CAPÍTULO 49

599 Palavras

Hannah A primeira manhã sozinha chega silenciosa. Acordo sem o peso de passos no corredor, sem portas batendo, sem o som distante de vozes que não me pertencem. O sol entra tímido pela janela do apartamento do meu pai, iluminando um espaço que ainda não tem marcas minhas e talvez seja exatamente por isso que ele me acolhe tão bem. Faço café devagar, sentindo o cheiro preencher o ambiente, Não tenho pressa. Pela primeira vez em muito tempo, não preciso me encaixar no ritmo de ninguém. Levo a xícara até a varanda e me sento, a mão repousando sobre a barriga. — Só uma semana — murmuro. — Só nossa. Os dias passam com uma leveza estranha, quase culpada. Saio para caminhar no início da manhã, quando a cidade ainda está despertando. Conheço Dona Lúcia, uma senhora do prédio ao lado,

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