Já era noite quando finalmente ficaram sozinhos. Os corredores do castelo estavam silenciosos, iluminados apenas pelas tochas presas às paredes de pedra. O dia tinha sido longo não de batalhas ou decisões políticas, mas de algo muito mais pesado: emoções. Quando entraram nos aposentos reais, alguns criados já haviam levado para lá todos os presentes que o povo trouxera. A pequena sala ao lado do quarto estava cheia. Caixas de madeira. Cestos de palha. Tecidos dobrados com cuidado. Pequenos brinquedos. O berço talhado pelo carpinteiro estava apoiado perto da janela, onde a luz da lua entrava suavemente. Rowena parou na porta. Por um instante, ela apenas ficou olhando. Ewan permaneceu alguns passos atrás dela, em silêncio. Ele não queria quebrar aquele momento. Rowena caminhou d

