Essa menina é mais teimosa do que imaginava. Fazem dois meses desde a minha visita e Emma continua tentando arrumar emprego. Ameaçei de morte qualquer um que dê trabalho para ela, sem dinheiro ela já devia ter vindo me procurar.
Serei seu porto seguro, ela terá somente à mim. Tenho que admitir que ela é bem irritante, que temperamento horrível que tem, mas não deve ser tão difícil conquistar uma garota tão jovem.
Vim me encontrar com Florence hoje, ela é minha secretária, tenho um caso com ela à anos, nada sério apenas sexo. Ela senta em meu colo enquanto bebo meu whisky, meu celular toca, vejo que é Martin.
- Deixa pra atender depois- ela diz ficando entre minhas pernas.
- É urgente- Martin ficou vigiando Emma.
Florence começa a esfregar meu p*u por cima da calça social.
Bernard: Pode falar.
Martin: Emma aceitou se casar.
Por que ele está chamando ela pelo nome.
Bernard: Traga ela agora mesmo para Paris.
Martin: Ela não está em casa. Quer que leve ela a força?
Bernard: Pra onde ela foi?
Martin: Saiu, disse que ia aproveitar um pouco antes de vender a alma para o d***o*.
Bernard: Estou indo para aí.
Garota atrevida. Empurro Florence, e coloco meu paletó.
- Onde você vai?- Florence pergunta.
- Buscar minha noiva.
- Desde quando você tem noiva querido?- seu rosto está pálido.
- Isso não tem interresa.
- Mas nós dois...
- Não pensou mesmo que ia me casar com você? Nosso relacionamento se resumia à sexo. Julgava que você era inteligente Florence.
Essa garota deve estar brincando com minha cara, é minha noiva e foi farriar. Indo de helicóptero demoro mais de uma hora para chegar na cidade de Emma. Encontro Martin na porta de uma boate.
- Ela está aí dentro?- pergunto.
- Sim, ela saiu com aquele filho dos antigos patrões dela- Martin responde.
Claro que já tinha ouvido falar desse rapaz, segundo o relatório de Martin, Conrad era o melhor amigo de Emma. Os dois trabalhavam juntos e viviam grudados.
Entro dentro do bar para buscar minha noiva. Logo avisto seu cabelo vermelho de longe, ela está sentado no balcão com o rapaz cabeludo do lado.Quando me aproximo, Emma toma o copo de bebida num gole só.
- Ficou louca ruiva? Você não é acostumada à beber para tomar desse jeito- o rapaz fala.
- Acho que estou alucinando- ela esfrega os olhos- Não... Não estou. Preciso de mais- ela tenta pegar o copo do rapaz.
O mesmo se vira e me avalia.
- Ele não é tão velho- ele tira o copo de Emma- Pelo que você falou achava que ele já tava com o pé na cova, ruiva.
- Não sou geriatra pra gostar de velho.
Emma adora me chamar de velho. Será que o tipo dela é esse garoto? Avalio bem, ele tem vários pircings na orelha e boca, os cabelos são loiros desgrenhados precisando de um corte, e se veste como um adolecente rebelde. Não adianta nada Emma gostar dele, ela vai se casar comigo e ponto final.
- Vamos Emma- peço já querendo arrastar ela pelos cabelos.
- Vou aproveitar um pouco antes da minha ida para o inferno- ela debocha.
Essa garora termina com a pouca paciência que eu tenho. Puxo ela pelo braço, Emma faz birra igual uma criança. Coloco ela no ombro e vou para a saída, todos na boate olham a cena.
- Vai dar m*l jeito na sua coluna- escuto ela falar.
Ao sair da boate coloco ela dentro do carro, e vamos para seu apartamento. Por milagre minha querida noiva fica o trajeto todo em silêncio.
- Pacote entregue- fala ao entrar em seu apartamento- Boa noite.
- Arrume suas coisas- digo seco- Vamos para Paris.
- Preciso de um tempo...
- Martin pegue esses dois gatos e arrume as roupas dela leve depois- ordeno.
Martin entrega os gatos para Emma, e vai para seu quarto.
- Ei- ela segura Martin- Não vou abandonar minha casa e minhas coisas.
- Você não precisa de nada disso, sou um dos homens mais ricos da França- ela abre a boca para me responder- Cerejinha, você já esgotou minha paciência. Sou um cavalheiro, mas ainda sou uma mafioso. Se preferir te levo à força.
Ela começa a remungar e vai até um balcão pegando algumas cartelas de remédios. Tenho que olhar para que são uma hora dessas. Logo estamos no helicóptero indo para Paris, Emma não falou uma só palavra. Ela ainda está na defensiva comigo.
Sinceramente olhando para Emma... ela não é muito atraente, suas roupas são largas escondendo todas as curvas, acho que será difícil ficar duro com ela. Mas esse casamento só tem apenas uma propósito, e tenho que fazer um herdeiro homem nela.
Já é quase meia-noite quando o helicóptero pousa em Paris, entramos no carro e peço para o motorista ir para a casa de Betina, minha irmã. Só agora noto que Emma está com uma mão enfaixada.
- O que houve com sua mão?
- Nada- ela responde sem me olhar.
- Emma- falo irritado- Responda seu futuro marido apropiadamente.
Ela revira os olhos.
- Cortei por acidente com uma xícara quebrada.
Tenho que começar a ensinar ela à me obedecer e trilhar o caminho para ganhar seu coração.
Ao chegar na mansão minha irmã e Hugo, meu consigleire e cunhado, estão nos esperando. Seria mais fácil levar Emma para minha casa, mas sou um homem tradicional e não ficaria bem morar com a noiva antes do casamento.
Minha irmã me abraça e olha para Emma curiosa, acho que Hugo não havia lhe contado sobre meus planos.
- Essa é Emma Sinclair minha noiva e Emma essa é minha irmã Betina- as apresento.
Betina a olha assustada e Hugo me olha com reprovação.
- Você é louco...- fala olhando para mim- Prazer Emma- por fim Betina a abraça- Que bonitos seus gatos.
- Obrigado- Emma responde tímida.
- Esse é Hugo marido de minha irmã- falo apontando para meu cunhado.
Os dois se comprimentam. Betina a leva para o quarto, enquanto eu e Hugo vamos para o escritório conversar.
- Não acredito que vai seguir com essa loucura- ele me repreende.
- Se te incomoda ela ficar aqui até o casamento, posso a levar para um hotel.
- Não é disso que estou falando Bernard- ele trinca os dentes- Ela é uma criança.
- Emma tem vinte três anos, já é bem grandinha- dou de ombros.
- Você vai mesmo se casar com alguém por vingança?- apenas fico em silêncio- Não acredito que vai arrastar aquela menina para a sua loucura.
- Ela é filha da Inês, a mulher que esperei minha vida toda e do nada ela me traí. A reputação na família foi jogada na lama pela Inês.
- Emma não é mãe a Inês - Hugo argumenta.
- Eu sou o dom e já tomei minha decisão.
- Casou com ela apenas para tranformar a vida dela num inferno?
- Não, preciso de um filho homem para dar continuidade na família.
- Qual seu plano? Quem te pergunta agora é seu consigleire.
- Tenho que conquistar o coração dela, para depois destroça-lo- pela cara de meu cunhado ele não gostou nem um pouco do que ouviu- E não tem o que você fale que faça eu mudar de ideia.
- E se ela não for mais virgem?
- Pouco me importa. Sou o dom posso manipular a tradição dos lençóis sangrentos. Mesmo se ela não for mais virgem meu objetivo é vingança não uma noiva castra.
Hugo suspira frustrado. Ter minha vingança não era algo negociável, por mais que escutasse bastante meu cunhado.
- Cuidado, Bernard. As vezes brincar com os sentimentos de alguém o tiro saí pela culatra.
- Não corro esse risco- digo saindo do escritório.
Gostar de Emma?
Isso era quase uma piada infame. Claro terei que começar a me aproximar dela, mas sou um homem adulto o que uma piralha teria de tão encantador?