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O Santuário do Dono: Sob a Lei do Crime

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Sinopse

Antonella achava que conhecia o inferno, até ser vendida pelo próprio padrasto para um leilão de virgindade no coração da elite do Rio de Janeiro. Mas ela não estava sozinha. Com a pequena Bella nos braços e a promessa de salvar também Kiara e a pequena Manu, ela planeja uma fuga desesperada pelos dutos de ventilação de um hotel de luxo.

O que ela não esperava era que o seu único refúgio seria o porta-malas de um SUV blindado pertencente aos homens mais temidos do Complexo da Caveira.

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ANTONELLA
OITO MESES ATRÁS Meu nome é Antonella e moro no Morro do Desterro - um lugar que foi abandonado por Deus e que não tem facção, não tem lei - cada dia é um dono de morro novo, não tem ordem. Era cada um por si, e quem sofria eram as meninas como eu. Sem lei, sem disciplina, só a maldade pura correndo solta pelos becos. Apesar de só ter 17 anos, sinto como se eu tivesse 30, 40 anos. Meu pai, se pode chamar aquilo de pai, Jorge, vivia fazendo dívidas no morro para sustentar os luxos e vontades da minha madrasta, Marlene. Os gritos, os tapas, as brigas não me abalavam mais, minha única preocupação e responsabilidade, era com a Bella - minha irmã caçula que tinha 6 meses apenas. — Eu não nasci para viver nesse buraco, ouvindo choro de criança. Você prometeu que a gente ia sair daqui! — a Marlene berrou, jogando uma revista de fofoca na mesa. Eu estava no quarto com a Bella nos braços, dando mamadeira com o restinho do leite que eu havia comprado. Eu estudava de manhã, deixava a Bella com a Maria - uma senhora que tinha padaria ali no morro e tarde, eu trabalhava com ela. Em troca, ela me dava fraldas e leite. Eu lavava roupa roupa para as meninas, limpava casa aos finais de semana, sempre equilibrando a Bella, a bolsa dela e a minha. Eu não tinha coragem de deixar a Bella com eles. Ninguém cuidava dela, da ultima vez, ela ficou assada porque não trocaram a fralda dela o dia todo. Então, eu sempre levo ela comigo e a maioria das pessoas morro, entende isso. Era sábado e eu precisava ir fazer faxina em duas casas no asfalto. Arrumei a Bella e deixei ela na cama, sentadinha, com as roupinhas simples. Organizei a bolsa, cantava para ela, para tentar diminuir o som dos gritos da Marlene. Como sempre, meu pai nem respondia mais. Ele estava com aquela cara de cachorro batido que eu já conhecia bem. Eu sai do quarto, sem dizer nada. Não adiantava pedir nada para eles. Se eu quisesse que a Bella comesse, eu mesma tinha que dar um jeito. Amarrei um lençol no corpo, fazendo um tipo de tipoia, e encaixei a Bella ali, sentindo o calorzinho dela no meu peito. — Aonde você vai, Antonella? — Marlene perguntou, com aquele olhar de nojo que sempre me dava. — Fazer o que vocês não fazem. Trabalhar — respondi seca, saindo para o sol quente do Rio. Enquanto eu descia a rua quente do morro, usava uma sombrinha para dar sombra a Bella, quando ouvi meu nome. — Ei, Antonella! — um carinha que vendia droga na esquina me chamou. — Leva esse pacote ali na entrada para mim? Te dou dez reais. Olhei para o embrulho. Podia ser qualquer coisa perigosa. No Desterro, se a polícia subisse, não tinha "papo reto". Era bala para todo lado. Até os nóias do morro, me conheciam, sabiam que eu precisava. — Vinte — eu disse, encarando ele. — Vinte porque estou com a bebê e o risco é meu. Ele reclamou, mas me deu as notas amassadas. Guardei o dinheiro no sutiã, sentindo o suor escorrer. Eu odiava aquilo. Odiava o cheiro de esgoto do morro, odiava ter medo de cada esquina. Mas quando eu olhava para o rostinho da Bella dormindo, eu sentia que podia enfrentar o mundo inteiro por ela. Só não imaginava que a loucura da minha madrastra e o desespero do meu pai, tinha passado o limite do imaginável. Quando finalizei as faxinas, estava subindo o morro novamente - como sempre, o cheiro de esgoto, de droga, de sujeira me atingia. Assim que eu cheguei na frente de casa, havia um carro de luxo, estacionado ali na frente. Eu estranhei, porque um carro daquele, naquele lugar, era sinal de coisa r**m e eu estava certa. Eu abri a porta de casa e quando dei por mim, dois homens agararram meus braços, no susto eu gritei e a Bella acordou chorando. — Jorge... o que é isso? Pai! — minha voz saiu falhada, desesperada. Meu pai estava sentada no sofá, com a cabeça baixa. Ele tentou levantar, tentou abrir a boca para falar alguma coisa, mas a Marlene foi mais rápida. Ela deu um passo à frente, com um olhar que brilhava de ganância, e apontou o dedo na cara dele. — Cala a boca, Jorge! Não abre esse bico! — ela gritou, antes de se virar para um terceiro homem que estava parado no canto da sala, observando tudo. — Ela é virgem? — o homem perguntou, com uma voz fria que me deu nojo, enjôo. — É sim, senhor — a Marlene respondeu rápido, com um sorriso cínico, como se fosse uma madrasta exemplar. — Nem na boca essa garota beijou ainda. É pura, do jeito que vocês pediram. Criada no cabresto. Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Minha própria família. Meu pai. Eu tentei me soltar, tentei chutar, mas os homens me seguravam como se eu fosse um boneco de pano. O chão começou a sumir, o ar começou a faltar. Eu tentava entender, mas minha cabeça não permitia. — E a pirralha? — o homem apontou para a Bella, que começou a chorar mais alto no meu colo. O medo de me perder era grande, mas o medo de perder a minha irmã era mil vezes pior. Antes que eu pudesse implorar, a Marlene soltou a frase que destruiu o resto de alma que eu ainda tinha. Foi a frase que me fez voltar para a realidade, como um tapa na cara. — Pode levar a bebê de brinde. Como um presente. Ela só ia dar trabalho para a gente aqui mesmo. O homem deu um sorriso de lado e jogou uma mochila pesada em cima da mesa. O zíper abriu um pouco, e eu vi: era muito dinheiro. Maços e maços de notas de cem que meu pai nunca viu na vida. — Negócio fechado — o homem disse. Ele arrancou a Bella do meu colo com brutalidade. Eu gritei, lutei, usei as unhas e os dentes, mas um dos seguranças me deu um tapa na cara que fez cair. Fui arrastada para fora de casa pelos cabelos, vendo a luz do barraco ficando para trás enquanto o meu pai continuava lá, sentado, trocando a vida das filhas por uma mochila de dinheiro sujo. Me jogaram no banco de trás, entregando a Bella logo em seguida. O motor roncou mais alto e o carro arrancou, deixando o Morro do Desterro para trás. Ali, naquele banco de couro frio, eu entendi: minha vida tinha acabado. E o inferno estava só começando.

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