XXIII

557 Palavras

A luz da manhã entrou tímida pelas frestas da janela, desenhando linhas pálidas sobre a pedra fria do quarto. Rowena acordou primeiro. Não se moveu de imediato. Respirar fundo demais seria um erro. Aprendera isso cedo: quartos compartilhados exigem cautela. Ajustou a respiração, lenta, controlada mas ainda assim… algo mudou. Ewan percebeu. O Lobo acordara no exato instante em que o ritmo dela se alterara. Não abriu os olhos. Não mudou a postura. Manteve a respiração pesada, regular, como a de um homem profundamente adormecido. Observava sem ver. Testava sem agir. Rowena virou-se devagar. E parou. Por um momento, apenas observou. Ewan parecia diferente dormindo ,não menos perigoso, mas desarmado de propósito. O rosto relaxado suavizava as linhas duras que a guerra desenhara. A pe

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