Dominic não olhou para trás quando saiu do café. Se olhasse, voltaria. E ele não voltava atrás de decisões — principalmente depois de ouvir um não. O ar da rua estava frio, mas não o suficiente para apagar o calor que queimava por dentro. A negativa de Arya repetia na cabeça dele, firme, corajosa, necessária. Ela tinha feito o que precisava fazer. Tinha protegido o próprio mundo. Dominic quase respeitava isso. Quase. O carro já o aguardava na esquina. Matteo estava encostado na porta, postura relaxada demais para quem conhecia o humor do chefe. Bastou um olhar para entender. Não tinha sido um encontro fácil. Dominic entrou no banco de trás sem pressa. — Ela recusou? — Matteo arriscou, depois de alguns segundos de silêncio. Dominic soltou um riso baixo, sem humor. — Recusou.

