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Minha Vida Com Nate Parker

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Sinopse

Isabel Mori é uma jovem estudante de direito que vive uma vida simples junto aos seus pais. Ela vê sua vida mudar completamente quando ela conhece Sarah Parker e seu irmão Nate. Isabel e Nate logo começam uma relação, e o que parecia ser um conto de fadas aos poucos vai se revelando uma relação muito perigosa. Bel não se dá conta, mas seu pior pesadelo está prestes à começar, além disso todos querem saber se a morte de sua mãe foi um acidente ou um crime..

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Broken Wings
PRÓLOGO - Bom dia á todas! - Bom dia! - As mulheres respondem em coral. - Me chamo Isabel Mori, fui vítima de violência física e psicológica em meu último relacionamento. E depois de quase três anos após o fim da relação e há um frequentando este grupo, somente agora eu realmente me sinto pronta para contar minha história. Ele era o que muitas chamariam de " Príncipe Azul", Sarah havia insistido muito para que eu conhecesse o seu irmão Nate, ela dizia que só de olhar para minha cara ele me daria uma vaga de estágio, o que seria um sonho para mim. O que eu não sabia, era que iríamos nos apaixonar quase que instantaneamente. Sim, porque eu acredito que algum dia ele me amou, em algum momento ele realmente me amou. Eu não sei dizer a vocês em que momento as coisas começaram a mudar, mas ele costumava cuidar de mim e meus pais sentiam confiança nele. Alguns pais têm a sensibilidade de perceber quando algo não vai dar certo, porém eles não viam nada demais. Mamãe chegou a dizer que eu deveria dar valor para homem que eu tinha ao meu lado e não ficar procurando problemas aonde não tinha. Isso foi no dia em que ele me trancou em casa para que eu não fosse ao aniversário de Sarah. Caramba, ela era a irmã dele! Ele dizia que ela era a má influência da família, eu não concordava com isso. Ela era a melhor amiga que alguém poderia ter, e por inúmeras vezes ela tentou me alertar e esse era principal motivo dele querer nos afastar. Eu não sei como essas coisas vão acontecendo sem que a gente perceba, de fato eu não sei. Quando eu me dei conta estava lutando pela minha vida numa cama de hospital, eu tinha uma perfuração grave no pulmão por conta de algumas costelas quebradas. É, ele passou com o carro por cima de mim. Mas não pensem que foi assim que tudo começou, porque não foi. - Tem certeza de que quer continuar querida? - Pergunta a Senhora Romero. - Tudo bem! - Respondo. Eu vou partir do princípio de tudo. Eu conheci Sarah nas férias de verão, verão em modo de dizer, pois a cidade está sempre úmida e fria. Não lembra em nada o verão da Califórnia. Eu sempre quis morar na Califórnia, eu tinha a idéia fixa de que quando me formasse era para lá que eu iria e levaria meus pais comigo. Eu imagina o papai sentado na beira do mar lendo o seu jornal e mamãe recolhendo conchas para um colar, ela era ótima com trabalhos manuais. Eu abriria o meu próprio escritório e no final de um longo dia de trabalho, eu conseguiria ver o pôr do sol, o caloroso pôr do sol na praia. Isso não foi possível como vocês devem imaginar. Houve um tempo que Nate fez esse sonho parecer tão ridículo que eu cheguei a pensar que realmente era. Mamãe já partiu desse mundo, então eu nunca vou vê la pegando as conchas do mar. É isso que acontece quando deixamos alguém nos manipular, perdemos as coisas e os momentos que realmente são importantes. Mas, como eu ia lhes contando, no começo tudo era perfeito entre nós, eu estava vivendo um sonho. Os namorados das minhas amigas não fizeram nem um terço das declarações e provas de amor que Nate fez para me conquistar. Hoje eu sei que isso não significa nada. Entretanto, naquela época eu não enxergava isso. É difícil entrar na cabeça que aquela pessoa que exageradamente diz que te ama na frente de todos, que sente ciúmes de você e que aparece de repente nos lugares para te fazer uma surpresa, vai de alguma maneira te machucar. É engraçado, eu sei o que vocês estão pensando nesse momento, que todos esses já eram indícios de uma pessoa possessiva e manipuladora. Mas quem aqui têm o direito de me julgar dizendo que eu deveria ter percebido? Qual de vocês aqui perceberam quando estavam em meu lugar? A gente só quer acreditar na pessoa que amamos, não é mesmo? Voltando ao meu discurso, Sarah e eu nos tornamos amigas de imediato, ela era engraçada, sentou se no balcão e pediu um café duplo. Na mochila que ela carregava havia alguns broches, broches de filmes, séries e bandas, porém um deles me chamou atenção: Parker's Advocacia, era isso que estava escrito. - Você é advogada? - Perguntei. - Deus me livre! - Ela responde e soltando uma gargalhada contagiante. - Desculpe. Na verdade meu irmão que é advogado, ele têm uma agência no centro. - Eu leio com mais atenção e consigo associar. - Parker? É uma agência das grandes não é? - Dizem que é a melhor de Floratta. - Sarah se gaba me tirando um sorriso. - Eu sou estudante de direito, me formo no final do próximo semestre. - Sarah arqueia uma sobrancelha. - Mas uma que vai desperdiçar a vida resolvendo os problemas alheios. - Você estuda o quê? - O comportamento dela me deixou curiosa. - Veterinária. Vai por mim os animais são bem melhores que os humanos. - Devem ser sim. Respondo. - Bel, é esse seu nome? Ela havia lido meu crachá de identificação. - Na verdade é Isabel. - Sarah faz uma cara feia e diz: - Prefiro Bel, eu sou Sarah. Sarah Parker. - Muito prazer Sarah. - Eu posso te levar um dia desses a empresa do meu irmão, não sei, para de repente você ver como as coisas funcionam na vida de um advogado e desista de ser uma. - Ela ri. - Eu adoraria, isso poderia me ajudar muito na conclusão do curso. - Ótimo, eu vou falar com Nate. - Ela coloca o dinheiro do pagamento no balcão e se levanta para ir embora, quando parece se lembrar de algo: - Eu não sei se te interessa, mas a agência oferece um programa de estágio. Eu posso ver isso para você. - Você está falando sério? Isso seria genial! - Anote aqui o seu número de telefone. - Ela me entrega um papel e eu pego a caneta que está no bolso da minha camisa. Anoto e lhe devolvo. - Eu te ligo, Bel. - Muito obrigada, eu aguardarei ansiosa. ************ Eu cheguei a pensar que ela tinha dito aquilo para ser gentil, havia se passado três semanas desde que nos conhecemos na Broken Wings e nenhum sinal de Sarah. Até que num domingo de folga, enquanto eu e mamãe preparávamos o almoço recebo uma ligação, era ela. - Você tem uma entrevista com Nate amanhã às dez. - Às dez? Eu preciso avisar no trabalho que chegarei mais tarde. - Faça isso. - Estou tão nervosa. - Fique tranquila eu estarei presente. Por favor, chegue no horário, o meu irmão odeia atrasos. - Estarei lá pontualmente. Até breve! Eu não conseguia acreditar que eu poderia ter a chance de trabalhar na Parke's, claro se eu passasse na entrevista. De repente me senti nervosa: - O que eu vou vestir? O que eu vou dizer? - Você é linda de qualquer jeito querida, é só ser você mesma. Tenho certeza de que se sairá muito bem. - Mamãe tenta me tranquilizar. Aquele seria o meu primeiro encontro com Nate Parker, o meu agressor. A partir dali a minha vida nunca mais seria a mesma. Se eu tivesse o poder de voltar no tempo, jamais teria ido naquela entrevista, por outro lado eu não seria quem sou hoje e nem estaria aqui contando minha experiência à vocês. Eu procurei alguma roupa que não parecesse tão formal e nem tão casual, isso resultou numa calça de sarja preta e um suéter verde escuro. Como vocês sabem, por mais que seja verão, em Seattle é quase sempre gelado por conta de tanta umidade. Prendi meu longo cabelo cor de avelã em uma meia trança, dava um ar mais sofisticado, passei um pouco de maquiagem apenas para disfarçar as olheiras e dar um pouco mais de vida para meu rosto pálido de nascença. Mamãe me desejou boa sorte, papai não me viu sair, ele estava na garagem consertando o aquecedor pela milésima vez. Cheguei pontualmente às dez, a moça da recepção pediu que eu aguardasse em uma pequena sala, ela também me deu um crachá de visitante. Eu estava muito ansiosa, acho devo ter tomado umas três xícaras de café. Até que com quinze minutos de atraso, a moça da recepção vêm me buscar: - É a sua vez. - Ela diz. Sou direcionada para uma sala bem maior e muito elegante, a moça abre uma segunda porta e lá estavam eles. Sarah e Nate se levantam ao me ver entrar. Ele é moreno, alto e têm os olhos esverdeados, ao contrário da irmã que é de um ruivo resplandecente. - Seja bem vinda senhorita Mori. - Ele diz com um sorriso arrebatador. Eu tremo o corpo inteiro, e minha voz quase não sai: - Obrigada, é um prazer estar aqui. - Não seja tímida Bel, sente se. - Diz Sarah com toda sua irreverência e eu obedeço. - Desculpe o atraso senhorita Mori. - Isabel, por favor. - Nate pára me analisando antes de continuar a falar. - Isabel, a demora foi por conta de que o outro candidato não soube ouvir um " não ", como resposta. Confesso a vocês que naquele momento eu fiquei com um certo medo de também levar o tal " não " como resposta. - E você Isabel, sabe levar um "não" como resposta? - Ele pergunta num tom misterioso e Sarah parece não gostar muito de sua jogada. Eu respiro fundo e lembro dos conselhos de mamãe: - Eu acho que essa foi a palavra que mais escutei durante toda a minha vida. - Respondo. Sarah leva a mão na boca tentando segurar sua famosa gargalhada e Nate abre um sorriso cintilante. Minha resposta bem humorada o pegou de surpresa. " Seja você mesma", esse era o principal conselho dos meus pais, e em algum momento eu esqueci desse dele, e isso contribuiu muito para que eu chegasse ao fundo do poço. A minha vida com Nate Parker, foi o pior pesadelo que alguém pode ter.

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