Não, eu não poderia lídar com aquilo, eu estava recomeçando, papai estava recomeçando. Porquê? Depois de tanto tempo ele reaparece com suas ameaças.
- É algum presente de Sarah? - Pergunta papai entrando com cautela em meu quarto.
- Sim, ela me mandou de Londres. - Minto e lhe mostro um sorriso forçado.
- Sente muita falta dela não é mesmo? - Ele pergunta sentando se na beira de minha cama.
- Sinto muita, ela é minha melhor amiga. - Falo sem ter muita certeza, pois a tempos não tenho notícias de Sarah.
- Sei que tudo pelo qual passou possa ter te tirado um pouco as ilusões e os sonhos querida. Mas sempre é tempo para recomeçar e você já está fazendo isso, indo a terapia, ajudando outras moças e logo Brad estará de volta.
- Sim, o senhor tem razão. - Agora dou um sorriso verdadeiro ao lembrar de Brad, se não fosse por ele eu não estaria aqui tentando me refazer. Eu não poderia contar para o papai ou para ele que Nate estava dando sinal de vida, por outro lado, precisava localizar Sarah, ela precisava me ajudar.
Entretanto, eu não saberia por onde ela andava e não tinha tamanha frieza para ir à casa dos Parke's. Cheguei a pensar em ignorar o presente enviado por ele, talvez ele só quisesse me tirar a paz.
Nate desapareceu depois do que houve com a mamãe e comigo, embora a polícia dissesse que não sabiam nada dele, eu penso que com o dinheiro é influência que ele tinha, havia encontrado um jeito de viver nas sombras.
Quando me casei com Nate achei que viveria o mais belo dos romances, ele era tão incrível. Me fazia rir, me fazia sentir segura, mas eu não estava. Estava debaixo do mesmo teto do meu silencioso agressor, igualmente silenciosa era a sua ameaça em forma de música, a mesma que tocava quando me agredia. Fosse no carro ou em nossa casa.
Agora eu estava sozinha, sem a mamãe, sem a Sarah e principalmente sem Brad. Meu fiel protetor.
- Ah Brad, porque me deixou aqui sozinha?