Alguns dias depois, o castelo começou a voltar lentamente à rotina. Ainda havia respeito no silêncio dos corredores, mas a vida precisava seguir. Naquela manhã, Rowena se levantou antes do sol nascer. Vestiu-se devagar, ainda sentindo o leve puxar do ferimento quando se movia, mas ignorou a dor. A curandeira não ficaria feliz em vê-la fora da cama por tanto tempo… porém Rowena sabia que precisava daquilo. Precisava respirar. Precisava lembrar quem era. Quando terminou de se arrumar, encontrou Ewan já acordado, terminando de colocar o manto. Ele a observou por alguns segundos. — Tem certeza? — perguntou com a voz suave. Rowena assentiu. — Ficar parada só faz minha mente voltar para… — ela parou por um instante, respirando fundo — …coisas que não posso mudar. Ewan caminhou até ela

