ADAM MCLOUD
Estou super atrasado para ir à casa dos meus pais. Sabe aquele domingo chato que sua avó promove em família, é esse mesmo o que eu tenho que ir, e para completar a desgraça hoje não é um dia qualquer, é DOMINGO dia 03/07 aniversário da minha avó, grande merda! Nem no domingo eu tenho paz, o que tem de mais que minha avó está ficando mais velha do que já é. Que ninguém nunca saiba desses meus pensamentos. Pior que eu não sei nada o que dar de presente pra velha. Eu sei que pela família você tem que ter carinho e respeito, mas isso para mim é impossível, família insuportável, domingo é dia de sair com os amigos e voltar às 23:00 por que infelizmente o próximo dia é segunda e não de ficar fazendo almoço em família, valha-me Deus. Não querendo ser agorento mas já sendo, eu não vejo a hora de enterrar essa velha a sete palmos em baixo da terra. Pecado desejar isso? É sim, mas como já se diziam desde que Adão e Eva foram expulsos do paraíso "Somos todos pecadores".
Agora estou em dúvida sobre um sapato de velho e uma pantufa de velho, por isso vou ligar para minha prima que é super ligada nessas coisas de moda, mesmo que velho só use modelo ultrapassado.
Chamada ON
- Está atrasado!
- Já sei disso, Kyra. Preciso da sua ajuda para comprar algo para a Dona ultrapassada. Já estou aqui no shopping.
- Não à chame assim, Adam! E sim eu te ajudo, vá na sessão de velho do shopping e me mande as fotos das abominações da humanidade pelo w******p, okay?
- Okay.
Chamada OFF
Ando distraidamente pelo shopping atrás da "Ala velho", quando eu esbarro numa mulher ou a mulher que esbarra em mim, eu definitivamente não sei, mas quando ela me olha lembro-me de ontem a noite da minha transa no carro, era ela, a mesma de ontem à noite a mesma que esbanjava mistério em seus olhos azuis escuros e seus cabelos loiros, ela parecia um anjo escondida atrás de uns personalidade mais "safada" ela explodia em sensualidade no corpo, na forma em que dançava, a mesma que eu não sei o nome, mas eu conheço seu corpo aos mínimos detalhes.
Sinto algo gelado na minha barriga e olho para baixo, vejo minha camisa toda manchada de sorvete a "Angel" (vou chama-la assim já que não sei o nome) me olha olha perplexa, mas logo depois cai em si quando meu olhar se torna enraivecido e os sinais no rosto só confirmam isso e mesmo a culpa não sendo totalmente dela, meu lado m*l educado fala mais alto:
- Você não olha por onde anda? - Pergunto ríspido e ela me encara com tanto ódio que chega a ficar um pouco vermelha. E mesmo com o ódio é como se todos na terra tivessem ido para Saturno e nos deixado sozinhos aqui, pois não sinto a presença de mais ninguém.
- Faço a mesma pergunta a você. - Diz serrando os pulsos.
- Olha o que você fez com a minha roupa sua... desastrada! - Eu realmente iria falar algo pior.
- Você esbarra no meu sorvete e a culpada sou eu? - Questiona incrédula. - Vai se ferrar!
Avanço nela e seguro seus braços com força e ela fica rígida no mesmo momento tentando se soltar:
- Não brinca comigo. - Sussurro para que só ela escute.
- Ai que meda! Vou fingir que isso me abalou. Agora me larga! - Diz puxando seus braços.
- Vaca. - Murmuro irritado.
Ela me dá um tapa no rosto que chega a estralar na minha pele e me olha carrancuda:
- Vaca é sua mãe! - Diz odiosa.
- Não fala da vaca da minha mãe! - Digo apontando o dedo na cara dela.
- Tira esse dedo do meu rosto antes que eu te empurre escada abaixo, garanto uma descida rápida. - Diz de forma ameaçadora.
- Duvido. - Provoco-a.
Angel anda até mim mas acaba escorregando no sorvete e caindo em cima de mim, no susto acabo caindo no chão com ela por cima de mim e minha ereção dá um sinal de vida dentro da calça, mas como eu já disse, não repito nunca a mesma mulher, por isso, melhor eu sair logo de baixo dela:
- Da para sair de cima de mim? - Pergunto.
Nem dou tempo dela responder e coloco as mãos em sua cintura a erguendo de cima de mim e me levantando em seguida, tiro as mãos de sua cintura:
- Tchau, garota! Já estou atrasado e espero não te ver nunca mais! - Digo me virando de costas para ela e voltando a seguir meu caminho.
- Digo o mesmo! - Grita ao longe.
Enfim acho a sessão velho e mando várias fotos para Kyra no w******p, ela me manda aquela carinha de nojo mas logo me dá uma resposta descente.
Whatsapp ON
Kyra - Abominação da humanidade, quando você pensa que não tem nada mais feio, você acha a sessão velho e me manda esses negócios ridículos, tenta achar algo que preste... ou para irritar pega um sobretudo preto ali no fundo da foto. 14:16
Para esclarecer a dúvida, minha avó odeia preto, diz que é a cor do demônio. Coisa de velho.
Adam - Okay, e nem me espere por que ainda vou passar em casa para trocar de roupa. 14:18
Kyra - Por que você vai trocar de roupa? 14:18
Adam - esbarrei numa mulher que segurava um sorvete. Tchau vou pagar o "presente". 14:19
Kyra - Tchau. 14:20
Whatsapp OFF
Após pagar o sobretudo, vou quase correndo para a escada.
Chego na casa dos meus pais quase três horas da tarde e recebo aqueles olhares de reprovação de todos que me esperavam plantados na frente de casa. Eu disse para não me esperarem e você está de prova. Saio do carro como se nada estivesse acontecido e os raios sol batem nos meu olhas fazendo-me piscar várias vezes antes de ir até onde todos estavam. Segurando o presente da minha avó ando até ela e o entrego a ela dando-lhe um abraço para ver se ameniza os olhares de reprovação do restante da família mas não funciona como eu queria eles ainda continuam enfurecidos. DROGA! Mas eu já havia avisado que não era para me esperar, mas eles o fizeram mesmo assim, então não adianta me olhar com cara de cu:
- Está atrasado de novo Adam! Honre seus compromissos. - Diz meu pai, e eu reviro os olhos, desde quando almoço em família é compromisso?
- Grande coisa, foi só um atraso de duas horas, fora que eu avisei que chegaria atrasado vocês esperaram por que quiseram então nem venha me culpar de nada. - Digo ríspido.
Passo por todos ignorando os olhares perplexos pela minha resposta e vou até Ryan meu primo que está encostado no batente da porta segurando o riso, esse é dos meus:
- Fala Brother. - Diz batendo nas minhas costas.
- Oi, Ryan. Vamos entrar, temos que colocar a conversa em dia, mas longe deles. - Digo me referindo a nossa família.
- Lógico, quem consegue conversar com essas taquaras falando de assuntos familiares?
- Não sei quanto ao resto, mas eu não consigo me concentrar no que eu digo olhando para a cara deles. - Falo rindo.
- Vamos para o seu quarto, tenho uma coisa pra te falar. - Diz sério.
Me jogo na cama esperando Ryan soltar a bomba de uma vez, porque pra ele estar com essa cara de preocupação a coisa deve ter sido séria, muito séria:
- Seu pai quer te nomear presidente da empresa! - Diz passando as mãos no cabelo.
- É o que? Deu tanto trabalho para ser um imprestável preguiçoso, e agora ele quer me nomear presidente da empresa, isso é muito injusto!
- Engraçadinho. Eu ouvi ele falando com meu pai que vai te levar na empresa amanhã. - Diz se jogando na cama também.
- isso é um pesadelo! E se não for está bem perto de ser! - Digo mais pra mim do que pra ele.
O almoço foi... a mesma merda de sempre, meu pai está realmente decidido a acabar com a minha vida e se eu contrariar ele me deixa pobre, é o fim! A única coisa fodidamente engraçada desse almoço foi minha avó horrorizada com o sobretudo preto. Ryan e eu riamos como hienas, Kyra conseguiu segurar o riso por um tempo mas logo nos acompanhou na crise de risos.
Agora cá estou eu fitando o teto branco como se ele fosse me dar a solução para o meu problema, até que acabo por pegar no sono.
Acordo com o despertador tocando e a vontade que eu tenho é de jogar essa peste no inferno, até que percebo que esse não é o toque do despertador e sim do celular. Vou deixar tocar! Não, vou atender, não aguento mais esse barulho, vejo no visor que é meu pai e que já são "10:13 am".
Chamada ON
- Diz logo o que deseja.
- Quero você em trinta minutos na empresa!
- Assim que eu adquirir os poderes do Flash eu chego aí em trinta minutos!
- Está perdendo tempo!
- Tchau! Eu chego ai a hora que der.
Chamada OFF
Levanto-me da cama e vou tomar banho. Hoje começa a desgraça na minha vida! Tá não é para tanto, mas não é nada comparado a minha antiga vida TOP, viver para o trabalho, valha-me Deus isso nunca. Antes eu faço daquela empresa um inferno assim como ela está fazendo coma minha vida, acordar às dez da madrugada, é da madrugada mesmo, pelo menos pra mim é.
Saio do banho e meu celular parece que foi dançar flamenco de tanto que vibra com mensagens e ligações, que eu majestosamente... não vou nem ver, deve ser meu pai enchendo meu saco querendo que eu vire o Flash e esteja lá agora, o que definitivamente não vai acontecer. Pontualidade nunca foi meu forte e não é agora que vai ser, e outra se ele quiser que eu vá com roupas é melhor que espere.
Visto um terno preto, já que está um pouco frio, eles que se acostumem com meu jeito, por que quando estiver muito calor eu não vou usar essa coleira de pano que chamam de gravata nem fodendo!
Pego meu celular que já parou de vibrar sem parar e vou para a garagem e escolho o AUDI SUV. Coloco para tocar músicas aleatoriamente e começa a tocar "The Wanted - We Own The Night", eu adoro essa música e começo a cantar também.
Chego na empresa um pouco rouco pelo meu pequeno showzinho no carro, já que passei o caminho inteiro cantando como um louco para lembrar os bons tempos das baladas. Vou direto para os elevadores, não pretendo demorar mais que o necessário aqui, não mesmo! Para minha desgraça o elevador está lotado e parece uma lata de sardinha, isso não cabe mais nem uma pulga então eu vou esperar o próximo, o que demora mais ou menos dez minutos, meu pai deve estar querendo arrancar meu coro e comer ele com Licor.
Quando enfim o elevador desce, dessa vez vazio eu entro e vou para o último andar, que eu acho que possivelmente seja a sala do meu pai. Já tentei todos os tipos de posições confortáveis para ficar aqui dentro, mas não existe! Eu acho que além de alergia a rosas eu tenho claustrofobia, daqui a pouco vai ser problema cardíacos, valha-me Deus!
Saio do elevador e vejo uma moça com o cabelo loiro completamente concentrada no computador a sua frente, mas com uma certa posição de tédio. Vocês podem me chamar de louco, mas eu juro que vi essa mulher e não faz muito tempo. Não, definitivamente eu passei a ter problemas cerebrais!
Passo pela moça sem que ela ao menos note minha presença. Isso é que é dedicação!
Entro na sala do meu pai que já me esperava sentado em sua cadeira com uma caneta na mão e uma expressão carrancuda, fecho a porta atrás de mim já prevendo as broncas que virão, mas ao contrário disso ele pega o telefone ao seu lado e liga para alguém solicitando sua presença imediatamente na sua sala e logo após desliga. Não entendi absolutamente nada, mas deve ser o advogado.
Antes de eu terminar minhas conclusões a moça loira que vi a poucos minutos entra na sala com a cabeça um pouco baixa e fecha à porta atrás de si e logo após se voltando a nós dois com a cabeça erguida, me fazendo quase ter um enfarto (eu disse que teria problemas cardíacos), dou um passo para traz quando a vejo e ela me olha perplexa sem mover um dedo o que me faz pensar se ela está respirando. Deus, o que ela faz aqui?