Os dias seguintes no castelo pareceram cobertos por um véu de silêncio. Não havia música nos corredores. Não havia risos nas cozinhas. Até mesmo os soldados falavam em vozes baixas, como se o som pudesse ferir alguém. O reino inteiro soube da perda. Mensageiros chegaram de vilas distantes com flores, cartas e pequenas oferendas. Camponeses acendiam velas nas igrejas. Mães seguravam seus filhos um pouco mais apertado naquele período. Era como se todos lamentassem junto com seus soberanos. Rowena permanecia em seus aposentos. A curandeira dizia que o ferimento estava cicatrizando bem, mas que ela ainda precisava de repouso. O corte na lateral de seu corpo era profundo demais para ignorar. Mesmo assim, durante o dia, Rowena se esforçava para parecer forte. Sentava-se na varanda do

