Arya não sabia quanto tempo tinha passado desde que Dominic tinha saído do quarto. Minutos. Horas. O relógio na parede parecia se mover devagar demais, como se até o tempo respeitasse o silêncio daquela casa. Ela estava deitada por cima das cobertas, o braço latejando em ondas suaves, suportáveis. A medicação começava a fazer efeito, deixando seu corpo pesado, mas a mente continuava desperta demais. Repetindo. O tiro. O rosto do homem. A voz de Dominic prometendo que ninguém chegaria perto dela de novo. Ela virou o rosto para a janela. O jardim lá fora era impecável. Bonito. Protegido por muros altos demais para que o mundo pudesse espiar. Era para ser tranquilizador. Mas parecia isolamento. Uma batida suave na porta interrompeu seus pensamentos. Arya se sentou imediatamente. —

