Kate não sabia o que tinha dado nela. Não podia ter perdido o controle daquele jeito e tinha consciência disso. Ela entrou no banheiro, jogou a bolsa na pia e lavou o rosto o máximo que pode. Precisava clarear as ideias e respirar fundo. Por mais que seu passado fosse algo que ela quisesse manter bem longe e guardado, ela sabia que era uma arma pra conseguir alguma compaixão em Andrew e seus parceiros do crime, se é que existia qualquer resquício de sentimento neles. Mas odiava usar aquilo. Odiava remexer naqueles sentimentos profundos. Odiava se lembrar de quantas vezes na vida foi abandonada a própria sorte. E a única coisa boa que podia dizer que saiu de toda aquela dor e sofrimento, foi conhecer Nicholas, seu anjo da guarda. O homem que a protegeu, alimentou, cuidou. Basicamente, salv

