ELLA CLARK
Tão lindo e tão arrogante, é a prova que nada nesse mundo é perfeito:
- Eu não perdi nada em você se você quer saber. - Digo arrogante, assim como ele. - Mas olhar não tira pedaço. - Murmuro pra mim mesma.
- É querida, olhar realmente não arranca pedaço, mas tem uma coisa que adoro fazer que arranca outros tipos de sensações. - Diz malicioso. É assim que eu gosto, direto ao ponto.
- Acho que gosto da mesma coisa. - Digo mordendo o canto do lábio inferior para conter a vontade de pular em cima dele e beijá-lo até perder o fôlego. Deus que pensamentos impuros esses os meus.
- Bem direto você, e eu gostei disso. Mas como ainda é cedo... vamos deixar o prazer para mais tarde. - Digo com um sorriso de canto e meus olhos queimando em desejo ao ver esse homem. - Vamos dançar um pouco?
- Claro.
Viro de costas pra ele e o mesmo enlaça os braços na minha cintura, andamos assim até a pista de dança já ocupada por vários casais. Chegamos no meio da pista, quando começa a tocar Beyonce - Crazy in love. Me viro de frente para o homem (eu não sei o nome então vou chama-lo de Deus grego), puxo ele pelo colarinho da camisa encostando nossos lábios, fecho os olhos e deixo rolar, ele atravessa os braços pela minha cintura me apertando contra seu corpo, sua língua explora todas as partes da minha boca e eu faço o mesmo com ele, ele suga minha língua e nesse momento não tem como negar que uma corrente elétrica atravessou nossos corpos o que particularmente me fez esquecer que tinha mais pessoas naquele lugar. A sensação é tão boa que nem percebi que saímos da pista de dança e que estamos em um corredor um pouco afastado onde a música ecoa fracamente, o que nos dar uma sensação de proibição, que só deixa o clima mais quente, ele me encosta na parede e gruda nossos corpos fazendo com que não haja mais espaço entre nossos corpos, o beijo cada vez mais quente o que me dá mais vontade de ter o mesmo comigo essa noite, e a última coisa que vou fazer é esperar até mais tarde:
- Gato, esquece o que eu disse sobre mais tarde, desse jeito mais tarde só vai ter restado de mim as cinzas. - Digo pelo fato de o clima estar quente ou melhor fervendo.
- Esqueço com o maior prazer. - Sinto a malicia no final da frase, o que só atiça mais meu desejo pelo Deus Grego.
- No carro, no meu apartamento ou na sua casa? - Pergunto me referindo ao lugar da transa.
- No carro, o que está mais próximo tem prioridade. - Sorri pervertidamente para mim.
- Concordo.
Nos dirigimos ao carro na garagem de Natalie, e ainda bem está fazia, ele me puxa para o seu carro de vidros pretos para facilitar a coisa. Abrimos cada um sua porta e depois travamos as mesmas, os vidros já estão fechados. Começamos a nos atracar no carro, nos beijamos loucamente, ele traça uma trilha de beijos e mordidas da minha boca ao lóbulo da orelha. Sento em seu colo prendendo sua cintura com as pernas, ele chupa meu pescoço e eu jogo a cabeça para traz abrindo mais espaço para o seu ato, suas mãos deslizam pelo zíper do meu vestido deixando que o mesmo caia até minha cintura, ele passa as mãos nos meu s***s por cima do sutiã e depois abre o deixo deixando meus s***s à mostra. Termino de retirar meu sutiã enquanto ele me observa atentamente passando a língua no lábio superior, ele abocanha um dos meus s***s me fazendo gemer alto, coloco meus dedos em seu cabelo o trazendo mais para mim, sua língua chupa meu mamilo, enquanto eu gemo de prazer, Deus Grego beija o espaço entre meus s***s e vai lambendo minha barriga até chegar no umbigo onde suga me deixando com mais desejo ainda, desse jeito vou acabar gozando antes mesmo do prato principal:
- Levante os braços, gostosa. - Diz com um voz rouca que me deixa ainda mais louca de desejo por ele.
Faço o que ele pede e o mesmo tira meu vestido deixando me apenas de calcinha que ele rasga antes mesmo que eu pudesse protestar ele invade minha boca com sua língua e explora minuciosamente cada canto dela. O ajudo a tirar sua calça junto com a cueca, sua ereção é enorme e tem a cabeça rosada, ele pega uma camisinha e me entrega, r***o o pacote com a boca e visto sua ereção com a camisinha, monto em cima dele e começo a me mover lentamente até me acostumar com seu tamanho, quando isso acontece começo a me movimentar rapidamente e os gemidos eram o principal som que ecoava pelo carro. Rebolo em cima de sua ereção ele fica mais duro ainda. Ele me deita no banco do carro e fica por cima de mim começando a estocadas cada vez mais rápidas, sinto que está chegando até que ele dá mais duas estocadas e nós chegamos ao ápice do prazer juntos, meu orgasmo foi tão forte que meu corpo convulsiona em baixo do seu.
Depois de mais três rodadas de sexo continuo, não sei nem se vou conseguir andar amanhã. Nós não falamos nada tudo fica em um magnifico silêncio onde só escutado o som de nossas respirações irregulares. Meus cabelos estão um pouco caídos em meu rosto e grudando na pele pelo suor, meu carro é outro que só cheira a sexo, vasculho tudo a procura do meu sutiã perdido em algum canto por aqui, o encontro embaixo de um banco e o coloco de volta nos meus s***s:
- Me empresta seu casaco, por favor? Colocar esse vestido dentro do carro vai ser um inferno. - Peço, a ele que está se vestindo também.
- Claro, gata. - Ele me entrega seu casaco xadrez de preto com branco.
Coloco o casaco que em mim, mas pareceu um vestido, era realmente essa a intenção. O deus grego já terminou de se vestir e eu também diga-se de passagem:
- Tchau. - Diz saindo do carro.
- Tchau. - Sussurro mais pra mim do que pra ele.
Ligo o carro e vou saindo da casa de Natalie. Não sei por que mas a simples despedida fria que acabei de ter com o Deus grego, me fez ficar triste de alguma forma.
Chego em casa e já vou me jogando na primeira coisa macia que me aparece na frente que é o sofá. Me acomodo no mesmo e deixo meus pensamentos seguirem a ordem que quiserem, quando mesmo sem querer começo a pensar nele, aquele sorriso malicioso no canto da boca, seu olhar magnificamente atraente e seu corpo que por mim eu não me separava nunca mais.
"- Hello, Ella! Ele é só mais uma transa sem compromisso. - Diz meu subconsciente, mas conhecido como a voz da razão."
- É obvio que é só mais uma transa sem compromisso, mas esse fato não me impede de pensar nele. - Justifico para mim mesma.
"- Tudo bem então. Mas agora cai dormir, que você vai ter o domingo inteiro sem andar para pensar nele."
- Vai se f***r!
"- Se eu for você vem junto."
Me arrumo no sofá de forma que fique em uma posição confortável e em questão de minutos pego no sono sentindo o cheiro inebriante do perfume do Deus grego.
****★****
Acordo o caco, com uma ressaca do cão, dor de cabeça desgraçada e ainda por cima toda grogue de sono. Me levanto do sofá com meu corpo me forçando a me jogar nele novamente, mas não vou fazer isso por que isso seria assinar um papel que diz que eu vou ficar deitada o dia inteiro.
Caminho até o banheiro e quando me deparo com meu reflexo no espelho acho melhor fazer um DNA entre o Freddy Krueger e eu, com essa imagem eu diria que poderíamos ser com certeza da mesma família e com um laço de parentesco bem próximo. Ligo a água da banheira e deixo enchendo enquanto eu me dispo e pego os sabonetes aromatizantes e jogo-os na água, desligo a torneira e entro na banheira.
Após um bom tempo relaxando resolvo sair da banheira, minha ressaca já diminuiu, quase sem dor de cabeça, mas ele ainda ocupava meus pensamentos. Saio de roupão do banheiro quando meu celular começa tocar, ando até a estante e o pego ele e vejo que é Jasmine minha melhor amiga.
Chamada ON
- Fala Jas.
- Bom dia para você também.
- Bom dia querida Jasmine.
- Agora sim. Vamos no shopping?
- Claro, também preciso falar com você, tipo dia das garotas.
- Gostei disso. Então a gente se encontra na frente do shopping, às duas da tarde.
- Marcado, vou começar a me vestir, beijos.
- Beijos!
Chamada OFF
Vejo às horas no meu celular e percebo por que ela marcou para duas da tarde, são quase uma hora da tarde. Esses sãos os efeitos da ressaca.
Vou para o meu quarto, tiro o roupão e visto um shorts jeans um pouco curto e desfiado para ficar mais legal, um top preto, o casaco do Deus grego e um ALL STAR cano baixo. Pode parecer muito vulgar, mas por mais incrível que pareça está calor e eu acho esse look confortável que não me faça se sentir como uma stripper. Deixo meus cabelos soltos e uma maquiagem bem leve.
Pego minha bolça, celular e as chaves do apartamento e do carro. O elevador está lotado parece que todos os malditos vizinhos resolveram sair agora, fico batendo o pé até chegar no térreo. Destravo o alarme do carro e vou em direção ao shopping ouvindo música.
Chego no Shopping e encontro Jasmine encostada na frente de uma enorme vitrine, vou até ela:
- Aleluia, achei que não vinha mais! - Diz irritada. Reviro os olhos.
- Vamos logo, eu tenho muita coisa pra te dizer. - Digo animada enquanto entramos no shopping.
- Pode começar. - Diz me puxando para uma escada que leva a praça de alimentação. - Mas antes, nesse calor infernal, nós merecemos um sorvete.
- Com certeza! - Digo seguindo-a.
- Ella, desde quando você usa roupas masculinas? - Pergunta se referindo ao casaco do Deus grego.
- Isso faz parte do que eu quero te dizer. - Digo subindo o último degrau da escada.
- Então diga. - Fala impaciente se aproximando do balcão de atendimento.
Rapidamente uma moça morena com os olhos castanhos esverdeados e um pouco desajeitada em sua postura vem nos atender:
- Desculpem-me. - Diz se recompondo. - O que desejam? Diz segurando um cardápio.
Pego o cardápio de suas mãos e visualizo o mesmo junto com Jasmine que não demora para escolher o pedido:
- Quero um milk-shake de morango com raspas de chocolate. -Diz sorrindo.
- E a sua amiga vai querer o que? - Fala piscando várias vezes seguidas em uma direção. Isso é TOC, né?
- Um sorvete de casquinha duas bolas, sabor abacaxi ao vinho. - Entregando-lhe novamente o cardápio.
-Okay, só isso meninas? - Pergunta sorrindo.
- Só isso mesmo. Qual seu nome? Desculpe a indiscrição. - Pergunto interessada, pois ela parece ser legal.
-Claire, e o de vocês?
-Essa é Jasmine minha melhor amiga e eu sou Ella. - Digo.
- Prazer em conhece-las, vou pegar os pedidos. - Diz se esquivando um pouco.
Claire nos entrega os pedidos amigavelmente antes de nos despedirmos prometendo um próximo encontro. Eu e Jas continuamos nosso caminho:
- Jas, você não vai acreditar a que ponto chega a cara de p*u de um ser. - Digo comendo uma parte do sorvete que por sinal está uma delícia. - Luke, me enviou uma mensagem no w******p ontem à tarde.
- Luke, seu ex-namorado? - Pergunta perplexa.
- O próprio, eu ainda não apaguei a mensagem... vou te mostrar. - Digo retirando o celular do bolço do casaco.
Desbloqueio o padrão e entro no w******p, vou passando as conversas até achar a de Luke, olho para o celular e quando ia me virando para olhar Jas, esbarro em alguém e meu sorvete cai no chão. DROGA!
Me viro para a pessoa que esbarrei e meu coração para de bater por um momento, meu queixo vai ao chão e eu o olho completamente perplexa sem saber o que dizer, muito menos o que pensar, percebo que o sentimento é reciproco pois ele está me olhando de queixo caído também, mas rapidamente em um passe de mágica seu olhar se torna furioso.