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856 Palavras
23:59 — Não consigo dormir sem antes escrever a doideira que foi esse jantar, diário. Gulliver está "amassando pão" com suas patinhas fofas sobre o edredom e ronronando. Mas não posso fazer carinho nesse gato enquanto escrevo! Mas vamos falar sobre o jantar. Eu cheguei e já estavam todos a mesa, e ao lado de Vicent havia um lugar vago para mim. Era uma mesa redonda. Havia três casais, digo, casais de verdade, pois fossem levar em conta Vicent e eu, seríamos quatro. Uma das mulheres sorriu ao me ver. "Aí está você!” olhava para mim. “Hacker falou tanto a seu respeito que acho que todos nós estamos curiosos para conhecê-la". Mal* me sentei e já jogaram uma bomba no meu colo. Era estranho ver Dr Hacker com aquela cara de garoto mas já envolto por pessoas bem mais velhas. E todos pareciam levá-lo a sério ali, apesar da pouca idade dele. Olhei para Dr Hacker e ele bebericava seu suco. Ele não bebe álcool?. Eu acho que vi o suor correndo na testa dele. Certeza de aquele médico metido* achou que eu ia sair falando uma penca de bobagens para os investidores a mesa. Pois eu ia provar que sou muito boa no que me proponho a fazer. "Boa noite a todos " eu disse começando. Na dúvida, sempre comece cumprimentando geral. Quebra o gelo. "Doutor Hacker..." Eu tossi. Se era eu a "noiva" dele não deveria chamá-lo de doutor. Aí consertei o mais rápido que pude. "Quero dizer, Vicent falou muito de mim, é?". Sorri forçadamente perguntando. "Sim, menina. E confesso que é mais bonita do que ele descreveu" disse um velho de barba. Vestia um terno que pela aparência provavelmente custou um rim. Depois olhei para Vicent. Ele havia dito que eu era bonita??? Que desaforo! Mentiroso para um caramba. Vontade* eu tive de falar para aquela gente como doutor Hacker age com suas assistentes. Será que judeus iam gostar de fechar negócios com um homem a*******e* e metido? Se bobeasse, eu até mentiria dizendo que ele é ateu... Ou melhor, que ele queimou o livro sagrado dos Judeus... Pior ainda, ia falar que ele é cristão. Ia fuder* com o jantar dele, seria uma bela vingança. Não seria? "Liliana, meu amor? Está tudo bem?" Vicent me olhava com um riso amarelo. "Oi, o que houve?" Respondi saindo dos meus pensamentos sacudindo a cabeça. Vicent sorria apreensivo. "As pessoas querem que você conte como nos conhecemos. Eu adoraria fazer isso, mas acho que você se sairia melhor, meu bem!" Observei aquelas pessoas me olhando sorridentes a mesa, esperando que eu contasse sobre um relacionamento que nunca existiu. Até seria fácil se eu soubesse algo sobre Vicent, mas tudo que eu tinha como base era meu ranço que fui capaz de adquirir em pouco mais de quarenta e oito horas desde que o conheci. E por que diabos* aquela gente queria saber de algo que não tinha nada a ver com contratos? "Como nos conhecemos, é?" Eu ri sem graça. Se forçasse mais talvez tivesse parecido timidez e não demência. "Ah, vou te ajudar, então. Comece contando sobre o passeio no parque, meu doce" Disse Vicent. "Ah, o parque...! Amo parque... Verde, grama... Lembro que... Bem, que você pisou no meu pé (?)" franzi a testa ao olhar para ele, quase que perguntando ou implorando tipo "Me ajuda, m***a*. Tu quer me ferrar??????" "Ah, meu amor..." Vicent riu sem graça. "Melhor dizer que foi no dia em que impedi você de tropeçar numa poça de lama... A salvei, e cuidei de você, lembra?... Admita que eu a tornei uma pessoa melhor" Dr Hacker ria de sua piada juntamente com os demais. Que p***a*esse cara tava pensando???? Obs: credo, eu tô falando muito palavrão, né? Foda*-se! Eu mereço descontar minha raiva* em algo. Minha v*****e* era de enfiar o dedo na goela e vomitar nele. "Que lindo! Que romântico. Vocês dois parecem formar um casal muito feliz" o sorriso daquela senhora estava lá preso na cara dela desde que eu cheguei. De início achei simpática, mas depois ficou assustador. S pessoas precisam aprender a usar botox com consciência. "Mas somos cheios de problemas" Eu disse sem pensar, movida pelo ódio* "Bem, como qualquer casal" Vicent colocou a mão dele sobre a minha e apertou com força. A palma da mão dele estava úmida e gelada. Ele suava frio, Aquele cretino. Estava tão nervoso quanto eu. “Samir e eu passamos por adversidade no namoro também” a botoxicada sorria. “Ah, mas como Vicent? Creio que não “ eu liguei f**a*-se .“Esse amorzinho de homem as vezes quer mandar em tudo e…” “Liliana, experimenta esse aperitivo, olha que gostoso” Dr Hacker colocou um pequeno pastel na minha boca. “Pobrezinha*, quando ela fica com fome não pensa direito”. disse ele apreensivo. Por mim eu teria cuspido a comida, mas o olhar incisivo do meu chefe me lembrou algo importante: ele é meu CHEFE. Então engula o orgulho junto com o pastel e fique fria, Liliana. Mas o jantar tava longe de ter fim. Oh, Gosh!!!!! :(
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