eu não era a pessoa certa pra ficar com ele. A mãe dele não tinha família, e o único parente que tinha vendeu a guarda da criança por 50 mil dólares. – que criança amada, já saiu caro desse jeito – Eu só quero que meu filho seja feliz. Ai gente, eu vou chorar! – Oh Sasuke! – se ela abraçasse mais forte o mataria sufocado, mas ele já estava acostumado  com o peso dela em cima dele, se é que vocês me entendem. Eles começaram com um beijo calmo, de um casal perfeitamente normal, depois o beijo foi ficando mais intenso, mais intenso... E o bebê encima da cama, Sasuke tirou a camisa, e o bebê encima da cama, já estava abrindo a blusa de Sakura, e o bebê encima da cama. Só pararam quando a mão de Sakura bateu no buraco de bala que Sasuke tinha na barriga. Na verdade foi ela que parou, afastou o rosto e ficou olhando pra ele com aquela cara de quem queria a resposta antes da pergunta. Mas o Sasuke é muito tapado mesmo. – Como levou esse tiro? Sasuke ficou mudo, rígido olhando pra cara dela, e por alguns segundos Sakura viu um brilho estranho nos olhos de Sasuke, um brilho que ela nunca tinha visto. Era... Era ódio, era raiva, era medo, era angustia, era uma coisa r**m. – Não precisa falar, se não quiser. – ela achou que dizendo isto ele se sentiria melhor, mas na verdade ela estava quase implorando pra ele falar. Sasuke se ajeitou, olhou pro filho, olhou pra Sakura, respirou fundo, fechou os olhos por três segundos. E Sakura na expectativa. – Eu nem sempre fui um cara legal, quando eu era moleque não queria nada com a vida. – ela já estava se ajeitando, aquilo parecia ser interessante – Eu me achava livre, imortal, foi aí que eu me meti onde não devia, com gente perigosa, e paguei por isso. Sakura estava com a boca aberta imaginando uma cena de filme de ação. – E você sabe quem atirou em você. – Ah foi o Naruto! O cérebro de Sakura bugou nesse exato momento. Que parte da história que ela perdeu? – O que? – sua reação não podia ser outra. – Na verdade é uma história bem engraçada. – agora sim ela não estava entendendo mais nada disso tudo, ele estava tão triste e do nada ficou de boa, Sasuke não faz sentido. – Você estava todo triste e do nada fica rindo? Você é bipolar? – quem é ela pra julgar alguém? – Era só charme pra ver se rolava alguma coisa. – Sakura ficou p**a da vida quando ele falou isso, que cara de p*u! – Mas o bebê ta na cama, então não vai dar muito certo, a não ser que você aceite um sofá ou quem sabe a mesa da cozinha. Ela não sabia se batia nele ou lhe dava um tiro do outro lado pra combinar. – Saia do meu quarto! – ela ficou bem séria e apontou pra porta, completamente p**a da vida com ele. Ele estava merecendo uma surra de p*u mole (??) ta, isso não fez sentido nenhuma, esqueçam. – Desculpa amor. – ele estava morrendo de rir, vermelho e com lágrimas nos olhos – Essa bala ta comigo faz muitos anos, eu e o Naruto éramos do crime, só que a gente não era muito bom nisso, ele atirou em mim sem querer, ou pelo menos eu acho que foi sem querer. Nossa, que amizade linda. – Eu vou ter que dar uma arrumada nessa sua lista de amigos. 
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