Você tem o d***o em seus olhos
Você chegou e me pegou de surpresa
Fale o que você quiser, eu não vou voltar.
Devil Eyes | Hippie Sabotage
Samantha... Era aliviador dizer que o efeito fodido e devastador que ela causava em mim, tinha aliviado cerca de cinquenta por cento. Afinal eu não sou mais o garoto bobo que foi rejeitado
Eu sou um cara que tem tudo que quer, e isso vai de mulheres para cada dia da semana até uma carreira profissional friamente calculada.
O som estridente da boate que tocava alguma música de dance misturados com doses de tequila, causavam pequenos choques de adrenalina pelo meu corpo, me ascendendo cada vez mais.
Festa de início das aulas. Isso significa que 99% da faculdade inteira está aqui, isso significa também muitas calouras gatas e isso significa também, que a Samantha não está inclusa nessa lista. A Lise era a da vez, rebolando e fazendo questão de roçar sua b***a na minha perna. A apartei por trás pela cintura, fazendo que a sua carne triscasse em outro lugar específico, ganhando um beijo quente dela depois. Quando ela se distrair, vou encontrar com algumas garotas que eu já ando conversando, basta um deslize e vou terminar na cama de uma desconhecida hoje.
Estava tentando de todas as maneiras afastar qualquer sobra de memória que envolvesse Sam dos meus pensamentos, o que era impossível pois o Alex não deixava de falar nela um só minuto, o que me deixava puto.
— Que horas elas chegam? — Meu amigo perguntou frenético balançando o copo de vodka do meu lado.
— Não sei Alex, estavam se arrumando quando eu sai de casa, tem como trocar o disco? — Perguntei batendo o copo no balcão depois de uma virada de Cuervo.
— Qual é seu problema? Toda vez que falo da Sam, você fica assim. — Abanou a cabeça para os lados.
— Talvez seja por que você fala dela umas cem vezes por segundo. — E talvez eu tenha exagerado. Talvez seja eu que pense nela umas cem vezes por segundo. O que me deixa mais puto ainda.
Eu quase matei a Abby essa semana ao ver a Samantha semi nua no meu quarto, depois de fodidos 7 anos tentado exilar a existência dela na minha vida. Foi como ver um fantasma, uma assombração, foi quase que uma morte súbita do que sobrou da minha sanidade mental.
E quase infartei novamente quando meus olhos acharam os dela, como dois imãs que se chocam com a energia um do outro. Vinha com a Abby no meio daquela multidão de pessoas, na minha direção, ou na do Alex que estava do meu lado, já que seu sorriso saltitava do rosto e eu tenho certeza que ela não iria sorrir assim pra mim.
Escorreguei o olhar por todo seu corpo de cima a baixo e depois desfiz o caminho até estacionar nas suas orbes cor de mel. Usava um vestido rosa de cetim com um decote acentuado demais no corpo, seus cabelos estava presos, deixando os ombros a mostra com a pele levemente bronzeada exalando um ar mais sexy do que o normal.
Gostosa pra c*****o e não era pra mim que ela tinha caprichado assim. Disso eu sei.
A Sam é perigosa e eu afirmo isso por que eu convivi com o próprio demônio durante a metade da minha vida e sei muito bem que ela entrou num joguinho sujo e perigoso comigo, no qual eu não aceito perder.
Confesso que o beijo que ela me deu aflorou memórias doloridas da parte obscura da minha mente, como também desenterrou os desejos mais sujos e pecaminosos que sinto pela demônia, o que é bem difícil de controlar, principalmente quando sinto que a minha capacidade de resistir à ela foi desafiada.
— Hum. Te achei! — Ela falou se metendo no nosso meio, e soltei um ar de riso quando percebi que ela não notou a Lise. — Tequila? — Levantou a garrafa pra analisar.
Isso podia ser perigoso e eu queria assistir de camarote o desenrolar dessa cena.
— Mais conhecida como "bebida pra pessoas que sabem beber". — Peguei a garrafa de suas mãos. — Não é seu caso.
— Lembra daquele porre? — Abby perguntou pra amiga— Que você quebrou a cara da Rebeca Lewys? — Elas começaram a rir.
Revirei os olhos. A Abby tinha mesmo que lembrar do dia que eu levei a Samantha pra beber pela primeira vez?
— Me lembro. — Ela gargalhou. — Eu quebrei o nariz dela, foi meu primeiro porre.
— Coitado do Will, ele teve que te tirar de cima daquela garota e ainda teve que cuidar de você depois. — Minha irmã bateu no meu ombro, morrendo de rir e eu quase joguei a tequila nela e ateei fogo.
Foi uma aventura e tanto pra dois pirralhos de 14 anos. Rebeca Lewys encontrou nós dois se pegando escondido na festa da escola, bem... Eu nunca fui santo e a Rebeca era quase uma namorada minha, quase, pois eu era arriado os quatro pneus pela minha melhor amiga, vulgo a garota que estava me beijando escondido naquele momento, então a garota me vendo "trai-la" ameaçou de espalhar pra escola toda que a Samantha era uma vádia e então foi ai que ela enlouqueceu, voando para cima da Rebeca.
Fiquei desesperado quando vi que um grupo de três garotas partir pra cima da Sam, mas ela como uma boa garota de pavio curto, incorporou o espírito de algum lutador e conseguiu se sobressair arrancando sangue do nariz da garota e em seguida acabando com mais duas delas.
Tive que apartar uma briga de mulher e depois de ter sofrido vários aranhões de unhas e bofetadas, fui obrigado a prometer pra mim mesmo que não deixaria mais ela perto de algo que fosse alcoólico.
— Por que vocês brigaram mesmo? — A Abby perguntou.
Samantha me lançou um olhar divertido, como se ponderasse o que iria dizer, sendo atrapalhada pela Lise que chegou abraçando a Abby, forçando uma amizade de cunhadas que nem existia.
— Oi Lise, essa é Sam. Sam, essa é a Lise. — Minha irmã as apresentou e eu prendi a respiração na expectativa de ver isso.
Samantha uniu suas duas sobrancelha passeando sua visão analítica pelos traços da Lise. Eu e a Abby nos entreolhamos até minha irmã pigarrear e cutucar os ombros da Sam, como se dissesse "seja educada".
Eu ri. Apoiando um dos cotovelos no balcão do bar, apreciando aquela cena e torcendo que eu não tivesse que apartar outra briga, novamente.
— Prazer! — Samantha disse beijando cada lado da bochecha da garota, tirando a cara duvidosa e colocando um sorriso forçado no rosto. — Você não era loira?
E foi ai que eu entendi a cara de confusão que a Samantha tinha feito, nessa mesma semana ela tinha me visto na sala no maior clima com a Sara, outra garota. Se ela tivesse chegado 5 minutos depois naquele dia, ela teria visto uma cena que se recusou ter na adolescência.
Levei o copo até a boca, tentando esconder minha cara sínica.
— Eu sempre fui morena. — Lise disse, pegando nos cabelos longos que de tão pretos eram quase azul.
— Deixa pra lá, desculpa a grosseria. Sou melhor amiga da Abby ... E do Will. — De longe senti a sua alfinetada.
Há anos não somos nem amigos, quem dirá os melhores. E ela sabe muito bem disso.
Então a Lise se virou pra mim e sorriu querendo me fuzilar.
— Não me disse que a sua melhor amiga morava com você amor.
— E precisava dizer? — A pergunta saiu ríspida sem querer.
Lise começaria uma discussão que não tinha a necessidade existir, já que não temos nada um com o outro. Apenas sexo sem compromisso.
Ela me lançou um novo olhar enfurecido e suspirei aliviado quando a Abby chamou ela para ir até o banheiro.
Perfeito, não quero coleira hoje.
Samantha quebrou o clima pesado se acomodando entre eu e o Alex, lógico que fazendo de tudo para evitar meu contato. Ela mordiscava um canudo e no seu rosto tinha diversão.
Gostosa pra caralho...
— Me traz outra garrafa dessa. — Ela gesticulou pro bartender apontando para a minha garrafa de tequila.
E eu quase engasguei com o liquido na boca.
— Samantha, não! — Falei sério.
— Não foi você que disse que eu não devo deixar homem nenhum me dizer o que eu tenho que fazer? Hum? — Arqueou uma sobrancelha, prepotente.
Tive que segurar meus olhos nos dela pra não descer pro seu decote. Se ela não fosse tão irritante...
— Deixa de ser chato Will, deixa ela se divertir. — Alex se meteu e eu já sabia quais eram as intenções dele.
Alex estava desejando ardentemente a Samantha de quatro na sua cama, eu sei que por que sou homem e também sou seu amigo. Ele fez questão de me dizer o detalhes de como queria fazer tal ato com ela, o que me deixou enojado e com ódio. Só pra garantir que eu realmente vá ficar fora de mim e não vá ver a Samantha se pegando com um dos meus amigos babacas, eu lambi o sal na minha mão, virei mais um copo de tequila na boca e tentando não fazer careta chupei o limão depois.
Repeti isso umas duas vezes seguidas.
— Alex, nosso plano continua de pé? — Ela perguntou pra ele, que tinham combinado de me deixar bêbado para depois terem um momento de paz. Quis cuspir todas as doses que eu tinha acabado de ingerir, depois de lembrar disso. Revirei os olhos, nada a fim de ver a continuidade do plano.
— Vou precisar do quarto hoje. — Cochichei pra ela que quase saltou os olhos de dentro da cabeça.
— Quê!? Você perdeu a aposta Carter. — Ela disse virando uma dose da garrafa dela em um copo, preparando o limão e o sal.
Repetindo o ritual da tequila, a diaba nem sequer fez uma careta o que me deu a certeza que já estava acostumada a tomar porres com o noivinho babaca dela, ex no caso.
— Você também, mocinha. — Fitei-a a tomar outra dose generosa em uma golada só, dessa vez sem o limão e o sal — Vou dormir com a Lise hoje, não quero trepar no sofá, de novo.
Ela soltou uma risada nasalar me encarando com os olhos cerrados em raiva.
— E eu com isso? Vai pra um motel. — Deu de ombros, virando outra dose, com essa já são três seguidas e eu to quase me obrigando a ficar bom para cuidar dela.
— Sam, você não sabe beber...
— Me deixa Carter, e se você falar muito quem vai usar o quarto hoje sou eu. — Sorriu, encarando de soslaio o Alex que curtia a brisa sozinho. — Afinal que concorrência a sua, parece que não sou só eu que ando traindo o namorado, não é mesmo? — Perguntou sarcástica, falando da cena do sofá.
— Samantha... — Falei devagar, me aproximando do seu ouvido, afastando o seu cabelo para o lado, sentindo seu perfume doce, então aproveitei pra deslizar meus lábios na sua pele quente do pescoço, fazendo com que apenas ela me escutasse apenas ela me escutasse no meio daquela barulheira — Não pertenço a ninguém e não posso deixar de dizer uma palavra que defina seu estado hoje: carência. Se quiser, eu posso te dar uma mão amiga para te aliviar.
Senti ela se contorcer, talvez pela lufada quente que soltei, depois me lançou um olhar, estatística, ela abriu a boca para falar, porém demorou alguns segundos até conseguir.
— Não preciso da sua mãozinha Carter, tenho a minha — Ela disse levantando um dos dedos na minha frente e depois lambeu a ponta de uma forma sugestiva demais, impactando diretamente no meu p*u, que enrijeceu na mesma hora imaginando coisas bem sujas — Ou vou ter a do Alex, depois de mais algumas doses.
Ri por fora, mais pro dentro eu estava quase explodindo os neurônios. Não vou dar o poder a ela de me massacrar novamente, não mais Samantha.
— Cuidado Samantha, depois não diga que eu não avisei. — Provoquei e ela deu de ombros.
— A noite não acaba pra mim antes de eu fazer duas coisas. Primeiro, terminar essa garrafa e segundo, — Um sorrisinho perverso dançava nos seus lábios — t*****r com alguém hoje. — Seus olhos subiam e desciam pelo meu corpo, se divertindo às minhas custas. — Ah, e quase esqueci, essa pessoa não vai ser você.
Porra! O álcool já estava fazendo efeito no corpo dela, sem sombra de dúvidas. Não que eu quisesse t*****r com a Samantha Becker hoje, tinha centenas de garotas ali dentro e uma mais gata que a outra, bastava eu me meter no meio da pista de dança e sem muito esforço eu conseguiria uma, além do mais ainda tem a Lise que deve estar p**a comigo agora.
Para a minha raiva interna, apenas ela me deixava tão intrigado.
— Quem disse que eu quero trepar com você? — virei uma dose enquanto desviei o olhar pra achar logo algum r**o de saia e esfregar na cara dela que não preciso dela pra me aliviar sexualmente.
— Ótimo. — Ela deu de ombros. — Vamos apostar?
Voltei meus olhos pros delas e não pude segurar uma risada pervertida.
— Apostar que você vai me dar essa noite? Melhor não Samantha.
— Ha ha ha. — Simulou uma risada — Quem terminar primeiro a garrafa fica com o quarto, com direito a um acompanhante especial. — Insinuou balançando a garrafa quase cheia na minha frente.
Era uma boa aposta, eu ganharia com certeza e até me admirei dela ser tão burra assim ao me propor isso.
— Já perdeu, fechado. — Estendi a mão para que ela apertasse e selasse nosso trato.
Ao contrário disso, a serpente me lançou um beijo próximo de mais da minha boca, para não dizer no canto dos meus lábios, depois rastejou até meu ouvido e sussurrou "fechado". Mordi tão forte a língua que senti um gosto de sangue e desejei que a Lise se projetasse na minha frente como um anjo, pois estou curtindo a balada com o próprio satanás do meu lado.
— Então Alex, já dei início ao meu plano, agora podemos conversar em paz. — Ela se virou para o meu amigo e eu quase cogitei a hipótese de virar aquela garrafa de tequila neles dois.
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Eu me acabo de rir desses dois.
Acho que vou soltar capítulo duplo pois batemos 1k em 15 dias ? amo vocês, sério!
O que estão achando? Me contem aqui.?
Alerta; capítulo que vem, promeeeeeete. Sinto cheirinho de coisas pecaminosas. ?