A voz de Jerónimo era como um eco sutil que chegava aos ouvidos de Gabriel, porque a sua mente e o seu coração estavam em outro momento no tempo, um momento que lhe trazia uma lembrança amarga que sentia queimar a sua alma. Porque estar ali, trancado naquelas m*alditas paredes, que ele sentia serem seu próprio infer*no, porque foi onde, quase dois meses atrás, ele perdeu a cabeça e machucou cr&uelmente a mulher que amava. Aquela lembrança começou a torturá-lo, e o seu ódio por si mesmo naquele momento aumentou à medida que ele se lembrava de cada palavra que havia saído da sua boca. — Eu não apenas a desprezei, como também a tratei como uma plebéia e neguei o meu bebê. Comentou com a voz entrecortada, tomando outro longo gole de licor. — Enquanto eu gritava com ela com desprezo, ela me ol

