Franciele Narrando Saí do café com a Luiza segurando minha mão, mas minha cabeça ainda tava latejando com as palavras do Carlos. Ele nunca soube me ouvir, nunca tentou entender meu lado. Só sabia apontar o dedo e agir como se fosse o dono da razão. Respirei fundo, tentando não deixar a raiva tomar conta. Não queria que a Luiza percebesse o quanto aquela conversa tinha me mexido. — Mãe, o pai tá muito bravo, né? — a voz dela veio baixinha, como se tivesse medo da resposta. Apertei a mão dela com carinho. — Ele só tá preocupado, filha. Mas tá tudo bem, não precisa se preocupar com isso. Ela ficou quieta, pensativa. A gente entrou no carro e eu tentei dirigir com calma, mesmo sentindo a tensão crescer dentro de mim. Eu sabia que o Carlos não ia deixar isso quieto. Ele sempre teve essa

