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2111 Palavras
(Porque eu gosto muito de você) Sem restrições, fui mandada para destruir, yeah. Music To Watch Boys To | Lana del Rey. Me olhei no espelho sob a bancada daquele banheiro dentro do quarto e pensei comigo mesma. Estou preparada? — Sim. — Eu respondi em alto e bom tom pra mim mesma. Eu sei, pessoas doidas conversam sozinhas, mas que se f**a. Uma hora dessas minha sanidade mental está mandando lembranças. Olhei pro celular nas minhas mãos que marcava 23:34. — Sam, vou comprar pizza. Qual sabor você quer? — Abby me perguntou do outro lado da porta. — Quatro queijos. — Gritei pra ela ouvir. — Péssimo gosto, amiga! Tem certeza que não quer pepperoni? — Escutei sua voz já distante saindo pelo quarto. — Quatro queijos e não vá dizer que acabou só pra não comer esse sabor junto comigo, ouviu Abby? Em troca ganhei o silêncio, tendo a certeza que minha amiga já tinha ido ou se fez de surda só pra realmente escolher uma pizza inteira de pepperoni no lugar de quatro queijos. Ela sempre fazia isso. Tirei a roupa e entrei no box do banheiro sentindo um calor subir, talvez pela água quente que descia pelo chuveiro ou por saber que Will estava próximo demais. Ele sempre foi um devasso, perdido da vida. Contudo era o meu melhor amigo. Era. Ele fez questão de desaparecer. Depois de ter pegado fogo eu ressurgi na vida dele como uma fênix, pronta para mostrar que ninguém deixa Samantha Becker pra trás. Coloquei na play list do celular, Lana del Rey pra me ajudar a relaxar, cantarolando junto. Um trecho especifico me chamou muito a atenção, parecia se encaixar perfeitamente. Sem restrições, fui mandada para destruir. Lana parecia saber perfeitamente da minha relação complicada com o maldito metido a bad boy chamado Willian Carter. Pra ele ter sumido eu só posso ter massacrado o órgão do seu corpo que curiosamente ele chama de coração. Ou não, no caso ele decidiu ir fazer isso com outras garotas, nada incomum dentro da sua rotina perversa. Vai saber... Dei de ombros comigo mesma. Ok. Terminei de tirar a espuma do sabonete do corpo e sai pra por uma roupa. Levando em conta que eu não ia fazer mais nada a noite, vesti uma calcinha e comecei a desarrumar a mala, organizando as roupas em fileiras dentro armário que curiosamente ja estava ocupado e amaldiçoei a minha melhor amiga por isso, não tinha espaço suficiente para as minhas roupas. Concluindo que vou ter que fazer mágica para caber. Devia fazer uns 40 graus na Califórnia. Por que sério, ainda estou sentindo calor. Escutei passos no corredor, Abby com certeza ia me dizer que a pizza de quatro queijos tinha acabado. — Não vá me dizer que acabou? — Perguntei ouvindo a porta abrir, enquanto tentava organizar uma pilha de roupas pretas e outras claras. — Acabou? — Uma voz masculina me perguntou, gelando meu estômago e paralisando cada parte do meu corpo. Fui atingida pelo impacto da familiaridade e da rouquidão dela. — Willian? — Falei quase sem voz, engolindo a seco. Droga. O tempo estagnou. Meu olhos correram até ele, talvez mais rápido que a velocidade da luz. Will ficou estatístico como se tivesse visto a p***a de um fantasma na sua frente. Ele estava totalmente mudado, quase não o reconheci se não tivesse ouvido a sua voz, que alcançaram os lugares mais profundos da minha memória, eu não saberia que era ele. Eu jamais esqueceria o tom dela e do seu olhar n***o. O filho da p**a estava sem camisa, deixando sua pele levemente bronzeada sob a penumbra do quarto a mostra junto com riscos que se espalhavam por todo o corpo, entregando que ele tinha se coberto inteiro de tatuagens. O corte estiloso nos cabelos com alguns fios caídos no rosto me confirmaram que ele continua tentando ser o badboy esfarrapado. Não tinha mais a fisionomia de um garoto de 15 anos, não era mais um baixinho cheio de espinhas e aparelho nos dentes. Ele é.. Bem... Ele é... Estonteante! Me falta palavras pra dizer o quanto o filho da p**a ficou ainda mais atraente e o quanto havia mudado. Oh céus, não esperava por isso. Sua presença fez um risco de suor descer pelas minhas costas, mas eu não sentia mais calor no corpo, por que a p***a do calor se concentrou em uma única parte minha, por trás do tecido da calcinha. Puta merda! Suas íris de cor indecifrável, por hora mel e outra castanho tão escuro, me fitaram praticamente me penetrando o corpo, seu semblante mudou de espantado para curioso em uma fração de segundos, com o mesmo esboço de sorriso malicioso na boca, o mesmo sorriso que me hipnotizava hoje eu sei que ainda causa o mesmo efeito que 7 anos atras. — O que acabou? — Ele perguntou dando passos na minha direção, fazendo meu coração errar todas as batidas dentro do peito. — O que faz aqui? — Perguntei sem rodeios. Balançando minha cabeça rapidamente tentando voltar a realidade. — Eu que te faço essa pergunta Samantha. Você some e aparece 5 anos depois. — Ele deu de ombros, descendo o olhar pros meus s***s?... p***a! Eu não vesti um sutiã. — Pode me olhar nos olhos!? — Perguntei enquanto procurava qualquer pedaço de pano pra pôr por cima de mim enquanto cobria os m*****s com uma mão, me espraguejando mentalmente por ser tão lesada. — Por que eu faria isso? — Ele perguntou com um sorriso zombeteiro no rosto, intensificando o olhar depois mordendo os lábios. Ele estava próximo demais, tão próximo que senti o seu cheiro, também muito familiar. Minhas pernas amoleceram que nem gelatina, encharcando totalmente a minha calcinha e eu me odiei por isso. — Willian! — O chamei, afastando esses pensamentos que baixam totalmente a minha guarda. — Sa.man.tha! — O desgraçado rastejou cada sílaba, me fazendo até ter tonturas de tanto desejo. Samantha se recomponha! Revirei os olhos. — Já vi que continua o mesmo tarado de sempre. — Obrigada, vou encarar isso como um elogio. — Ele disse arqueando um sobrancelha, se encostando em algum móvel numa postura lindamente prepotente. — E só pra constar, são 7 anos e não 5. — O alfinetei, por fim achando uma camisa qualquer do Luca que eu tinha trago. — Ah... Claro. É por que você continua com a mesma cara feia de sempre, então nem notei que passou tanto tempo assim. – Ele disse deixando um riso correr solto. Bufei. Com toda certeza, ele nem deve ter lembrado de mim nesses malditos 7 anos, mas eu lembrei dele todos os dias, durante a p***a de todos os dias. Me sinto uma bela trouxa agora. — Continua o mesmo i****a de sempre também, patético! — Pena que você não pode me chamar de feio não é, Samantha? — Ela falou apontando os dois indicadores pra ele, com os lábios curvados, como se ele fosse a p***a do Johnny Depp. Eu admitiram pra mim mesma nos meus pensamentos pecaminosos, que ele está um p**a de um gostoso, que seus braços estão tão definidos mesmo mantendo seu shape magro, e queria que ele me agarrasse ali mesmo me fazendo gemer alto o seu nome. Levando em conta que eu estava fazendo greve de sexo com o meu ex que não é ex. Sua postura largada o deixa ainda mais irresistível, mas apenas isso. Só em pensamentos, Samantha! Se controle. — É, talvez dê pro gasto. — Dei de ombros fazendo uma careta. — Agora pode me dar licença? — Fui até a porta e sinalizei pra ele sair. Ele levantou uma das sobrancelhas e me encarou com desdém. Porra, o maldito Willian Carter continua sendo o mesmo insuportável de todos os tempos! —Te dar licença? Dentro do meu quarto? — Ele revirou os olhos. — Que merda você quer dizer, Carter? — Franzi a testa tentando acreditar que era um grande engano. — Você aparece depois de cinco anos, do nada, me ordenando a sair de dentro do meu quarto. Samantha Becker continua sendo a garota mais mimada do mundo, — Ele disse tomando a minha posição no pé da porta e sinalizando pra eu sair no lugar dele. — Cai fora! — Você é um escroto sabia? — Falei pra ele, vendo ele se sentar na cama, pegando um carteira de cigarro e um isqueiro e depois fazendo uma concha com a mão para ascender — O que é isso? — Nunca viu um cigarro? Cigarro essa Samantha, Samantha esse é o cigarro, aquele que alivia os estresses. Conhece? — Ele falou ironicamente depois de tragar e soltar a fumaça pelo nariz, me fazendo quase pular em cima dele e esgana-lo com as próprias mãos. — Você não vai fumar aqui dentro, vai? Você nem fuma Carter. – Eu disse fazendo uma cara de obvia. — Quem disse que não? — Ele deu de ombros — Ao contrário de você, não sou mais aquele garotinho Samantha, as coisas mudam. Caralho, ele é muito mais irritante do que eu estava acostumada. Realmente as coisas mudam, mas eu não sou a mesma garota que ele viu pela última vez a malditos 7 anos atrás. E eu nem sei como senti saudades disso. Fechei os olhos, contando até dez. — Vai se f***r! A Abby disse que o quarto era meu! — Eu praticamente berrei, parando no meio da contagem até o número 10, me deixando explodir. — A Abby só pode ta de s*******m com a minha cara. Onde você vai dormir? Só tem a p***a de uma cama e que tanta mala é essa? Vai tomar o meu espaço todo. — Ele reclamou e eu lembrei do comentário da Abby sobre ter 4 malas e ser um problema. — Eu vou dormir nessa cama! Ou no quarto dela pelo visto, por que eu não to nem um pouco afim de sentir o seu cheiro de fumante durante a noite. — É claro que vai dormir com ela, vai f********o a três com ela e o namorado também? Por que ela passa a noite toda gemendo no quarto ao lado. — Ele disse suspirando fundo e espremendo os olhos, como se quisesse esquecer essa memória. Até eu queria esquecer sem nem ter visto. — Eu não vou f********o a três e nem vou dormir com você aqui! — Eu disse tentando ter um raciocínio lógico, ele me tirava totalmente do sério enquanto encharcava a minha calcinha ao mesmo tempo. O odeio por isso. — Sam não tinha a de quatro queijos, então trouxe a de pepperoni.. — Abby entra pelo quarto segurando uma caixa de pizza e sendo fuzilada pelos meus olhos e os do Willian. — Ah, já se encontraram. — Ela deu uma risadinha, desconcertada. — Abby, vou te matar com essa pizza enfiada na sua goela. — Will rosnou. — Que merda se passou na sua cabeça Abby? — A questionei quase explodindo em raiva. — Achei que não fosse ter problema. Ah qual é? Eu fiquei feliz em saber que minha melhor amiga vinha pra California e eu não tinha um quarto livre por que Willian já estava aqui. Então... Imaginei que poderiam ficar juntos, vocês passavam a madrugada fazendo coisas quando eram crianças... — Abby! — Falei a repreendendo, entendi o que ela quis dizer com coisas. — Abby dá um jeito nessa merda que você fez! — Ele ordenou pra irmã. — Não era você que não ia dormir em casa hoje bonitinho? — Ela cruzou os braços. — Eu vim pegar umas coisas pra festa de calouros do sábado. — Tá de s*******m Carter? Você estuda na UC? p***a! — Eu sei Samantha, vai ser dificilmente tentador olhar pra mim nos corredores todos os dias e não babar, não é? — Ele disse convencido. — Vai.se.foder! — Espraguejei. — Ok, amanhã vocês dois conversam amigavelmente e decidem quem vai dormir onde e como, já são 00h30min. Precisamos dormir! — Abby falou tentando apaziguar. — 00h30min? p***a. O Luca!!! — Falei em pânico. Ele tinha feito me prometer que ligaria pra ele meia noite em ponto e eu simplesmente me distrai com o filho da p**a do Will, me atraindo como uma imã, como uma abelha ao nectar de uma flor, como um rato pra ratoeira, penetrando em todos os espaços do meu pensamento. Me sinto uma merda por isso, por ter pensamentos traidores contra o Luca. Willian Carter era a p***a de um grande problema! O melhor problema de todos. Amor ou ódio? Tô na dúvida ainda. ? O que estão achando? Haha
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