O ar dentro de meus pulmões queimavam, senti uma agulhada interna e a dor me fez abrir os olhos, me deparando com uma poça de água, onde minha cabeça estava socada dentro. Levantei a cabeça assustado, puxei o ar e respinguei com a barba e o cabelo encharcados, caindo em seguida, notando que eu estava dentro de um banheiro e banheira cheia de água era meu acesso mortal. Tentei entender o que estava acontecendo, e me deparei com Sore, logo atrás, sentada em uma cadeira, de pernas cruzadas, bem vestida e fumando, calmamente. — Bom dia, docinho. Acordou? — limpei a água da minha cara, apoiei minhas costas na beirada da banheira e ela puxou um pano sobre a pia, tacando-o na minha cara. — Se seca aí, como não deu tempo do tranquilizante acabar o efeito, eu tive que acelerar o procedimento.

