Querido Sasuke!

2839 Palavras
Sasuke ainda não entendia Sakura, isso com certeza ele não entendia. Mesmo assim, já estavam dentro de outro táxi – dessa vez ele não deixou ela falar com o motorista – tomando o caminho de volta para o hotel, com uma Sakura animadíssima, pois muito bem conhecia o “produto” do marido. Ela não era uma mulher muito normal. Ele bem sabia disso. Ainda estavam dentro do elevador, quando Sakura resolveu se manifestar a respeito daquele casamento super estranho que eles estavam tendo. – Eu não entendo isso! – comentou Sakura, ela parecia bastante intrigada e braços cruzados juntos ao corpo mostravam isso. – Você não entende o quê? – o moreno perguntou, mas ele não parecia se importar muito com o que ela iria dizer, havia várias coisas que Sakura não entendia. – Esse casamento. – ela respondeu, fazendo ele prestar atenção – Você me disse que queria entender como casamentos funcionavam, que queria aprender uma receita que pudesse fazer com que os casamentos funcionassem, mas não estou vendo você tentar isso. Ela tinha toda razão, ele realmente parecia não estar fazendo nada. – Tem razão, você tem toda a razão do mundo, eu só estou agindo como um marido insensível que não liga para a esposa e nem para o que ela quer. – disse ele, parecia meio triste consigo mesmo enquanto falava. Sasuke era o tipo de cara que admitia os erros quando sabia que eles tinham sido bem feios. O elevador parou indicando que eles haviam chegado no andar em que estavam hospedados. – Querida. – foi o que ele disse quando segurou a mão dela. Ela ficou muito satisfeita,  porém sem entender muita coisa. Já era um começo. Sasuke se certificou de que não tinha ninguém no andar, e os poucos segundos que Sakura acreditou serem de um Sasuke romântico, simplesmente acabaram. As cenas seguintes são inadequadas para pessoas que se escondem debaixo do lençol enquanto assistem O m******e da Serra Elétrica. O moreno a segurou pelos pulsos e a jogou na parede. Vocês não têm ideia do quando ela adorou aquilo. Em questão de segundos ele já estava a presando naquele local, com seus corpos grudados um no outro, sentindo o calor que emanava de cada um, Sakura sentiu seu corpo estremecer quando ele a segurou pela nuca e selos seus lábios em um beijo quente. Suas línguas travaram uma batalha entre si por mais espaço, e sem sessar o beijo, ela entrelaçou suas pernas em redor da cintura do mesmo, já sentindo o quanto ele também estava sedento por aquele momento também. – Ótimo, já é um bom começo. – disse ela, enquanto ainda buscava seu fôlego, que havia perdido pelo meio do caminho – Agora vamos para o quarto, alguém pode nos atrapalhar aqui. Ela não estava preocupada se alguém visse, e sim que se visse fosse dar pitaco e não deixar eles fazerem aquilo no meio do corredor. E sem se desgrudarem, foram se agarrando pelas paredes mesmo enquanto iam até a porta do quarto. Se perguntarem ao Sasuke como foi que ele abriu a porta, ele não vai saber responder, pois tudo o que se lembram foi que simplesmente entraram no quarto e fecharam a porta. Muitos móveis foram derrubados no meio do trajeto, enquanto as roupas rapidamente sumiam de seus corpos e eram deixadas jogadas pelo chão. Estavam apenas de peças intimas quando pararam encima da mesa, Sakura já bastante ofegante. Sasuke ainda estava normal. – Vem, vem na mesa mesmo! – ela praticamente gritou com ele. Sasuke já estava pronto para obedecer, quando seu celular começou a tocar desesperado bem ali do lado encima da mesa. Quem foi que deixou aquele maldito celular bem ali? Estamos precisando demitir algumas pessoas dessa produção aqui. – Eu preciso atender. – disse ele, no meio de um beijo que Sakura não queria largar. – Deixa isso pra lá. – pediu ela, se agarrando mais ainda ao corpo do marido, que por sinal estava muito quente. E nesse chove não molha, o celular não parava de tocar, Sasuke já estava achando que ele estava até tocando mais alto do que o normal, como se estivesse gritando “me atende, me atende”. Quando se deu conta e olhou para a tela, viu que realmente já deveria ter atendido o telefone. – É o encarregado da minha empresa. – disse ele, tentando aos trancos e barrancos se soltar dela, ela parecia um chiclete quando prega no cabelo – Eu realmente preciso atender! – ele quase gritou com ela. E depois de fazer muita cara feia, ela acabou se soltando dele. Sasuke foi correndo atender o telefone, e ele pegou o celular como quem pega uma bomba que pode explodir a qualquer momento. – Alô. – disse ele, não sabia se estava com raiva, ou preocupado. Pois tinha pedido ao seu encarregado que só ligasse em situações de completa emergência. – Desculpa chefe, mas o senhor me pediu para ligar se alguma coisa muito importante acontecesse, e aconteceu. Sabe aqueles momentos em que o coração bate oito vezes no mesmo segundo? Eu também não, só queria comentar mesmo. – O que aconteceu? – A dona babá sofreu um enfarte. Ele deixou o celular ir direto para o chão, nem quis ouvir mais nada, aquilo foi um choque muito grande pra ele. Seus olhos se encheram de água, e pela primeira vez até então, Sakura viu seu marido chorar. Dona babá, era como os funcionários chamavam a mulher que criou Sasuke, a babá dele, que já estava ficando velha, o que preocupava muito Sasuke, e agora com essa noticia, ele nem sabia o que fazer. Aos poucos, foi se sentando na cama, pensativo, sozinho consigo mesmo, enquanto Sakura o olhava sem entender o que estava acontecendo. O moreno entrelaçou seus dedos entre os negros cabelos de sua cabeça, estava pensativo, triste e quem sabe, se sentindo sozinho, não era todo dia que algo assim acontecia com alguém que a gente ama tanto. Sakura se aproximou devagar, ainda sem entender muita coisa, ele ainda não tinha falado nada e ela não sabia o que tinha acontecido, mesmo assim, sabia que tinha sido algo de muito r**m para ele estar assim, pois o moreno tinha cara de quem era duro na queda. – Sasuke, o que houve? – ela perguntou, ainda um pouco distante. – A minha babá, que me criou desde que nasci, ela, ela sofreu um enfarte. – ele respondeu ainda tentando conter o choro na garganta, mas não estava conseguindo disfarçar o choro. Sakura o abraçou pelas costas, também estava triste, não queria que ele ficasse assim, não queria vê-lo chorar, e logo agora que tudo estava começando a se ajeitar, ter passar por um momento desses logo no inicio do casamento, era algo que eles não mereciam, algo que ninguém merece. – Chora não, vai ficar tudo bem. – disse ela, ainda o abraçando pelas costas. – Sakura, eu estou assustado, não sei como agir. Ela sabia que ele estava m*l, por mais que aquele casamento fosse só de mentirinha, ela ainda se sentia muito ligada a ele, sentia empatia por ele, e sentia m*l por saber que ele estava m*l, não importava que relação eles tivessem entre si, o que importava era que aquele era seu marido e que ela queria o ver bem. – Só me abraça, eu prometo que assim fica mais fácil. – foi a ultima coisa que ela disse antes de ser envolvida nos braços dele. E ali com ela, ele percebeu o quanto se sentia sozinho antes, e o quanto precisava de abraços assim. E dentro do avião, no caminho de volta, o clima ainda era de pura tensão, Sasuke já não tinha mais uma única unha para roer, já estava a ponto de tirar o sapato e roer as unhas do pé, só não fez isso porque tinha muito publico presente no ressinto. Quando chegaram de volta ao país, foram direto para o hospital, onde encontraram, Miro, o encarregado que havia ligado para Sasuke, para informar a respeito do enfarto, e ele estava com uma cara de quem queria sair correndo dali a qualquer momento. Sasuke ainda estava muito cabisbaixo, e Sakura ao lado dele fazia o seu papel de esposa preocupada e companheira, ou seja, ela estava agarrada no braço dele morrendo de medo de se perder dentro daquele hospital enorme. – E aí, chefe, como é o que o senhor tá? – esse era o super educado Miro, que veio lhe perguntar com as melhores intenções do mundo. – Cadê a minha babá? – e foi assim que o moreno retribuiu, nossa, ele é tão delicado. E com o rabinho entre as pernas, ele levou o chefe até o quarto onde a babá estaria internada. Sasuke ainda estava com o coração batendo na batata da perna, e Sakura lá do lado quietinha sem dizer uma única palavra. E lá estavam eles, diante de um leito de hospital, escutando o sereno bipe dos aparelhos ligados ao nobre ser que jazia deitado naquela fria cama. Não era uma bela cena de se ver, e os momentos dramáticos se misturavam aos ares de quietude. Isso até o silencio ser quebrado, pela leve e calma voz de Sasuke, na solene e inspirada frase. – Miro, você é i****a? – foi o que ele perguntou, estava até então muito sereno e calminho. – O que foi patrãozinho? – Miro perguntou estranhando a estranha pergunta do chefe. Sasuke se manteve calmo por mais dois segundos, e enquanto ele começava a ficar vermelho, Sakura foi aproveitando para tomar distância dele. e no momento seguinte, ele explodiu. – ESSA NÃO É A MINHA BABÁ! – gritou ele. A coitada da enfermeira que ia passando na porta tomou um susto que derrubou a bandeja dos remédios com tudo – Você me fez voltar de Paris às pressas pra me mostrar uma velha que eu nunca vi na vida? Os segundos seguintes foram de pura tensão, onde o pobre empregado buscou forças dentro até de seu esôfago para então admitir que realmente havia cometido uma gafe daquelas. – É mesmo? – ele até tentou disfarçar, mas não tinha como. – Estamos em um hospital, eu não vou te matar aqui, pois sorte sua que eu ainda tenho educação. – falou Sasuke, calmamente enquanto buscava uma paciência que ele não sabia se tinha ou não. – Mas eu não tenha educação! – gritou Sakura enquanto partia em cima do pescoço do mesmo com todas as forças que tinha – Seu i****a, estragou a minha Lua de Mel! – gritava ela enquanto tentava esganar o pobre funcionário.   (...)   Já dentro do carro, Sasuke ainda não tinha dito uma palavra para Sakura, a rosada nem ligava, estava muito satisfeita de ter apagado o encarregado de Sasuke, e de ter arrancado um tufo enorme de cabelo dele, considerava aquilo como sua vingança. E lá estavam eles, no estacionamento do prédio onde passariam a morar, ou melhor, para onde Sakura estava se mudando, Sasuke já morava lá. E na recepção, ela já estava ficando abismada com tudo aquilo, é, morar num lugar daqueles ia ser uma maravilha. – Jaime, esta é Sakura, minha esposa, preciso de uma cópia das chaves do meu apartamento. – pediu ele, agora ele parecia ter educação. Jaime não tinha cara de japonês, e nem nome, devia ser um daqueles imigrantes que as pessoas arranjam nos portos. Novela sem imigrante não é novela. – Aqui está, Sr. Uchiha. – disse o home, entregando as chaves para ele. – Obrigado. E logo estavam dentro do elevador, subindo para o ultimo andar, que era onde Sasuke já morava. Vocês tinham que ver a cara da Sakura, havia gostado mais daquele prédio do que o de Paris. Ela estava muito ansiosa enquanto Sasuke destrancava a porta de casa, louca para conhecer onde moraria. E quando a porta abriu... Sakura está D-E-S-M-A-I-A-D-A! Aquela era a casa mais bonita que ela já tinha visto em toda a vida dela. Os móveis muito bem organizados, tudo em preto e branco, e ainda tinha um lustre lindo no meio do teto – onde mais seria? – da sala. Os sofás pretos, a mesinha branca, a televisão que era maior do que a porta. Tudo era tão lindo! – A sua casa é linda! – elogiou ela, enquanto andava e babava por todos os cantos da sala. Sasuke já estava acostumado a receber esse tipo de elogio, ele realmente tinha muito bom gosto, isso ninguém podia negar. – Vem conhecer o nosso quarto. – chamou ele, agarrando ela pelo braço, antes que babasse no sofá. Sakura – mesmo abobada – foi com ele conhecer o tal quarto, e sim, mil pensamentos maliciosos já estavam surgindo na cabeça dela, essa mulher é ninfomaníaca, só pode! E assim como a sala, tudo ali era preto e branco, porém tudo maravilhoso. A cama preta, a colcha branca, o travesseiros pretos, a mesa branca, a televisão que também era bem grande, e mais um monte de coisa que se eu fosse relatar não tinha papel suficiente no Word Pad. – Gostou? – olha que pergunta i****a que ele fez. – Eu amei! – ela respondeu se jogando na cama com todo o peso que tinha, e era tão macia que ela se sentiu deitada em uma nuvem. Sasuke sorriu de lado, era parecia uma menina, pois mais que não fosse mais tão jovem assim. Sim, ela era uma maluca, mas ele já estava aprendendo a gostar dela daquela maneira, simples e elegante, estranha e ao mesmo tempo comum, calma e agitada. Ela era tudo que ele ainda não tinha conhecido. Com esses pensamentos ele se sentou ao lado de onde ela estava. Sakura também se sentou e aconchegou-se ao ombro do moreno, sorridente ela o olhava de canto de olho, ele era tão bonito, insuportável, mas era tão lindo que os olhos dela brilhavam só de olhar pra ele. – Estou cansada, vou tomar um banho para dormir. – disse ela, se levantando e já tomando o rumo de onde ela julgava ser o banheiro. No caminho ela já estava tirando a roupa, e quanto entrou no banheiro só estava com a calça e o sutiã, Sasuke estava olhando e nem disfarçava. Ah, mas até que ela gostou de ver que ele ficava olhando pra ela enquanto ela se despia, até tirou a calça na porta do banheiro pra ele ver ela só de calcinha. Por sorte ali era mesmo banheiro. E depois de tirar o restante da roupa que ainda vestia, ela deu de cara com uma enorme banheira, seus olhos brilharam, sempre quis tomar banho em uma banheira daquele tamanho. Sem pestanejar ela já foi ligando as torneiras e procurando os sais de espuma – que encontrou dentro de um pequeno armário que havia embaixo da pia – não demorou para a banheira encher, já que eram muitas torneiras. Então logo ela entrou, sentindo a água quentinha acomodar seu corpo. E enquanto relaxava, ouviu a porta abrir, como só havia mais uma pessoa na casa, seu sorriso se abriu automaticamente, e você sabe de que sorriso estamos falando. A visão daquele lindo ser peladinho como veio ao mundo na sua frente era magnifica, sim meus queridos, Sasuke Uchiha era um tremendo gato. – Olha só o meu marido! – disse ela, enquanto olhava pra ele com aqueles olhões arregalados que só ela tinha – Vem, a água está ótima!  Ela esperava que ele entrasse na banheira logo de cara, mas ele não fez isso. Na verdade ele só se sentou atrás dela, na beirada da banheira, ta, ela ficou meio decepcionada, mas não era nada que ela não conseguisse resolver. Ele segurou os cabelos da mesma, os colocando para trás, era uma sensação deliciosa, e quando ele começou a fazer uma massagem em seus ombros, Sakura se sentiu nas nuvens, ótimo Sasuke, esse casamento já estava começando a melhorar de figura. – Por que você enrola tanto? – ela perguntou se deliciando ainda com os toques – Você tem um p***o enorme, é um tremendo gato e sabe me agradar muito bem. Qual é o problema? Por que não quer t*****r comigo? Você é r**m de cama? Era cada pergunta que ela fazia, porém Sasuke estava muito calmo. Gente, esse é Sasuke Uchiha, quando foi que vocês ouviram falar de um Sasuke Uchiha r**m de cama? – Tenho de que quando transarmos você vai gostar. – disse ele, muito calmo ainda. – E qual é o problema? Eu sou o problema? – Claro que não, você é linda. – ele respondeu, enquanto soltava os cabelos dela, e lentamente também entrava na banheira. – E quando vamos consumar nosso casamento? – ela perguntou o olhando de cima abaixo, enquanto ele lentamente se encaixava no meio de suas pernas e se aproximava colando cada vez mais seus corpos, a ponto dela sentir o m****o já rígido do mesmo tocar sua entrada, certas vibrações tomaram contra de seu corpo naquele momento. – Que tal agora? 
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